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O dia em que fui bloqueado pela Meta por falar em cripto

Mauricio Conti foi bloqueado por falar em cripto.

Olha só, quem diria… Sim, eu fui bloqueado pela Meta por falar em cripto. Logo eu, que trabalho com tecnologia, web3, blockchain, criptomoedas, token não-fungível (NFT) e tokenização. Aliás, meu perfil no WhatsApp – mídia que também é da Meta- , além do meu nome e da minha foto, continha uma única e curta frase: tokenize seu negócio.

As criptomoedas fazem parte do meu cotidiano. E não estou falando da minha vida pessoal, não. Trabalho diariamente com projetos que envolvem criptomoedas. A FBOK34 é a criptomoeda do Facebook, criada por Mark Zuckerberg para fomentar a economia virtual do metaverso.

Zuckerberg já falou mais de uma vez, publicamente, inclusive em seu perfil no Facebook, que o nome Meta é o novo nome e visão de futuro da empresa. É para o metaverso que olha. Em outras palavras, a Meta é uma empresa de cripto e quer se tornar líder mundial nesse setor.

Meta me bloqueou por falar em cripto

Mensagem recebida pelo WhatsApp sobre o bloqueio.

Embora para alguns, o sucesso das criptomoedas ainda seja questionável, a Meta entrou com pedido de registro de oito marcas que envolvem vários produtos e serviços virtuais, como negociações de criptomoedas, tokens e software blockchain. Notem, a Meta entrou com pedido de registro para tokens e software blockchain.

Recentemente a Meta abandonou a Diem, projeto de moeda digital que originalmente tinha o nome de Libra. Na semana em que o Facebook anunciou a mudança da sua marca para Meta, sua criptomoeda deu um salto no mercado, ou seja, todas as criptos envolvidas no projeto de metaverso da Meta tiveram uma alta considerável no valor.

Ainda em dezembro de 2021, a Meta ampliou os critérios para anúncios de criptomoedas no Facebook. “Estamos fazendo isso porque nos últimos anos, o cenário das criptomoedas amadureceu e se estabilizou e experimentou um aumento na regulamentação dos governos que está definindo regras mais claras para o setor”, disse a empresa num comunicado.

Buscando algum fundamento

Quando percebi que a Meta me bloqueou por falar em tokenização, logo entrei em contato com o suporte do WhatsApp. Então, recebi uma mensagem dizendo que “moedas virtuais são emitidas por entidades privadas e geralmente não têm valor monetário no mundo real, fora de comunidades específicas”. Entre os exemplos utilizados pela empresa para ilustrar: moedas de jogos e criptomoedas.

Na wconnect, não vendemos criptomoedas, mas usamos a mesma tecnologia das criptos, o que é bem diferente. Utilizamos blockchain, uma tecnologia segura e bastante conhecida.

A acusação para o bloqueio foi: o número não pode usar o WhatsApp no momento porque a conta registrada anteriormente com esse número está violando nossa Política Comercial para moeda falsa, virtual ou real. Fiquei pensando: quanto tempo faz que essa política da Meta não é revista?

Aliás, que fique claro, segundo a política da Meta, a Meta ex-Facebook não pode vender criptomoedas. Confesso que eu estou até agora tentando entender qual a estratégia da Meta que tanto quer ter o reconhecimento de empresa de cripto, líder de metaverso, mas que bloqueia cripto. Seria preciso uma reinvenção?

Enquanto isso, continuo bloqueado pelo WhatsApp.

*Mauricio Conti é engenheiro de computação, fundador do Simples ID, CPO wconnect, conselheiro administrativo, profissional de tecnologia e Saúde Digital e influenciador digital nas áreas de Blockchain, web3 e NFT.

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