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R$ 26 bilhões em jogo, um roubo de criptomoedas que fez história

Maurício Conti diz que o roubo histórico de criptomoedas tem muito a ensinar.

O casal bitcoin ganhou a capa de sites, jornais e revistas do mundo todo. Mas não por um bom motivo. Ilya Lichtenstein, cidadão russo-americano, e a esposa, Heather Morgan, foram presos em Manhattan, Nova York, acusados de conspirarem para lavar quase 120 mil bitcoins provenientes de um do roubo de criptomoedas – um dos maiores da história. Na cotação de hoje, isso é equivalente a US$ 5 bilhões (cerca de R$ 26 bilhões).

Toda essa quantia foi parar nas “mãos” do casal após o ataque hacker à corretora Bitfinex em 2016. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos afirma que a maior parte do bitcoin perdido na época já foi recuperado, algo em torno de US$ 4 bilhões.

Um relato extraordinário desse caso foi feito por Florian Hagenbuch, fundador da Loft. Florian, assim como eu, tem paixão por tecnologia e é um cripto-entusiasta. De acordo com ele, uma das grandes pistas foi descoberta quando observadores on-chain, ou seja, que analisam os dados públicos de transações nas redes blockchain, notaram uma movimentação estranha em torno das carteiras que continham os fundos do hack.

Vale lembrar que, diferentemente das transações financeiras convencionais, as transações com Bitcoin são visíveis.

O jornal New York Times citou um exemplo bastante simples, mas extremamente válido para esse roubo de criptomoedas. “Era como se o carro de fuga de um ladrão estivesse permanentemente estacionado do lado de fora do banco, bem trancado, com o dinheiro ainda dentro. Mas, esse ano, o carro acelerou”. E isso tornou possível o rastreio.

O que esse roubo de criptomoedas nos ensina

O que aprendemos com isso? Primeiramente, que usuário desatentos e com más intenções podem se comprometer – no mal sentido -, mesmo com uma tecnologia completamente segura como o blockchain. Neste caso, inclusive, eram tech savvy, portanto, gente que entende bastante de tecnologia. Mas, que deixaram rastros que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos conseguiu detectar.

E, sim, é real. O golpe bilionário de roubo de criptomoedas vai virar roteiro de filme no Netflix. Como não poderia ser diferente, os protagonistas serão a rapper americana Heather Morgan, juntamente com o marido Ilya “Dutch” Lichtenstein.

Na época, hackers conseguiram roubar 119.754 bitcoins. A avaliação dessas moedas hoje é de aproximadamente US$ 5 bilhões. A Justiça dos EUA descobriram o casal e o acusa de tentar lavar mais de US$ 4 bilhões (em torno de R$ 20 bilhões na cotação de hoje) em bitcoins roubados.

E, para finalizar, como bem disse Florian Hagenbuch, eu espero que no decorrer do caso, ele nos traga mais respostas do que perguntas, que é o que temos por enquanto.

*Mauricio Conti é engenheiro de computação, fundador do Simples ID, CPO wconnect, conselheiro administrativo, profissional de tecnologia e Saúde Digital e influenciador digital nas áreas de Blockchain, web3 e NFT.

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