Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Palmeiras anuncia seu fan token de engajamento $Verdao

Chegou quem estava faltando. O Palmeiras anunciou hoje (8) o lançamento de seu fan token oficial. Era o único dos maiores times de futebol de São Paulo que ainda não tinha aderido a essa estratégia de marketing e engajamento de fãs. A parceria é com a Chiliz, a mesma que tem acordo com São Paulo, Corinthians, Atlético Mineiro e Flamengo.

A venda dos tokens começará “em breve”, disse o clube. E será nos sites do Palmeiras e na Socioscom, a plataforma da Chiliz. Assim, para quem comprar o $VERDAO haverá benefícios como opinar em pesquisas sobre numeração de camisas dos jogadores e design de produtos.

Além disso, o fan token do Palmeiras vai dar outras recompensas exclusivas e colecionáveis relacionadas ao clube, de acordo com comunicado do time. As pesquisas ficam na Socios.com. Mas, sócio-torcedor Avanti com 18 anos ou mais poderão receber um token, que será intransferível.

“Além de ser uma importante e nova fonte de receita, acreditamos que os fan tokens aumentarão a conexão digital com nossos torcedores”, disse o presidente do clube, Maurício Galiotte.

“Se associar ao Palmeiras faz parte da nossa pegada de expansão no Brasil. Além disso, significa que nos tornamos parceiros de três dos quatro melhores times da Conmebol Libertadores deste ano”, afirmou o CEO da Chiliz e da Socios.com, Alexandre Dreyfus.

A Socios.com tem 1,3 milhão de usuários de 167 países. Isso porque é para negociação direta com o torcedor. A empresa abriu escritórios em São Paulo, Madri, Istambul e Buenos Aires. Além disso, vai inaugurar escritórios também na Itália e na América do Norte.




Parfin, que quer ligar mercado financeiro a criptomoedas, recebe aporte de R$ 34 milhões

A Parfin, fintech que oferece serviços de custódia, negociação e gestão de cripto, recebeu um aporte de R$ 34 milhões. O valor será usado para expandir a equipe, em especial na área de tecnologia. Assim, a operação é uma extensão da rodada de captação de R$ 8 milhões de março ano.

“Os valores captados são essenciais para a expansão da empresa, desenvolvimento de produtos e soluções, o que inclui expansão dos serviços ligados a finanças decentralizadas (DeFi) e suporte a novos protocolos blockchain com staking (disponibilizar criptoativos numa rede e ter rendimento com isso)”, afirmou Marcos Viriato, CEO da Parfino CEO.

Nos próximos meses, a Parfin também vai lançar soluções para facilitar a troca instantânea de cripto. Em especial moedas digitais de bancos centrais (CBDCs) e stablecoins. O Banco Central do Brasil começará em 2022 os testes com sua CBDC, ou seja, o real digital.

O líder da captação é o fundo global de venture capital (VC) Valor Capital Group, que já investiu em outras empresas de ligadas a criptomoedas. Dentre elas estão, por exemplo, a bolsa mexicana Bitso, a americana Coinbase, a empresa de finanças descentralizadas (DeFi) BlockFi, a Celo, responsável pela cripto Celo (cUSD) e a Circle, da cripto USDC.

Também está no grupo de investidores o fundo brasileiro de venture capital Alexia, que começou a investir há um ano. Entres suas investidas estão a Gaivota, de inteligência artificial para o agronegócio, e a Carbonext.

Parfin tem mesas de OTC usando sua solução para cripto

De acordo com Viriato, há grande demanda pelas soluções da empresa no Brasil, Europa e Estados Unidos (EUA). O executivo e seus sócios vieram do mercado financeiro convencional. Dessa forma, um objetivo da empresa é oferecer soluções que facilitem a entrada de investidores do mercado tradicional no de criptomoedas, fazendo a ponte entre os dois.

“No Brasil, já temos as maiores mesas de OTC (operação de balcão) utilizando nossa solução Crypto Plug & Play”, diz o executivo. A bolsa de cripto Foxbit usa esse serviço da Parfin. E, afirma Viriato, diversas plataformas de investimentos e bancos digitais estão em fase de implantação, com lançamento no primeiro trimestre de 2022.

No mês passado, a Parfin anunciou uma parceria com a dinamarquesa Sepior. Assim, passou a ser a única empresa brasileira que oferece custódia de ativos digitais com a tecnologia de computação multipartidária (MPC). Essa tecnologia permite armazenamento distribuído de partes de uma chave privada, para reduzir furtos e fraudes.

Além disso, a empresa tem o Parfin Terminal, para gestores de fundos e mesas de negociação, que consolida e gerencia um portfolio digital e câmbio automático através de parceiros bancários.

BTG lança fundo com exposição de 20% à cripto Ether

O BTG Pactual, primeiro banco do país a oferecer criptoativos para clientes, lançou hoje (7) o fundo BTG Pactual Reference Ethereum 20, com exposição de 20% à cripto Ether (ETH). A moeda digital é a segunda maior em valor de mercado.

Fora a parte à cripto ETH, a maior parte do novo fundo do BTG, ou seja, os outros 80%, está exposta a renda fixa. Nesse tipo de investimento, o rendimento é previsível, ou seja, é fixado previamente ou segue algum indices.

É, portanto, o inverso das cotações de criptomoedas, já que é mais previsível e menos volátil. A aplicação mínima é de R$ 100 e a taxa de administração é de de 0,5% ao ano. Não há taxa de performance.

O BTG já tem dois fundos com exposição a bitcoin – um com 20% e outro com 100%. E uma plataforma de negociações de criptos, a Mynt. Além disso, lançou o token imobiliário ReitBZ, ou seja, com ganhos atrelados a imóveis. Mas esse só pode ofertar no exterior, por conta da regulação no Brasil.

De acordo com Portilho, as pessoas estão acostumadas a investir em imóveis “diretamente ou por meio de um veículo. Isso é fácil de explicar e já fazíamos operações com imóveis recuperados”.

O BTG Pactual é o maior banco de investimentos da América Latina e inovou no setor ao oferecer cripto. Depois deles, outros bancos, como o Banco do Brasil e o Itaú, ofereceram aos clientes fundos de índices (ETFs) em criptomoedas. São investimentos da Hashdex e da QR Assets e que os bancos distribuíram.

Token da Moss é primeiro criptoativo brasileiro na Coinbase, maior bolsa dos EUA

A Coinbase, maior bolsa de criptomoedas dos Estados Unidos (EUA), começou a listar hoje (6) o primeiro criptoativo brasileiro. É o Moss Carbon Credit (MCO2), da Moss. O token é de créditos de carbono e tem foco na preservação da Amazônia.

A listagem acelerou as negociações do MCO2. O volume de negócios subiu 240% em 24 horas (até 18h43 desta segunda-feira), para U$ 80,492,100.80. O preço subiu até US$ 0,2701, segundo o CoinMarketCap. A variação em 24 horas estava entre esse U$ 0,2275 e esse valor. Às 18h43 a cotação estava na faixa de US$ 0,2592, uma alta de 8,5% em 24 horas.

O MCO2 já está em outras bolsas e protocolos de finanças descentralizadas (DeFi) como Gemini, Probit e Uniswap. Além disso, no Brasil estão na FlowBTC e no Mercado Bitcoin.

De acordo com a empresa, o token estará disponível nos seguintes serviços e mercados:

 EUANYCANUEReino
Unido
DINSingapuraJP
Coinbase   ✖️✖️  ✖️✖️✖️✖️✖️✖️
Pro   ✔TBD   ✔ ✔ ✔TBD✖️TBD
Wallet ✔ ✔   ✔ ✔ ✔ ✔ ✔✖️
MCO2 está disponível na Coinbase Pro em alguns mercados.

O suporte para o MCO2 é para o token ERC-20, que roda na blockchain blockchain.

Já os pares de negociação do token com criptos é com o USDT, primeira criptomoeda estável (stablecoin). O valor da Tether está atrelado ao d´ólar. A negociação da cripto para moedas fiduciárias é a a abaixo:

 USUKEU
USD ✔ ✖️ ✖️
GBP ✖️ ✖️ ✖️
EUR ✖️ ✔ ✔
Negociação de pares da cripto com moedas fiduciárias.

122 previsões para criptomoedas em 2022, segundo relatório da Messari

Em 2022, a inflação persistente em todo mundo em 2022 pode beneficiar as criptomoedas no curto prazo, o avanço da web 3.0 será é uma força que não se pode frear e quem entende dos detalhes de diversos tipos de investimentos em criptos – as raiz, NFTs, DeFi, por exemplo – vai se diferenciar no mercado. Isso porque não basta mais ser generalistga, com tantas novidades crescendo rapidamente.

Essas são algumas das 122 previsões para o próximo ano da Messari, empresa de análise de dados sobre criptomoedas. Em seu relatório “Teses para Criptos para 2022”, há previsões não só sobre pra onde vai o mercado de criptomoeas. Mas inclui também temas como os “10 principais pensamentos sobre bitcoin“, ethereum, tokens não-fungíveis (NFTs) e finanças descentralizadas (DeFi).

Apesar de prever um ganho das criptos no curto prazo com a inflação, no médio prazo há riscos. “Isso porque usuários e empresas de criptomoedas poderão ter uma pressão maior das big techs do Ocidente e de plataformas de bancos. Além disso, “o governo dos Estados Unidos (EUA) pode adotar medidas restritivas contra as criptomoedas”.
administration’s crypto crackdown.

Sobre bitcoin, o relatório diz que não há sinais de que os preços vão parar de subir. A criptomoeda está mostrando resiliência, ou seja, superou os desafios que encontrou ao longo do tempo. Além disso, investidores institucionais estão entrando no mercado e mostrando mais conforto com o “ouro digital”.

Bitcoin continuará o rei das criptomoedas em 2022

Dito isso, outros fatores, como a escassez da moeda deverão mantê-la como a principal cripto. Mesmo que outras, como a Ether, consigam se valorizar bastante. “O rei continuará continua o rei”, de acordo com Messari. À parte o fato que bitcoin será mais negociado em outras plataformas, portanto, gerando demanda pela moeda digital.

Na listas das pessoas a se seguir, a Messari coloca em primeiro lugar as WAGMI, a sigla em inglês para “Todos nós vamos construir isso”. Porque a empresa afirma que todo mundo em criptomoedas merece esse respeito e deve ser ouvido em 2022. Inclusive você, leitora e leitor, que estão agora lendo esta reportagem.

No entanto, como gostamos de nomes, o item dois da lista de 10, menciona grandes investidores, os “baleias”, que tiveram um desempenh muito bom em 2021. Um deles é a a Multicoin Capital, de Kyle Samani, a Three Arrows Capital, de Su Zhu, e a CMS Holdings. Na sequência está Emilie Choi, presidente e COO da Coinbase.

É possível acessar o relatório completo no site da Messari.

Música Bella Ciao vira NFT em parceria da Banda Cali e Stonoex

Nesta sexta-feira (3), entram na Netflix os últimos capítulos da série “A Casa de Papel”. E também hoje a banda Cali lança um token não-fungível de uma versão da música “Bella Ciao”, que além de ser símbolo da resistência em diferentes períodos na Itália, é uma marca da trilha sonora da série.

A banda Cali inclui integrantes de outras conhecidas da música nacional, como Tihuana, Capital Inicial e Strike. É possível ver os NFTs no site da Cali. E a venda é pela Binance NFT Marketplace, plataforma da maior corretora de criptoativos do mundo.

Serão onze NFTs, dois de cada integrante da banda. Além disso, haverá um NFT da capa do novo single que vai a leilão. Haverá também um vídeo, mas que não será um NFT. Além disso, quem comprar o token receberá fotos exclusivas da banda durante a gravação da música e surpresas exclusivas como Meet&Greet, de chamada online.

Clipe com parte da nova versão de Bella Ciao, que virou NFT. Fonte: Stonoex.

O NFT de Bella Ciao termina na noite de domingo

O leilão do NFT de Bella Ciao vai até a noite do proximo domingo (5). No momento da publicação desta reportagem, havia uma oferta de 1 BNB (US$ 599, cerca de R$ 3,5 mil). Os NFTs dos músicos Fouad Khayat, Bruno Graveto, Egypcio, Leo Rota e Junior Bass.

A iniciativa é em parceria com gestora e exchange de criptoativos Stonoex. “Quando recebemos a ideia, compramos de primeira”, disse Ricardo Zago, sócio da Stonoex e responsável pelo marketing da empresa. A gestora e exchange de criptoativos estruturou a criação do NFT, lançamento e parceria com a Binance, disse Zago ao Blocknews. Há outros projetos em gestação com a Cali.

Banda deve fazer outros NFTs

De acordo com Egypcio, ex-Tihuana e hoje na Cali, a música já está em domínio público. Portanto, não há cobrança de propriedade intelectual e seu uso é livre. O músico afirmou ao site Rolling Stones que já vinha olhando para os NFTs.

Na capa e no vídeo, os músicos usam fantasias que remetem aos personagens de A Casa de Papel. Essa versão de Bella Ciao, segunda informaram a Binance e a Stonoex, é rock, em linha com as três últimes temporadas, em especial esta final. Ainda assim, tem conexão com a versão original.

Desenho sobre “lado feliz da vida” que viralizou vai virar NFT

Qual lado da vida você prefere, o feliz ou o reclamão, tristonho? Um cartoon do artista gráfico brasileiro Genildo Rochin, que se baseia nessa questão e quviralizou nos últimos dias pelo mundo vai agora virar token não-fungível (NFT).

O cartoon é de 2013. Com a frase “Escolha o lado feliz da vida”, o artista retratou duas pessoas num ônibus. Uma olha para um paredão cinzento, sem horizonte. O rosto é de desânimo. Sem graça na vida. A outra está do lado do veículo em que a paisagem é ensolarada e vista é para montanhas com com até um rio passando. E claro, está sorrindo. E filmando a cena com o celular, afinal, quem quer compartilhar a imagem de um paredão cinzento?

Versão musicada do meme de Genildo Rochin que está no YouTube.

De acordo com a reportagem de Marina Lourenço na Folha de S. Paulo de hoje (3), com a fama do cartoon que virou meme de várias formas, Genildo Rochin vai transformá-la em NFT. Porém, ainda não há definição de preço.

O desenho surgiu na data de seu aniversário, 24 de agosto. Veio do fato real de que passava por um terreno baldio, sujo e com mal cheiro quando ia ao trabalho. “Algumas vezes, andei pelo caminho com olhos fechados e prendendo a respiração”. Se deu conta de que podia mudar isso ao olhar para o outro lado, em que via o por do sol.

Já há diversas versões do cartoon em diferentes línguas e com diferentes textos que apontam situações opostas. Assim como está em diversas mídias sociais, até com versão animada e musicada no YouTube. Até a Netflix usou o desenho para promover a segunda temporada da série “Emily in Paris”. Em dois dias, esse já teve 366.570 curtidas. Esse dá credito ao brasileiro, mas outros, não.

Hacker tira US$ 120 milhões de usuários da BadgerDAO, de finanças descentralizadas

A BadgerDAO, um protocolo de finanças descentralizadas (DeFi), sofreu um ataque cibernético que retirou US$ 120,3 milhões (cerca de R$ 600 milhões) de seus usuários. De acordo com a PeckShield, que faz anáise de dados em blockchain, foram cerca de 2,1 mil bitcoins e 151 ethers.

Com isso, na madrugada de hoje (2), o protocolo paralisou todos os contratos inteligentes (smart contracts) para evitar novos roubos, de acordo com a empresa no Twitter.

A BadgerDAO é uma organização autônoma descentralizada (DAO), uma nova forma de organizar negócios que blockchain permite. Quem gerencia a DAO é quem tem o token BADGER token. Nas DAOs não há, portanto, centralização de poder e hierarquia como conhecemos.

Além disso, nas DAOs as regras de governança estão em códigos em programas de computador. Assim, funcionam principalmente por meio de programas de computadores, com pouco ou nenhum controle de humanos. Bitcoin é considerada não apenas a primeira, mas a maior importante e genuína DAO que existe.

Os primeiros sinais do ataque apareceram no final da noite de ontem. Pelos comentários nas redes sociais, aparentemente o ataque não foi nos protocolos centrais, mas na interface com o usuário. Quem foi afetado, teria recebido pedidos extras de autorização de operações que na verdade foram a porta de entrada do hacker.

A empresa informou no Twitter que vai manter sua comunidade informada sobre as investigações.

Metade dos investidores em criptomoedas começou no mercado em 2020 ou 2021

Metade dos investidores em criptomoedas é novo no mercado, já que entraram nesse segmento entre o ano passado e 2021. Os que entraram entre 2017 e 2019 são 38% do total. E os 12% restantes começaram em 2016 ou antes ainda, quando bitcoin era muito mais desconhecido do que atualmente.

Além disso, há mais investidores em criptomoedas com cursos superiores relacionados às finanças (26%), do que os não investidores (18%). Essas são algumas das conclusões de uma pesquisa que a Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV EESP) fez em parceria com a University Blockchain Research Initiative (UBRI), que é da Ripio, que tem uma blockchain e a moeda XRP, e a gestora Hashdex.

O estudo entrevistou 576 investidores. Desses 446 são homens e 130 são mulheres. Todos estão na base de clientes de escritórios de agentes autônomos, incluindo a Monte Bravo Investimentos, Blue3 Investimentos, Acqua-Vero Investimentos, One Investimentos e Renova Invest. A pesquisa aconteceu entre fevereiro e março de 2021.

Apesar de as mulheres serem 22,6% da amostra, apenas metade delas investem em criptomoedas. Em termos de idade, 34% dos investidores em criptomoedas têm de 30 a 39 anos, o que é menor do que os que investem em outros ativos.

A maioria dos entrevistados (56,59%), investidores ou não em criptomoedas, afirmou que aprende sozinho sobre o assunto. São autodidatas que usam vídeos e tutoriais da internet. Entre os investidores criptos, há uma predominância de indivíduos com cursos superiores relacionados às finanças do que entre os não investidores, de 26% contra 18%.

Mesmo assim, deram a nota 6,87 para seus investimentos. Enquanto os investidores que não colocaram dinheiro em criptomoedas deram nota 6,21 para o desempenho de seus investimentos.

Essa é a segunda parte da pesquisa. A primeira buscou identificar o perfil dos investidores. Agora, o estudo apontou fatores mais determinantes para o investimento em criptomoedas “no que se refere a dados demográficos, graus de instrução e aversão a risco e perspectivas para a economia brasileira”, segundo os realizadores da pesquisa.

Liga inglesa de futebol investiga relação entre clubes e empresas de criptomoedas

A Premier League, principal liga do futebol inglês, está investigando a relação dos clubes de futebol, e a sua mesma, com empresas de criptomoedas. Um dos principais temores da liga e de fã clubes é a conexão dos times com um ativos que têm preços muito voláteis. A informação é do jornal The Times.

Esse associação entre times de futebol e criptoativos, para encorajar torcedores a comprarem tokens, está em expansão também no Brasil. Até porque, é uma nova fonte de receita dos clubes e mais uma ação de engajamento com fãs.

Há opções como tokens com direito a venda de jogadores, por exemplo os do Santos. Outro tipo é o fã token, de ações para engajar os fãs. E há ainda os tokens não fungíveis (NFTs).

A própria Confederação Brasileira de Futebol (CBF) lançou tokens. Além disso, Mercado Bitcoin e Binance fecharam acordos para terem seus nomes nas camisas do Corinthians e Santos, respectivamente. A Moss, que tem um token para proteção da Amazônia, fez acordo com o Flamengo. E a Crypto.com fez acordo para aparecer em materiais de jogos da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol). Isso para ficar em alguns exemplos.

A visão no Reino Unido é que ao receberem patrocínios de empresas de criptomoedas, os times acabam por automaticamente promover investimentos nesse segmentos. Porém, falta conhecimento de boa parte dos investidores sobre o que são criptoativos e os riscos atrelados a eles, em especial em relação à potencial queda de seus preços ou de ganho que não cubra o investimento. Falta regulação no setor.

Criptomoedas estão em times de futebol de vários países

Para esse movimento, NFTs têm preços voláteis, mas é mais fácil de se entender que se comportam como os de colecionáveis. A própria Premier League pensa em ter uma plataforma desses tokens. Mas, os fã tokens são vistos como clubes de criptomoedas.

Em 12 de novembro, o Manchester City, um dos times mais valiosos do mundo, anunciou uma parceria com a desconhecida 3K Technologies para desenvolver projetos de finanças descentralizadas. ´Só que uma semana depois, cancelou o acordo e nem a página sobre a iniciativa está mais no ar.

Isso porque o diário The Guardian publicou que não encontrou informações suficientes sobre a empresa. E que os executivos aparentavam não ter experiência em criptoativos.

Patrocínios de empresas de criptomoedas estão em times de futebol de vários países. E também em outros esportes. Plataformas como a socios.com é especializada em tokens para torcedores de times e ações de engajamento.

Bancos também patrocinam times. E assim como as empresas de criptoativos, são criticados no Brasil porque muitas vezes oferecem aos clientes produtos que eles mesmos não entendem. A questão da falta de educação financeira aqui é séria inclusive para produtos e serviços convencionais.

Outra investigação em curso na Inglaterra é da comissão de apostas. Seu foco é a plataforma de NFTs Sorare, que vende um jogo fantasia de futebol. Essa também tem acordos com a Premier League, com a alemã Bundesliga e com a espanhola LaLiga.