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Como blockchain poderia ter evitado uma “sangrenta” guerra cibernética?

Mauricio Conti mostra que blockchain é defesa contra ataques cibernéticos.

A guerra entre Rússia e Ucrânia é o assunto do momento no mundo real e no virtual. Pessoas em todo o mundo estão discutindo o caso e a preocupação, pela primeira vez, transcende o mundo real e entra no virtual. 

De acordo com o jornal O Globo, em meio à invasão militar, ataques contra sites sugerem o acirramento da guerra cibernética entre Rússia e Ucrânia. Grupo de hackers Anonymous declarou guerra cibernética à Rússia. O que significa que não somente o território está em questão, mas também o espaço virtual dos países e, literalmente, todas as informações.

Alguns sites do governo russo, inclusive, estão fora do ar desde o início da ofensiva. São ataques cibernéticos russos contra a Ucrânia e também os ataques adjacentes de grupos como o coletivo Anonymous contra a Rússia.

De acordo com Guilherme Deps, do canal Empreendedores de Direito, a batalha hoje extrapola o campo do real e envolve inúmeros malwares do tipo wiper, que limpa informações dos sistemas. Além disso, há também os chamados ataques de negação de serviço (DDoS, na sigla em inglês). Esses sobrecarregam o servidor de um sistema e os tornam indisponíveis. Nesse caso, conseguiram derrubar sites de empresas, bancos e do governo russo. 

Blockchain em defesas de ataques cibernéticos

Para a Victoria Adams, líder de Práticas Governamentais da Consensys em Washington DC, as tecnologias digitais tornaram-se a base das armas, táticas e estratégias dos Estados Unidos (EUA). 

“Hoje, os combatentes usam dispositivos conectados para coordenar ataques aéreos no campo de batalha, os drones são controlados a milhares de quilômetros de distância, os comandantes assistem a vídeos em tempo real de streaming de vídeos do espaço de batalha e a logística e a cadeia de suprimentos mais ampla são reguladas e gerenciadas por complexos tecnologias digitais”, afirmou.

Ainda em 2018, o Royal Institute of International Affairs, também conhecido como Chatham House, sediado em Londres e que tem como missão analisar e promover a compreensão das principais questões internacionais e assuntos atuais, alertou que o sistema americano de armas nucleares, assim como os sistemas britânicos e de outros países, estão cada vez mais vulneráveis a ataques cibernéticos. 

“Os sistemas de armas nucleares foram desenvolvidos antes do avanço da tecnologia computacional. Pouca consideração foi dada a potenciais vulnerabilidades cibernéticas. Como resultado, a estratégia nuclear atual muitas vezes ignora o uso generalizado da tecnologia digital em sistemas nucleares”.

Assim, qualquer tentativa de hackear dados registrados em blockchain ou enviar uma ordem ilegítima na tentativa de violação de dados, significaria atacar todos os nós da cadeia de blockchain simultaneamente. Atacar uma cadeira de blockchain, hoje em dia, é quase impossível. O blockchain é uma das tecnologias mais seguras no que se refere à proteção de dados. Uma tecnologia, quase que em sua totalidade, inviolável.

Dados descentralizados

Os dois lados usam ciberespaço para ataques e defesas.

Segundo Victoria, os benefícios do blockchain como prevenção contra ataques cibernéticos são facilmente compreendidos. “O gerenciamento centralizado das comunicações digitais expõe o combatente a possíveis ataques cibernéticos.

Quando os dados são descentralizados, completa, há a democratização do espaço de batalha, criando um ambiente seguro no qual a falha de qualquer nó, definitivamente, não afetará a viabilidade geral da rede.

“Ao contar com um sistema de validação descentralizado com sistemas integrados e baseados em blockchain de segurança nativa, pode-se garantir que todas as comunicações e transferências de dados sejam protegidas contra agentes mal-intencionados”, afirma.

O blockchain, quando usado em combinação com a Internet das Coisas (IoT), pode garantir que a cadeia de suprimentos de fabricação de defesa não tenha sido alterada. Portanto, todo o ecossistema torna-se rastreável. 

Russia x Ucrânia: a primeira guerra cibernética

Toda essa movimentação no mundo virtual é apenas um reflexo do mundo real, onde a devastação pode ser tão complicada quanto. O ministro de Transformação Digital da Ucrânia convocou voluntários para enfrentar a guerra cibernética contra os russos. 

“Estamos criando um exército de TI. Precisamos de talentos digitais. Todas as tarefas operacionais serão dadas aqui: https://t.me/itarmyofuraine. Haverá tarefas para todos. Continuamos a lutar na frente cibernética. A primeira tarefa está no canal para especialistas cibernéticos”, publicou o ministro em uma rede social. 

As organizações precisam, urgentemente, investir no potencial de descentralização da informação com o blockchain contra ataques cibernéticos. Estamos falando de uma guerra civil onde as informações valem muito. É preciso atentar-se para a criação de novas estratégias de segurança.

Este artigo não é um posicionamento a favor de A ou em defesa de B, mas é um desabafo de quem se preocupa com a comunicação, a tecnologia e a vida das pessoas. É preciso que todos saibam o que é possível fazer para se proteger tecnologicamente. E sem sombra de dúvidas, blockchain é uma alternativa bastante segura e viável.

*Mauricio Conti é engenheiro de computação, fundador do Simples ID, CPO wconnect, conselheiro administrativo, profissional de tecnologia e Saúde Digital e influenciador digital nas áreas de Blockchain, web3 e NFT.

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