Inter estreia em criptomoedas com plataforma da B3 Digitas e solução da Parfin

Inter oferece cinco criptomoedas, incluindo bitcoin.

O Inter, por meio do Inter Invest, é o mais novo banco a entrar no segmento de criptomoedas. A partir desta terça-feira (27), a instituição começa a oferecer bitcoin, ethereum, USDT (Tether com lastro em dólar), Litecoin e XRP (Ripple). A fornecedora da infraestrutura é a B3 Digitas, braço da bolsa B3 que oferece infraestrutura (crypto as a service) para as empresas financeiras e não-financeiras interessadas em entrar atuar no segmento.

O lançamento do serviço acontece ao mesmo tempo em que a B3 lança oficialmente a B3 Digitas. A empresa usa a tecnologia da Parfin, startup que desenvolve infraestrutura para criptoativos ao mercado financeiro, em especial o tradicional. Em janeiro deste ano, a Parfin anunciou uma captação que incluiu recursos da B3. Isso aconteceu por meio do seu fundo de capital de risco L4 Venture Builder. Na semana passada, anunciou que recebeu investimento da Accenture.

Além disso, a B3 fez um teste de tokenização de debênture com emissão por um banco, com a QR Capital e com a Hathor. A QR Capital já lançou debêntures dentro do sandbox da Comissão de Valores Mobiliários por meio da Vórtx QR Tokenizadora e com a blockchain da Hathor.

Inicialmente, o Inter vai disponibilizar o serviço de criptomoedas para uma base limitada de clientes da Inter Invest. Depois, vai liberar os ativos digitais forma gradativa, à medida que todos os testes forem concluídos. A compra mínima é de R$ 1 em criptos. A expectativa é oferecer o acesso aos 26 milhões de clientes do banco até o final de julho.

Inter já oferece fundos de criptomoedas

O Inter já oferece fundos de criptoativos e tem interesse em entrar em tokenização de ativos. Além disso, vai participar do piloto do real digital. Com essas ações, já sinaliza que vai competir com exchanges, tokenizadoras e plataformas de criptos de outros bancos, como o BTG Pactual.

“Trabalhamos para que instituições possibilitem a seus investidores diversificar cada vez mais as suas carteiras e explorar novos mercados”, disse Jochen Mielke, CEO da B3 Digitas. A empresa já negocia acordos semelhantes ao do Inter com outras instituições.

A B3 testa blockchain há cerca de sete anos. De acordo com Mielke, a estratégia da instituição em cripto tem dois pilares. Um deles é com a oferta de produtos relacionados a ativos digitais, como fundos de índices (ETFs) na bolsa. O outro é o crypto as a service, mas pela Digitas. 

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