Parfin recebe investimento da Accenture e mira expansão internacional

Alex Buelau, CTO, Marcos Viriato, CEO, e Cristian Bohn, CPO da Parfin.

A consultoria Accenture fez um investimento estratégico na Parfin, que fornece soluções de custódia, negociação, tokenização e gestão de ativos digitais para o mercado financeiro. A operação aconteceu por meio da Accenture Ventures e as empresas não revelaram o valor. Esse é o primeiro investimento do “Project Spotlight” da consultoria na América Latina, que existe desde 2020 e foca em startups de softwares de tecnologias emergentes e além do investimento, faz a conexão delas com seus clientes.

De acordo com Leonardo Framil, CEO de Mercados em Crescimento da Accenture, “a Web3 requer uma nova infraestrutura que as instituições financeiras não têm. Em especial as que estão em mercados emergentes em crescimento. Além disso, afirmou que a Parfin se encaixa na estratégia da consultoria de promover a adoção da moeda digital em todo o mundo.”

Essa foi mais uma captação da Parfin, fundada em 2019 em Londres e que tem sede no Rio de Janeiro. Os fundadores vieram do mercado financeiro tradicional, de instituições como o banco BTG Pactual. Marcos Viriato, cofundador e CEO da Parfin, também vê a possibilidade de a Accenture ajudar na expansão internacional da startup.

“Com as apresentações que a Accenture pode fazer em nosso nome, estamos ainda melhor posicionados para expandir nossas ofertas em outras partes do mundo”, completou. Além disso, o CEO da Parfin afirmou que a experiência da consultoria em tecnologia e serviços financeiros contribui no desenvolvimento da infraestrutura em que trabalha.

Accenture destacou rede blockchain da Parfin

A Accenture destacou que a Parfin está desenvolvendo a rede blockchain privada Parchain, que tem foco em uso de finanças descentralizadas (DeFi) por instituições regulamentadas. E que a solução está posicionada para uso com o real digital. A startup participa dos testes do real digital. Além disso, a consultoria ressaltou o uso de blockchain, inteligência artificial e computação confidencial em identidade digital.

Em março de 2021, a Parfin captou R$ 8 milhões. Além disso, obteve outros R$ 34 milhões numa extensão da rodada em dezembro do mesmo ano. O líder da captação foi o fundo de venture capital Valor Capital Group, que já investiu em outras empresas de criptomoedas como Bitso e Coinbase. Na ocasião, Viriato afirmou que o valor seria usado para expandir a equipe, em especial na área de tecnologia.

Depois disso, em janeiro deste ano, levantou US$ 15 milhões, cerca de R$ 80 milhões, com um grupo de investidores. Entre eles está a bolsa brasileira B3, por meio do seu fundo de investimentos L4 Venture Builder. A líder do investimento foi a Framework Ventures, de São Francisco (EUA). Valor Capital e a Alexia Ventures também participaram. 

Accenture aposta na demanda de instituições financeiras

“A Web3, novas formas de identidade digital e plataformas de ativos digitais de ponta a ponta como a da Parfin estão desafiando as organizações globais de serviços financeiros a repensar suas estratégias de ativos digitais”, disse Mauricio Barbosa, líder do grupo de Serviços Financeiros da Accenture Brasil.

“Com a infraestrutura de blockchain e ativos digitais de nível empresarial da Parfin, a Accenture está acelerando e permitindo que as maiores instituições de serviços financeiros do Brasil alavanquem transações de ativos digitais”, completou.

Em março de 2022, a Accenture formou o grupo de negócios Accenture Metaverse Continuum. O grupo inclui profissionais com conhecimento, por exemplo, em metaverso, experiência do cliente, comércio digital, realidade estendida, blockchain, gêmeos digitais (ou seja, representação virtual de algo físico), inteligência artificial e IA generativa.

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