O que são fan tokens?

Por ser um mercado novo, há ainda muitas dúvidas quanto à definição dos fan tokens, um dos tipos de criptoativos que mais crescem no mundo. Nos últimos tempos, esses tokens se tornaram mais falados com times de futebol e de outros esportes lançando as suas versões. Mas, ainda há quem confunda essa categoria com investimentos ou formas de pagamentos. Por isso, antes de adquirir um deles, é preciso entender a que exatamente dão direito.

Na prática, esses tokens funcionam como “chaves digitais de acesso” a benefícios e não têm função mercantil como a principal característica, explica Marina Fagali, Gerente de Relações Públicas da Socios.com, principal plataforma do segmento com 2 milhões de usuários. Ao ficarem registrados em uma blockchain, que é um livro público de registros de transações, têm maior transparência,s segurança e rastreamento das movimentações, completa.

“Basicamente, o fan token vai permitir que você resgate prêmios, recompensas e experiências exclusivas. É uma espécie de título do clube ou chave digital que dá acesso à benefícios que ninguém mais pode ter. É fundamental dizer que os fan tokens têm caráter de utilidade, e não financeiro”, afirma Marina.

Fan token não é criptomoeda

Assim, esses tokens são diferentes de uma criptomoeda como bitcoin, por exemplo, que o usuário compra esperando que valorize para vender mais tarde com lucro. “É claro que você pode vender os fan tokens que comprou, mas não é esse o objetivo. A função do fan token é o resgate de experiências e engajamento com a comunidade”, esclarece a gerente de Relações Públicas da Socios.com.

Marina também explica as diferenças do fan token de utilidade, que são os ativos desenvolvidos por plataformas como a Socios.com, em comparação com os Tokens de Solidariedade da FIFA, que ganharam espaço no mercado cripto recentemente, ou ainda com as moedas personalizadas, como é o caso da cripto lançada no início deste mês pelo Grêmio.

Os tokens de solidariedade são uma ferramenta criada pela FIFA para recompensar os times formadores de atletas após a venda de um jogador de futebol, por exemplo. Toda vez em que o atleta for vendido por outros times, o clube formador receberá uma parte desse valor. O torcedor que tiver comprado os tokens de solidariedade do atleta também receberá um valor proporcional a sua quantidade de tokens. Basicamente, o detentor de um token de solidariedade atua como um acionista e, se o atleta for vendido, ele receberá uma parcela do valor, diz Marina.

É para acessar ativações

Em relação ao uso do token como sistema de pagamento, é o que acontece com uma criptomoeda ou com a moeda do Grêmio. No caso do time gaúcho, a cripto permite comprar qualquer produto licenciado do clube. Já com os fan tokens não há desembolso.

De acordo com Marina, uma vez que se compra o fan token, o objetivo é seguir elegível ao leque de ativações possíveis para quem possui esse token na carteira digital. “No caso da Socios.com, o que você desembolsa na plataforma são tokens de fidelidade do aplicativo, ou seja, uma espécie de pontos por interação nela e que são os chamados SSUs. São  funções e modelos  totalmente diferentes”, complementa a executiva. 

No Brasil, diversos times têm fan tokens, como Atlético Mineiro, Botafogo, Corinthians, Coritiba, Cruzeiro, Flamengo, Vasco, Santos e São Paulo.

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