Moss lança token que permite aos detentores votar em decisões sobre produtos

Token da Moss de governança descentraliza gestão. Foto: Vlad Hilitanu, Unsplash.

A Moss, startup de comercialização de crédito de carbono e de soluções ambientais em blockchain, anunciou hoje (30) o Moss Governance Token. Quem comprar, poderá comentar, participar das discussões e votar em mudanças no protocolo do token MCO2, o primeiro da empresa, e nos próximos.

Com isso, a startup deixa de ter uma toda centralizada para ter ao menos uma parte da gestão descentralizada. Assim, se aproxima mais de um modelo realmente blockchain, que é o que Organizações Autônomas Descentralizadas (DAOs) fazem. Mas, nessas, a administração conta um gerenciamento em que as ações devem ter em boa parte, ou todas, executadas por códigos.

“Esse movimento é natural, inclusive por conta da própria tecnologia que usamos em nossas operações. Nosso objetivo é construir uma comunidade que contribua com discussões e votações que provoquem melhorias no MCO2 Token e também nos nossos protocolos”, diz Renan Kruger, CTO da Moss. 

De acordo com a empresa, o Moss Governance Token permitirá aos detentores decidir e participar de iniciativas como nova cunhagem de tokens e entrada de projetos de crédito de carbono, uma vez que passarem pela auditoria da Moss. Além disso, descentralização de processos e parcerias também estão na lista.

Mas, no futuro, que a Moss diz ser “em breve”, a empresa afirma que quem tem o token poderá também comprar de créditos de carbono por atacado. Portanto, com preços menores.

Moss vai dividir distribuição do token

A Moss vai cunhar 3,041 milhões de tokens de governança, mesma quantidade do token MCO2 emitidos desde 1 de fevereiro de 2022. Disso, 30% irá para investidores/sócios e colaboradores. Outros 25% vai para o pool de liquidez nas redes Polygon, Ethereum, Celo. O equivalente a 5% irá para as comunidade do Discord, Telegram e Twitter, com 1 mil usuários.

Do restante, a Moss vai oferecer 10% vão para quem já tem MCO2, na proporção de 0,1 por token nas carteiras atuais; 20% vão para a tesouraria da Moss, 5% para a tesouraria da DAO Klima, que também tem foco em crédito de carbono, e 5% para a mineração de liquidez da Klima/MCO2. 

Segundo a Moss, o MCO2 já foi usado por cerca de 300 empresas para compensação de emissões de carbono, como a Gol, por exemplo. Isso gerou uma movimentação de cerca de R$100 milhões. O foco do token é gerar recursos para conservação da Amazônia.

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