ETFs morrerão com tokenização de ativos. Mas até lá, serão importantes, diz CEO da Hashdex

Os ETFs vão morrer. E quem vai matá-los são os contratos inteligentes e a tokenização de ativos. A afirmação é de Marcelo Sampaio, CEO da Hashdex, que se apresenta como a maior gestora de criptoativos da América Latina e que tem 4 fundos atrelados a índices no segmento. Mas, o executivo faz uma ressalva: até que isso aconteça, os Exchange Traded Fundos terão um papel fundamental.

“Não há nenhuma razão tecnológica para que um ativo não se transforme num token”. E completou: “não há razão para que uma companhia não tenha um token nativo”. Mas, isso não acontecerá agora por restrições na regulação. Os smart contracts, completou, vão desbloquear o valor de qualquer coisa, já que “tudo tem valor”. E isso inclui, por exemplo, tokenização de ações. Sampaio fez uma palestra hoje (14) no Ethereum Rio, primeiro grande evento da solução no Brasil que começou no último dia 11 e vai até o próximo dia 20.

Sampaio diz que isso será uma evolução como foi a do uso da eletricidade, que substituiu o uso de querosene, óleo e gás, e do envio dos emails, que substituíram cartas por correio.

Iniciativas como os sandbox do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) podem começar a mudar esse cenário. Só que até que uma mudança aconteça, o CEO da Hashdex afirma que os ETFs terão um papel importante para atrair investimentos que hoje estão em outros produtos. Assim, vão “desbloquear capital”. Só nos Estados Unidos, o mercado total de ETFs, de todos os tipos, é de em torno US$ 7 trilhões.

Hashdex vai expandir atuação em internacional em criptoativos

ETFs de criptoativos tiveram uma boa aceitação no Brasil. A QR Asset, que se apresenta como a maior gestora 100% criptativos da América Latina, é a outra empresa que oferece esses produtos na B3, onde as cotas são negociadas. A empresa tem três fundos. de índice de criptos.

Os motivos para a aceitação incluem a facilidade de investir neles, já que se faz isso por meio de bancos ou corretoras, ou sem necessidade de o usuário ter carteira digital e fazer tudo sozinho numa empresa de negociação de criptos. Além disso, são produtos sob regulação, o que dá mais confiança a quem prefere menos risco. E para completar, o investimento inicial pode ser baixo.

De acordo com Sampaio, a empresa prepara novos lançamentos para 2022 e a entrada em mais mercados, mas não quis dar detalhes. Atualmente, está no Brasil e EUA.

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