Metade dos investidores em criptomoedas começou no mercado em 2020 ou 2021

Maioria dos investidores em criptomoedas aprende sozinho sobre o tema. Foto: Ahmad Ardity, Pixabay.

Metade dos investidores em criptomoedas é novo no mercado, já que entraram nesse segmento entre o ano passado e 2021. Os que entraram entre 2017 e 2019 são 38% do total. E os 12% restantes começaram em 2016 ou antes ainda, quando bitcoin era muito mais desconhecido do que atualmente.

Além disso, há mais investidores em criptomoedas com cursos superiores relacionados às finanças (26%), do que os não investidores (18%). Essas são algumas das conclusões de uma pesquisa que a Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV EESP) fez em parceria com a University Blockchain Research Initiative (UBRI), que é da Ripio, que tem uma blockchain e a moeda XRP, e a gestora Hashdex.

O estudo entrevistou 576 investidores. Desses 446 são homens e 130 são mulheres. Todos estão na base de clientes de escritórios de agentes autônomos, incluindo a Monte Bravo Investimentos, Blue3 Investimentos, Acqua-Vero Investimentos, One Investimentos e Renova Invest. A pesquisa aconteceu entre fevereiro e março de 2021.

Apesar de as mulheres serem 22,6% da amostra, apenas metade delas investem em criptomoedas. Em termos de idade, 34% dos investidores em criptomoedas têm de 30 a 39 anos, o que é menor do que os que investem em outros ativos.

A maioria dos entrevistados (56,59%), investidores ou não em criptomoedas, afirmou que aprende sozinho sobre o assunto. São autodidatas que usam vídeos e tutoriais da internet. Entre os investidores criptos, há uma predominância de indivíduos com cursos superiores relacionados às finanças do que entre os não investidores, de 26% contra 18%.

Mesmo assim, deram a nota 6,87 para seus investimentos. Enquanto os investidores que não colocaram dinheiro em criptomoedas deram nota 6,21 para o desempenho de seus investimentos.

Essa é a segunda parte da pesquisa. A primeira buscou identificar o perfil dos investidores. Agora, o estudo apontou fatores mais determinantes para o investimento em criptomoedas “no que se refere a dados demográficos, graus de instrução e aversão a risco e perspectivas para a economia brasileira”, segundo os realizadores da pesquisa.

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