A Onda Finance, especializada em pagamentos internacionais, é a primeira empresa citada pelo Banco Central (BC) na fila da concessão de licença para operar em ativos digitais no país. Em comunicado hoje (21), o regulador divulgou os nomes de diretores que a empresa enviou para confirmação da autorização. Em julho, a empresa disse que já tinha feito o pedido de licença.
Os diretores são Matheus Luiz Puppe Magalhães, Nildson Ferreira Alves, CEO e cofundador da Onda, e Renato Gomes Lima. Ter ao menos três diretores ou administradores é um dos requisitos para ser uma Sociedade Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAV).
Ter responsáveis nas empresas sempre foi uma demanda que o BC indicou que teria na regulação. Eram comuns afirmações como para quem o regulador deveria ligar em caso de problemas. É um alinhamento com regulações existentes.
Onda Finance na frente
De acordo com o comunicado, os nomes – incluindo outros casos fora do mundo cripto – são indicações para “ocupar cargos de administração em órgãos estatutários ou contratuais de instituições autorizadas a funcionar, que foram incluídos no Sistema de Informações sobre Entidades de Interesse do Banco Central (Unicad) e que serão examinados por esta Autarquia”.
Há 15 dias para manifestação do público.
O BC criou três tipos de SPSAVs. Um deles são de intermediárias de ativos virtuais, com foco em compra, venda, troca de criptoativos, subscrição de emissões e a administração de carteiras. Um segundo tipo são as custodiantes de ativos virtuais. Um terceiro tipo são as corretoras, que unem as duas funções anteriores.
De acordo com a Onda Finance, sua operação é de infraestrutura financeira transfronteiriça, “especializada em pagamentos internacionais, liquidação em stablecoins e serviços de custódia em criptoativos, com atuação multijurisdicional”. Portanto, do terceiro tipo.
“Estar na linha de frente do processo de autorização do Banco Central valida todo o trabalho que fizemos desde o primeiro dia para erguer uma operação sólida e transparente”, afirma Nildson Alves, CEO da Onda Finance. “A regulação não vem para travar o setor, mas para separar quem tem estrutura de longo prazo”.