A Missão Lunar Brasil 200, ou Brasil 200, que pretende realizar a primeira missão lunar do país, em parceria com a exchange de criptoativos Monnos, está lançando uma coleção de tokens não-fungíveis (NFTs). O objetivo, afirma a iniciativa, é ajudar a financiar a exploração, captando R$ 350 mil nesse coleção. Mas, é uma ação que mais do que recursos, poderá dar visibilidade ao projeto e ajudar a captar outros recursos.
A iniciativa é uma junção de acadêmicos, de instituições privadas e da sociedade civil. Quem comprar uma das 1 mil unidades terá direito a colocar sua foto na bandeira do Brasil que será armazenada num servidor na Lua e, segundo as empresas, também a outros benefícios.
A iniciativa partiu do fato de que o Brasil é um dos signatários do Acordos Artemis da NASA. A missão Artemis da Nasa é a que está prestes a levar um homem de volta à Lua e pela primeira vez uma pessoa negra e uma mulher. O lançamento do foguete estava previsto para ontem (29), não aconteceu por problemas técnicos e nova data pode ser entre sexta-feira (2) e segunda-feira (5). Mas, além disso, a agência espacial dos Estados Unidos (EUA) está assinando acordos com os países – os Artemis – sobre diretrizes e práticas sustentáveis para a exploração do espaço por meio de cooperação interacional. O Brasil assinou o acordo em 2021.
Segundo a Monnos, os benefícios dos NFTs serão por níveis de raridade, que são três, ou por acúmulo desses tokens. Além disso, mudarão ao longo do tempo. Os de raridade baixa (1 lua) custam R$ 250, os de raridade média (2 luas), R$ 450 e os de raridade alta (3 luas), R$ 750.
O nome Brasil 200 vem dos 200 anos de independência do Brasil. A equipe da iniciativa inclui Sidney Nakahodo, fundador e sócio-diretor da Seldor Capital, empresa de investimento baseada em Nova York e que tem foco em comercialização de tecnologias espaciais. Ele afirma que já liderou iniciativas em colaboração com a NASA.
Um dos outros membros do grupo é Lucas Fonseca, engenheiro espacial que participou do missão Rosetta da Agência Espacial Europeia (ESA). A missão enviou uma sonda ao espaço para estudar e, posteriormente, pousar no cometa 67P, que orbita nosso Sistema Solar, o que Fonseca considerou a maior conquista no espaço em 30 anos – tanto que por causa desse projeto, preferiu negar um convite para trabalhar na Nasa. Um dos conselheiros da iniciativa é Márcio Fortes, empresário, político e que já foi presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Essa é a primeira coleção de NFTs que a Monnos lança. De acordo com o CEO da startup, Rodrigo Soeiro, “todas as próximas coleções terão benefícios ou utilidades, ou seja não será apenas arte, mas algo com valor embarcado, como propósito e filantropia. Assim, acreditamos que as pessoas podem participar e tangibilizar melhor esta disrupção”.
O projeto Brasil 200 prevê, como próximo passo, um experimento na órbita terrestre em 2023. E em 2024, na superfície lunar, seguindo por um satélite orbitando a Lua em 2025.