A Mastercard fechou um acordo com a Paxos, que provê infraestrutura blockchain e serviços, para intermediar a oferta de criptomoedas por instituições financeiras. Os testes começaram no primeiro trimestre de 2023. A empresa de pagamentos vai intermediar a conexão entre a Paxos e os bancos e ficará responsável pela parte de compliance com a regulação e segurança, de acordo com o que disse à CNBC. Num primeiro momento o serviço deverá ser testado no Brasil, Israel e Estados Unidos (EUA,) e se estender outros países depois. A Paxos fornece soluções para oferta de criptos por instituições como PayPal, Nubank, Mercado Livre, PicPay, Bank of America e Credit Suisse.
Em entrevista recente ao Blocknews, a Paxos informou que está montando uma base no Brasil para ter um crescimento mais pró-ativo. No seu radar aqui estão, em especial, instituições como bancos tradicionais e digitais. A Paxos tem uma blockchain própria e uma moeda estável (stablecoin) atrelada a dólar, a USDP, que é regulada pelas autoridades de Nova York, o que é um diferencial que ajuda a atrair as instituições financeiras. Além disso, tem serviços de tokenização, custódia, negociação e de liquidação de ativos, que é parte final de uma negociação.
De acordo com, Jorn Lambert, responsável pela área digital da Mastercard, pesquisas mostram que a demanda por criptomoedas existe, mas que cerca de 60% dos entrevistados prefere experimentar isso por meio de seus bancos. Além da intenção de usar bancos para comprar criptomoedas, pesquisas mostram que dentre as pessoas físicas, os jovens são a faixa de idade que mais está exposta a ativos digitais. Portanto, é possível que continuarão a colocar recursos nesse segmento ao longo dos próximos anos. Num primeiro momento o serviço
Uma pesquisa do Bank of America com norte-americanos riscos mostrou que pessoas de até 42 anos não apenas preferem criptomoedas como não estão muito interessadas em ações em bolsa. As ações, um clássico no portfolio de investimentos dos norte-americanos, não entraram nem nos cinco mais ativos de interesse.
Mastercard acha que inverno cripto não é problema
Assim, a cada dia, mais bancos testam ou passam a oferecer criptomoedas ou investimentos atreladas a esses ativos. No Brasil, BTG e XP já oferecem. Mas outros bancos como Santander e Itaú já indicaram que entrarão no segmento. E outros não falam publicamente, mas nos bastidores aguardam a aprovação do projeto de lei das criptomoedas no Congresso para lançar o serviço. Isso ajuda também a esquentar a competição no setor entre bancos, exchanges e carteiras digitais. No Brasil, grandes bancos de investimentos como Goldman Sachs, JP Morgan e Bank of America estão oferecendo serviços relacionados a criptos, embora não diretamente as moedas digitais.
Para a Mastercard, o inverno cripto não é um problema. E vê o movimento global de regulação como um fator que vai acelerar a adoção de criptoativos. Além disso, afirmou Lambert, para se tornarem comuns, precisarão contar com a entrada dos bancos no segmento.
Em criptomoedas, a Mastercard tem diversas iniciativas, como um acordo com a Coinbase em tokens não-fungíveis (NFTs) e com a Bakkt, plataforma de gestão de ativos digitais, para que bancos e lojistas tenham serviços relacionados a cripto.
A Visa e PayPal também têm uma série de ações em cripto. A primeira tem, por exemplo, um acordo com a FTX para oferecer criptomoedas em seus cartões de débito. No Brasil, tem parceria similar com a Ripio. A PayPal tem acordo semelhante ao da Mastercard e Paxos. E a American Express pretende usar stablecoins em sua rede.