Empresários de criptos criam hub para investirem em empresas

Cripto Hub é uma ação de networking e busca de investimentos.

Empresários do segmento de criptoativos se juntaram para criar um hub em que possam encontrar sinergias e oportunidades de investimentos entre eles. A ideia do Cripto Hub partiu de Ralph Sapoznik e Flávio Hernandez, ambos são sócios da MesaBTC, gestora de ativos digitais. Até o momento, oito empresas participam do grupo, que começou a menos de um mês: Multinvest Capital, Zro Bank, Mesa BTC, Bitfy, Dux Games, Arthur Mining, Discovery AI e Mineradora de Helium.

“A ideia de criar o Cripto Hub surgiu da vontade de encontrar as externalidades positivas entre o ecossistema, ou seja, se a nossa empresa sozinha gera um valor determinado para a sociedade, quero descobrir o que outros pares estão fazendo, mapear as sinergias e, juntos, potencializarmos esse resultado”, diz Sapoznik.

A inspiração, de acordo com os empresários, vêm dos clubes privados de universidades dos Estados Unidos (EUA) como Harvard, Chicago e Stanford. E dizem que juntas, as oito empresas do grupo tem uma estimativa de valor de R$ 2 bilhões. As reuniões acontecem de uma a duas vezes por semana, por enquanto na Mesa BTC, que fica em São Paulo. “Estamos montando uma sede no Metaverso descentralizado para participação com interatividade”, completa o executivo.

Cripto Hub se espelha na Y Combinator, maior aceleradora do mundo

Por enquanto, não custa nada entrar no grupo . Além disso, a ideia é que cada membro “minere” novos participantes. “São duas etapas simples: indicação e validação pela comunidade”, diz Sapoznik. Agora, o perfil é de decisores da empresas, portanto, de C-levels. O grupo também tem como regra atual a de que investirão em empresas do grupo, hub numa proporção equivalente ao tempo de participação na iniciativa.

“Queremos ter preferência de investir na Série A ou B de novas empresas que podem surgir dentro do Cripto Hub, ao estilo da Y Combinator e outras iniciativas do Vale do Silício“, diz Flávio Hernandez . A Y Combinator é considerada a maior aceleradora do mundo. Duas vezes por ano, investe US$ 500 mil em cada startup que escolhe, entrando na fase semente do projeto. No seu portfolio há também empresas brasileiras.

Para Edísio Pereira Neto, CEO do Zro Bank, o Cripto Hub ajuda na conexão entre os empresários e nas discussões sobre inovação, descentralização da internet e a nova economia. “A competição nesse mercado é inevitável, mas acredito que a união de players é capaz de gerar soluções ainda mais relevantes para a sociedade.”

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