Com o crescimento de uso das stablecoins, os depósitos tokenizados e as moedas digitais de bancos centrais (CBDCs), poderão representar cerca de 4% do volume global de pagamentos até 2030. Isso poderá ter impacto em receitas de alta margem dos bancos, como nos spreads de câmbio, correspondência bancária, receita de float e taxas de processamento de transações.
Essa é a previsão do Capgemini Research Institute no World Payments Report 2027. “A indústria de pagamentos está entrando em seu período mais significativo de disrupção desde o surgimento do digital banking”, diz o estudo.
“A indústria de pagamentos está entrando em seu período mais significativo de disrupção desde o surgimento do digital banking”, disse Jeroen Hölscher, Líder Global de Serviços de Pagamento da Capgemini. “Estamos passando do ciclo de entusiasmo do dinheiro inteligente para um período em que os fatores econômicos e os volumes de transação tornam impossível para os bancos ficarem à margem”.
De acordo com o executivo, “com US$ 230 bilhões em jogo, os bancos precisam decidir qual papel querem desempenhar nesse ecossistema emergente. Um grupo seleto de bancos já fez sua escolha e agora está moldando os padrões e a governança que definirão o mercado. Aqueles que agirem agora construirão uma confiança duradoura, capturarão novos fluxos de pagamento e reterão os depósitos corporativos que sustentam seus relacionamentos bancários mais amplos.”
Limitações estruturais na infraestrutura de pagamentos B2B, clareza regulatória e dinâmicas de mercado em mudança estão impulsionando o surgimento do que o relatório define como “dinheiro inteligente acelerado” – stablecoins, depósitos tokenizados e CBDCs que permitem que o dinheiro faça mais do que simplesmente se mover entre contas.
De acordo com o estudo, 60% identificanda essa área como uma de estratégica de investimento. No entanto, apenas um em cada três clientes corporativos está satisfeito com seu principal parceiro bancário. Um dado deixa isso claro: 74% das empresas descrevem os pagamentos transfronteiriços como lentos, caros e imprevisíveis. Levam cerca de 3,5 dias e mais da metade das empresas não sabe o status da operação.
As corporações classificam a previsibilidade dos resultados de liquidação, a visibilidade em tempo real sobre a execução do pagamento e uma proteção mais forte contra fraudes entre suas necessidades não atendidas mais persistentes. É algo que ativos digitais permitem. Como resultado, as corporações incorrem em custos totais equivalentes a 2% do valor da transação para um pagamento B2B (business-to-business) transfronteiriço típico.
O estudo está em sua 22ª edição. Entrevistou mais de 1.100 grandes corporações com receitas superiores a US$ 1 bilhão. Em média, os entrevistados indicam que operam em 14 mercados, mantêm 11 relacionamentos bancários e realizam 34% do seu volume de pagamentos B2B por meio de transações transfronteiriças.