Hashdex terá na B3 ETF com foco em serviços financeiros descentralizados, os DeFi

Hashdex lança seu quarto ETF na B3. Foto: Hashdex.

A Hashdex, maior gestora de criptoativos da América Latina, está lançando um fundo de índice (ETF) ligados a protocolos de finanças descentralizadas (DeFi). Os pedidos de reserva do DEFI11 começam nesta terça-feira (18) e a a ativação na B3 em fevereiro. A previsão é que a aplicação inicial por cota seja de aproximadamente R$ 50. Esse é o quarto ETF da Hashdex na B3.

ETFs são fundos que seguem índices de um ou vários ativos. Por exemplo, índices de ativos individuais ou combinados como de bitcoin, ethereum, ouro e ações de empresas com bom desempenho em sustentabilidade. Além disso, a negociação das cotas é em bolsas de valores. São investimentos arriscados, mas em teoria com previsibilidade melhor sobre o desempenho. O que não significa mais ou menos retorno, apenas mais previsibilidade.

O HASH11 tem mais de 125 mil investidores e cerca de R$2,6 bilhões sob gestão, disse a empresa. “Investimentos em DeFi são aplicações baseadas em blockchain e contratos inteligentes”, disse Marcelo Sampaio, CEO da Hashdex. São serviços que em parte replicam alguns produtos tradicionais, como seguros e crédito. Mas com diferenças que só blockchain permite, como operações sem intermediários. O Banco Central, por exemplo, pensa em permitir uso de DeFi com o real digital.

No caso do DEFI111, o fundo vai seguir o “CF DeFi Modified Composite Index”. O desenvolvimento é com a CF Benchmarks, que desenvolve índices de criptomoedas. No início, o índice terá 12 ativos em três categorias. De acordo com a Hashdex, uma delas é a de protocolos DeFi, que inclui Unisawap, AAVE, Compound, Maker, Yearn, Curve, Synthetix e AMP.

Hashdex terá quatro ETFs na B3

Uma outra categoria é de protocolos de suporte. Esses “auxiliam protocolos DeFi com serviços de armazenamento e consulta de dados, verificação de identidade e soluções de escalabilidade”. Nesse grupo estão Polygon, Chainlink e The Graph. Por fim, há a categoria Plataformas de Registro, que são as blockchain onde acontecem validação e registro das transações. E aí está a Ethereum, principal rede blockchain para DeFis.

XP, Itaú BBA e Banco Genial estão coordenando a oferta do ETF. A taxa de administração total é de 1,3%. A Hashdex tem sob gestão cerca de R$ 5 bilhões. Seus outros ETFs são HASH11, que foi o primeiro e é uma cesta de criptomoedas, BITH11, de bitcoin, e ETHE11, de ethereum. Além de fundos de investimentos em criptomoedas.

Além da Hashdex, na B3 também há dois ETFs da QR Asset. Um deles, o QBTC11 tem foco em bitcoin. E o QETH11 em ethereum. Os ETFs têm, para muitos investidores, a facilidade maior de investimento em cripto, já que não é necessário ter uma carteira digital, por exemplo, e administrar sozinho os recursos.

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