Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Foxbit Tokens entra em operação e avalia agro e imóveis dentre áreas mais promissoras

Foxbit Token é aposta da Foxbit em área em crescimento. Foto: Thomas Pehan, Unsplash.

Imobiliário, agronegócio, antecipação de recebíveis e fan tokens. Esses são alguns dos segmentos que a Foxbit considera mais promissores para sua solução Foxbit Tokens. A empresa acaba de lançar oficialmente o serviço que inclui criação, comercialização e utilização de tokens.

A tokenização de ativos está ganhando terreno em diferentes áreas, em especial em algumas como fan tokens, tokens não-fungíveis (NFTs) games e ouro, que são outras em que a Foxbit vê como promissoras. Há ainda iniciativas envolvendo, por exemplo, obras de arte e direitos autorais.

Os tokens permitem vender unidades inteiras ou pedaços de ativos. Além disso, garantem mais agilidade e liquidez nas transações, que acontecem por meio de contratos inteligentes embutidos nos códigos dos tokens. Tudo isso em blockchain, portanto, com segurança das informações e transações de valores. Assim, estão permitindo às empresas criarem serviços e produtos e novas receitas. É o caso da tokenização de imóveis no Rio Grande do Sul.  

“Percebemos no mercado que diversos setores de negócios e empresas já estão tokenizando seus ativos para capitalizar mais dinheiro para investimentos. A Foxbit Tokens vai possibilitar que o público final também enxergue nestes ativos uma oportunidade de rentabilidade”, disse Ricardo Dantas, CO-CEO da Foxbit, em comunicado. 

Foxbit Tokens vai da estruturação à governança

A Foxbit Tokens inclui da estruturação do token, ou seja, da avaliação do ativo e desenvolvimento dos direitos dos detentores, e emissão, em que se criam os contratos inteligentes, à listagem ou distribuição e governança. Governança inclui a possibilidade de detentores dos tokens acompanharem seus retornos do investimento de foram transparente, já que tudo está em blockchain.

Não é uma regra listar o token na plataforma Foxbit Exchange, “mas disponibilizamos isso como opção, uma vez que temos quase 1 milhão de clientes na base e um público familiarizado e adepto a esses novos ativos”, afirmou a empresa. A empresa usa Ethereum ou rede similar.

De acordo com a Foxbit, O custo de tokenização varia com as necessidades e do negócio do cliente e se todo o processo de tokenização é feito pela empresa. “Temos diversos modelos de cobrança, entre eles nenhum custo de setup e cobrança somente 50% da taxa de trade”. 

Viseu Advogados usará FoxPay para receber em bitcoin

A Foxbit também fechou um acordo com o Viseu Advogados, um dos maiores escritórios de advocacia do país, para uso da solução Foxbit Pay. Assim, o escritório poder receber pagamentos em bitcoin e em outras criptomoedas. O processo é feito por meio de um link com um código QR e da carteira que recebe as criptos na conta na Foxbit. Depois, o valor passa para reais.

“Nos últimos meses, recebemos consultas de clientes sobre a possibilidade de recebermos honorários advocatícios em criptomoedas. Diante disso, decidimos estudar o melhor formato para oferecer essa alternativa de pagamento”, disse ao Blocknews o CEO do Viseu Advogados, Gustavo Viseu.

“A nossa iniciativa de receber criptomoedas é um movimento pioneiro no mercado jurídico e que está alinhado com nosso DNA de inovação e de foco na experiência do cliente. Apesar de ser uma novidade no nosso setor, acreditamos que não será um movimento isolado. Já observamos, em outros segmentos, empresas aceitando criptomoedas para pagamentos de produtos e serviços”, completou Viseu. Para ele, em três anos o uso de criptomoedas será comum.

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