Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Preço do bitcoin bate novo recorde e CEO da maior exchange dos EUA faz alerta a investidores

O preço bitcoin bateu novo recorde em dólar nesta quinta-feira (17), quebrando barreiras e atingindo $23.770 (cerca de 142 mil). As altas em dólar da mais decana das moedas digitais estão também puxando os valores alocados em investimentos alternativos em criptomoedas neste ao.

Durante o dia, o valor retrocedeu – estava em US$ 27,04 às 20h28. Mas mesmo assim, isso significava alta de 6,5% em 24 horas e de 24,5% em uma semana. A capitalização de mercado (market cap) era de US$ 424,78 bilhões.

De acordo com o site DeFiPulse, o valor alocado em finanças descentralizadas (DeFis) chegou hoje a US$ 15.885 bilhões. No dia 2 de janeiro deste ano, bitcoin custava US$ 7 mil, US$ 691 milhões. Depois disso, em setembro, quando a moeda estava em cerca de US$ 10 mil, começou um rally.

Segundo o CoinDesk, as oito maiores exchanges que o site acompanhou hoje tiveram até determinado momento um movimento superior a US$ 3,5 bilhões. Isso representava uma alta de quase 20% sobre o valor de ontem.

Dinheiro institucional

Os especialistas do mercado atribuem o aumento em especial à entrada de investidores institucionais. Dentre eles estão a Microstrategy, que faz software para análise de dados, e a seguradora Mass Mutual

É fato que mais de 20% do dólar em circulação foi emitido em 2020 para reduzir dos efeitos da pandemia. Isso significa que tem dólar novo buscando um porto para atracar. Porém, tem também o antigo, que ficou parado, sem ser queimado em compras, e que está em busca de investimentos, inclusive os alternativos.

Mas, não é só o fato de haver dinheiro no mercado de capitais. A questão é também que as taxas baixas de retorno em outros investimento têm feito os investidores buscarem mais retorno e para isso, estão olhando para ativos mais arriscado.

O bitcoin já tinha experimentado um aumento no primeiro semestre com a expectativa do halving, a redução pela metade dos bitcoins ganhos em mineração. Ou seja, de novas entrando no mercado.  

Há quem questione se esse pico de preços é semelhante ao de 2017. Naquela época, o bitcoin chegou a US$ 19,8 mil. Depois caiu para menos de US$ 4 mil. A diferença, aparentemente, é que agora quem puxa a alta são os investidores institucionais. Mas até o fundador da Coinbase, maior exchange dos Estados Unidos, lembra que a alta não deve ser um sinal para que se coloque tudo em bitcoins ou outras criptos.

“Não há como enfatizar o suficiente o quanto é importante entender que investir em criptomoedas não deixa de ter riscos. Criptos podem ser ativos voláteis, em geral mais do que os instrumentos financeiros tradicionais que a maioria dos investidores está acostumado”, o co-fundador e CEO da Coinbase, Brian Armstrong.

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