Mercado de Criptomoedas por TradingView

BlackRock lança ETF de blockchain porque segue hábito de millennials

Larry Fink, CEO da BlackRock e que gosta de blockchain. Foto: BlackRock.

A BlackRock, maior gestora de recursos do mundo, entrou em blockchain e criptoativos. Mas, de forma indireta. A empresa, que administra mais de US$ 10 trilhões em ativos, colocou no mercado, nesta semana, um fundo de índice negociado em bolsa (ETF) que investirá em ações de empresas ligadas a mineração e negociação de criptomoedas, a sistemas de mineração de criptos e à tecnologia blockchain. De acordo com a gestora, um dos motivos de criar o fundo é o hábito de consumo dos millennials. Esses estão se conectando ao ecossistema blockchain por meio de criptos.

O lançamento de um produto relacionado a cripto e blockchain pela BlackRock, que administra o equivalente a mais de cinco vezes o PIB do Brasil era aguardado pelo mercado. O iShares Blockchain e Tech ETF tinha ontem ativos líquidos no valor de US$ 4,72 milhões. O fundo tinha ontem 35 ativos, além de 4 posições em dinheiro.

A Coinbase (11,14%) e as mineradora Marathon Digital Holdings (11,04%) e Riot Blockchain (10,41) respondem por cerca de um terço desses ativos. O fundo também tem, por exemplo, ações da PayPal (4,15% do fundo) e da exchange Robinhood (0,30%). O fundo tenta seguir os resultados do NYSE FactSet Global Blockchain Technologies Index, que tem empresas dos Estados Unidos (EUA) e de fora do país. Aliás, a BlackRock informou que pode investir em outros mercados fora do norte-americano.

O fundo não será lançado no Brasil, segundo sua assessoria de imprensa.

CEO da BlackRock defende blockchain

Larry Fink, cofundador e CEO da empresa, há algum tempo defende que blockchain tem muito a contribuir para o sistema financeiro. A empresa anunciou recentemente que investiu na Circle. Além disso, vai testar a moeda USDC no mercado de capitais. Fink é um dos financistas mais influentes do mundo. É procurado por chefes de estado e de governo, assim como os maiores empresários e investidores do mundo para dar suas opiniões sobre o futuro das finanças e do mundo.

O executivo já falou do assunto em sua carta aos acionistas. Além disso, hoje (28), a empresa soltou um relatório que diz que a maior parte da atenção do mercado está com o foco no preço e volatilidade das criptomoedas. No entanto, “acreditamos que a oportunidade mais ampla – a de aproveitar a tecnologia blockchain para pagamentos, contratos e consumo amplamente – ainda não foi precificada”.

O relatório é o “The Great Acceleration – Permanent changes unleash exponential growth opportunities” (A Grande Aceleração – Mudanças Permanentes Desencadeiam Oportunidades de Crescimento). E indica três áreas que estão passando por mudanças importantes e permanentes: indústria, saúde e consumidores.

Millennials aceleram mundo descentralizado

Nesse último é que está incluída blockchain. E com uma explicação interessante. “Os millennials e os consumidores de mercados em desenvolvimento estão saindo do lockdown como os maiores consumidores guiando a economia global. A ascendência deles significa que suas preferências únicas por ecossistemas digitais descentralizados e produtos mais verdes transformarão o comércio como o conhecemos”, diz o estudo.

O relatório cita também os benefícios que podem vir do uso de moedas digitais de bancos centrais, as CBDCs. Isso porque, se feitas em blockchain, podem “reduzir drasticamente as fricções do mercado, democratizar o acesso aos mercados financeiros e otimizar as políticas monetárias”. É o que diz a BlackRock. O Banco Central do Brasil pensa em fazer o real digital em blockchain.

Em linha com isso, a chefe de produto US iShares da Blockchain, Rachel Aguirre, disse que o ETF reflete o poder dos millennials e uma megatendência. Assim como o crescimento do investidor que se auto gerencia. Dessa forma, os hábitos de compras deles redefiniram os hábitos mais conhecidos dos consumidores e, ainda, as companhias nas quais investem”.

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