Startups buscam investidores em programa da FGV e Ripple; iniciativa é a segunda no mundo

Programa é o UDAX. Imagem: The Digital Artist.

A Fundação Getulio Vargas de São Paulo (FGV-SP) foi a segunda instituição a desenvolver, no mundo, uma edição do piloto da University Digital Asset Accelerator (UDAX), programa de aceleração de startups da Ripple. A apresentação de nove projetos – o Demo Day – com a blockchain XRP aconteceu na última quinta-feira (18) a um grupo de investidores de peso, representantes do mercado financeiro e empresas desenvolvedoras.

A UDAX faz parte da University Blockchain Research Initiative (UBRI). De acordo com Lauren Weymouth, diretora sênior de parcerias universitárias da Ripple, a UBRI surgiu porque a empresa acredita que boas ideias para a XRP vêm de construtores de rede (builders).

E o interesse no Brasil é por conta de aqui estar um dos mercados financeiros mais inovadores do mundo com soluções como o Pix e o avanço da regulação do setor cripto, completou a executiva.

Blockchain XRP

“Foram oito anos de aceleração e entendimento da adoção e inovação de blockchain e cripto, com mais de 60 universidades no mundo”. Com a UDAX, o objetivo é “tirar as ideias do laboratorio e torná-las em empresas que resolvem problemas reais na XRP Ledger.”

O primeiro piloto da UDAX foi com a Universidade da Califórnia, Berkeley no final de 2025 e incluiu até a brasileira CRX Digital Assets num piloto de exportação de produtos de crédito. A starturp também já passou pelo Lift e Aceleração Next da Fenasbac.

O piloto na FGV Digital Finance durou 8 semanas e teve mentoria de engenheiros da Ripple e professores da fundação. A atuação acadêmica em blockchain e ativos digitais está em ritmo bem mais lento do que a velocidade com que o ecossistema cresce. Casos como o da FGV, USP e PUC-Rio são alguns dos poucos deles. Assim, o setor padece de falta de estudos mais parrudos.

Programa deve continuar

“Esta é a segunda edição no mundo do piloto. Planejamos fazer a edição 2027 no Brasil”, disse Mark Searle, diretor gerente do programa de inovação das faculdades de engenharia e negócios da universidade norte-americana.

Segundo o diretor do FGV Digital Finance e professor da FGV, Jefferson Colombo os projetos do piloto são de diferentes segmentos, desde pagamentos e recebíveis tokenizados a derivativos agrícolas. O lançamento do centro de estudos da FGV em blockchain foi em novembro de 2025 a partir da parceria com a UBRI.

“A América Latina Latina tem crescido muito no mercado financeiro e nos ativos virtuais. Está entre os cinco do mundo em transações de stablecoins e a Rippple quer participar. Por isso vamos aplicar para licença de PSAV. A parceria com a FGV é de extrema importância, porque aprendemos e evoluímos no mercado com um todo.

As startups têm pessoas do Brasil, em sua maioria, mas também da França e Inglaterra. As startups que apresentaram seus projetos, foram:

Regolda

Painel institucional para investidores de ouro físico reciclado tokenizado na XRPL. Objeitvo é oferecer a family offices e fundos ESG visibilidade em tempo real do portfólio, métricas de impacto ESG e relatórios fiscais.

Lendara

Origina e distribui ativos de crédito agrícola tokenizados para investidores globais. Dessa forma, desbloqueia liquidez para pequenos agricultores.

Levery

Infraestrutura DeFi institucional white-label para instituições financeiras reguladas lançarem plataformas de negociação de stablecoins FX e ativos digitais on-chain.

Kapitale

Permite que varejistas paguem fornecedores usando o dinheiro de vendas já realizadas, mas ainda não recebidas, para terem caixa para reabastecimento.

C9 Tech

Cartão Web3. Conecta Web2 e Web3, permitindo transações instantâneas, fidelidade e integração de stablecoins no XRP Ledger.

Trustbond.app

Plataforma de financiamento de impacto que conecta doadores a projetos sociais e ambientais verificados. Assim, é possível acompanhar resultados em tempo real e mecanismos como “matching” de doações.

VS1

Hub DeFi com IA no XRP Ledger para simplificar swaps, empréstimos, rendimento e gestão de portfólio para a instituições on-chain e usuários ativos.

PixNow

Fintech de pagamentos globais que permite a empresas e plataformas internacionais enviar e receber pagamentos no Brasil.

PayDo

Plataforma B2B2C que orquestra pagamentos transfronteiriços para impostos, contas de serviços públicos e acordos de cobrança, escalando do corredor Brasil-Paraguai com trilha auditável na XRPL.

Veja a apresentação completa das startups na gravação do evento.

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