Itaú libera USDC, Solana e XRP para negociação no aplicativo

Itaú libera USDC, Solana e XRP para negociação no aplicativo
Imagem destaque: InfoMoney

O Itaú Unibanco passou a oferecer três novas criptomoedas em sua plataforma: USDC, Solana (SOL) e XRP. As altcoins estão disponíveis para investimento no superaplicativo do banco e na plataforma íon. O maior banco privado do país criou um serviço simples para o cliente manusear, o que facilita que façam transações dentro do banco, sem tirar recursos para realizar com corretoras fora dele.

Os três ativos seguem o mesmo modelo de operação aplicado ao bitcoin (BTC) e ao Ethereum (ETH), que já estavam disponíveis para negociação no Itaú desde 2024. A aplicação mínima segue sendo de R$ 10, com taxa de 2,5% sobre o valor da compra. Não há cobranças mensais nem tarifas sobre a venda.

A USDC é a primeira stablecoin integrada ao sistema do Itaú. Emitida pela empresa estadunidense Circle e pareada ao dólar, ela permite movimentações com menor oscilação de preço. Já a Solana é uma blockchain que ganhou espaço em aplicações de jogos, NFTs e plataformas descentralizadas, enquanto o XRP é utilizado em transferências internacionais por facilitar o envio de valores com taxas reduzidas.

Segundo o banco, a inclusão dos novos ativos atende a uma demanda dos usuários por criptomoedas que já apresentam maior circulação e reconhecimento no mercado. 

De olho no mercado de stablecoins

A área de ativos digitais do Itaú também estuda lançar uma stablecoin própria, dependendo da regulamentação do Banco Central e do interesse do público. A autoridade monetária iniciou uma consulta pública sobre a regulamentação de ativos digitais no mercado de câmbio, com foco em stablecoins. O objetivo é estabelecer regras claras e alinhadas a padrões internacionais de segurança e eficiência.

Segundo Guto Antunes, líder de Digital Assets do Itaú, o banco analisa diferentes modelos, tanto em dólar quanto em real, com foco em interoperabilidade entre redes blockchain. “Cada rede tem sua usabilidade. Assim, não precisamos optar por apenas uma, mas sim criar pontes entre elas”, afirmou. 

Antunes também disse que o banco estuda formas de incentivar o uso da futura moeda digital. “Uma stablecoin que recompense o cliente por preferi-la em vez de USDT ou USDC pode ser um diferencial. No entanto, não há intenção de competir diretamente com Tether ou Circle. Acreditamos em um ecossistema com múltiplas stablecoins, cada uma com seu propósito”, disse.

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