Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Como construir uma cultura organizacional forte no mercado de criptomoedas?

Novas funções em criptomoedas é desafio para contratar profissionais, diz William Batista, VP da BlueBenx.

A missão, visão e valores de uma empresa são os grandes norteadores do negócio e poucos entendem de fato como esses conceitos atuam na construção de uma cultura organizacional forte. Conectar o mercado financeiro tradicional ao mercado de criptomoedas é uma missão que exige muito engajamento e comprometimento por parte de todos os colaboradores.

Outra característica das empresas do segmento de cripto é a grande quantidade de profissões do futuro e perfis de profissionais que ainda não existem prontos no mercado de trabalho. Atributo que exige grande dedicação e atenção na hora de encontrar e reter os melhores talentos.

Muito mais do que apenas regras e padrões de trabalho, a cultura organizacional reflete o que a empresa é em sua essência, ajudando a moldar a forma que a equipe realiza o seu trabalho no dia a dia, desde os cargos operacionais até a gestão. Para a implantação de uma cultura organizacional, todos os colaboradores precisam se conectar com os princípios da empresa. 

Sendo assim, o processo seletivo e a busca por colaboradores é crucial para incluir perfis adequados à cultura da empresa. É neste momento que começa a jornada do candidato, e possível colaborador com a marca. O Employee Experience consiste em investir em ações que melhorem a experiência dos talentos tornando a empresa um ambiente produtivo e saudável para se trabalhar.

Resiliência do profissional é chave no mercado de criptomoedas

Mercado de criptomoedas está construindo seu perfil profissional.

A seleção de um talento em consonância com a cultura organizacional serve para alinhar expectativas dele próprio em relação ao ambiente de trabalho, sua perspectiva de carreira, possibilidades de crescimento  e também do que a empresa espera em relação aos seus colaboradores. As profissões do futuro, tão importantes para empresas que estão se consolidando dentro do mercado de criptomoedas, exigem uma dedicação extra na hora de recrutar e formar colaboradores.

Atualmente, existem inúmeras ferramentas de pesquisa de comportamento e competências, onde é possível avaliar o perfil e saber se ele se encaixa ou não em uma companhia. Um bom exemplo de ferramenta que consegue avaliar de forma mais efetiva as competências de um colaborador é o conceito de “CHA” (Conhecimento, Habilidade e Atitude), se o recrutador consegue estudar esses três pilares desde a primeira entrevista, o processo seletivo tende a ser mais assertivo. 

Acredito que uma cultura forte é aquela que está enraizada em pessoas, ou seja, capaz de imprimir nos colaboradores comportamentos e atitudes coerentes com os valores da marca. Para isso funcionar, é mais que necessário uma cultura de trabalho colaborativa, capaz de promover inovação e entregar uma solução completa, além de otimizar os resultados do negócio.

No mercado de criptomoedas a cultura ainda exige grande resiliência e capacidade de adaptação dos profissionais, uma vez que a inovação está intrínseca no negócio é notável que a capacidade de mudança deve ser uma atitude de todos os colaboradores.

Quando a empresa investe no profissional, esse investe nos resultados

Se um colaborador está adaptado e integrado à cultura da empresa, ele também tem o poder de influenciar seus colegas de trabalho e até os novos funcionários na fase de integração, tornando-se um promotor da organização. Mas, para isso acontecer, o ambiente, que também está diretamente ligado à cultura organizacional, precisa corresponder e suprir as necessidades de seus talentos.

E sobre o ambiente, podemos considerar tanto o espaço físico, quanto o clima entre a equipe. Outro fator a se considerar na construção de uma cultura organizacional é como permear e fortalecer os valores da empresa mesmo com o trabalho remoto, realidade que a pandemia impulsionou. Só uma gestão eficiente e com um propósito organizacional muito forte se pode vencer o desafio de construir o Employee Experience à distância. No caso do trabalho remoto, impulsionado pela pandemia, o que a empresa pode contribuir é no fortalecimento de ações que conectem a equipe, mesmo com a distância. 

Quando a empresa investe no colaborador, seja apoiando suas ideias ou até mesmo oferecendo suporte para capacitação da área por meio de cursos, este colaborador investe no resultado e em suas entregas de forma natural ao se sentir motivado. Com isso, além do potencial de crescimento, este investimento na cultura organizacional e no colaborador reflete diretamente na economia de tempo e dinheiro. Isso porque, funcionários alinhados à cultura e motivados não sentem a necessidade de mudar de empresa. Isso faz o turnover diminuir e os investimentos de recrutamento e integração que se utilizavam somente para substituir os funcionários que saíram, se usem quando a empresa cresce e necessita de novas pessoas.

*William Batista é Vice-presidente de operações da BlueBenx.

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