Fuse Capital lança primeiro fundo com foco em Web3 da América Latina

Fuse Capital viu potencial da Web3 com blockchain. Imagem: Shubham Dhage, Unsplash.

A Fuse Capital, gestora de investimentos alternativos, começou a captação de recursos para seu segundo fundo, o Fuse Capital Fund II, que tem como tese central o investimento em startups em Web3. Seu primeiro fundo foi o Fuse Capital Fund I, que investiu em segmentos como blockchain e cripto. Segundo a empresa, este é o primeiro fundo na América Latina com foco exclusivo em empresas que trabalham para a evolução da internet. O objetivo é levantar, ao todo, US$ 50 milhões em recursos.

O novo fundo tem prazo de cinco anos. Esta é uma premissa para que as empresas que receberam recursos emitam tokens dentro desse período. Essa é uma estratégia que permitirá que o desinvestimento seja feito a partir da venda desses tokens. Os aportes serão em torno de US$ 1 milhão. 

De acordo com a empresa, o Fuse Capital Fund II será voltado a empresas que solucionem problemas do mundo tradicional, ainda dominado pela web2, porém, utilizando tecnologias inseridas na estrutura de web3, como blockchain, DeFi (Decentralized Finance), stablecoins e NFTs. As empresas inclusas neste fundo podem ter soluções voltadas para os mais diversos setores como open finance, saúde, infraestrutura, e-commerce e seguros.

“Nossa missão é fazer investimentos em ativos alternativos ainda pouco explorados no Brasil e no mundo, e os quais conseguimos acessar graças a nossa rede de relacionamentos e conhecimento específico desse setor”, diz Guilherme Hug, fundador da Fuse Capital.

“Mais de US$ 33 bilhões já foram investidos em cripto globalmente por meio de venture capital. Há um mercado que começa a mostrar seu potencial e esse é o momento ideal para ingressar nele. Estamos nos posicionando enquanto líderes do universo de cripto na América Latina.” Hug destaca como referência o fundo de US$ 4,5 bilhões em cripto levantado neste ano pela americana ​​Andreessen Horowitz, uma das principais gestoras de venture capital do mundo e que investe no ecossistema blockchain.

O Fuse Capital Fund I já investiu em mais de dez startups do ecossistema global em diversos setores, como healthtech, AI, edtech, fintechs, blockchain e cripto. Uma parte relevante desses investimentos, no entanto, aproximaram a Fuse do conceito de Web3, fazendo com que a gestora enxergasse o potencial desse mercado.

Os investimentos já feitos pela gestora incluem, por exemplo, a Hashdex, gestora de fundos e ETFs de criptomoedas, Arthur Mining, mineradora de bitcoin que utiliza gás residual como fonte de energia, a Illios, responsável por ampliar a rede Helium no Brasil, e a Credix, que dá a fintechs de crédito acesso ao mercado global através de blockchain.

“Esses investimentos abriram nossos olhos para o potencial desse setor e percebemos que era hora de dar um passo mais assertivo nessa direção. De tempos em tempos, uma nova tecnologia muda tudo. É o que aconteceu com a internet no passado e acreditamos que é o que vai acontecer agora com blockchain. Enxergamos de perto a ponte para esse futuro com iniciativas que aproximam o mundo real do que está por vir e queremos investir nas startups que serão as mais bem sucedidas nessa transição, que chamamos de web2.5”, diz Dan Yamamura, também fundador da Fuse Capital. 

A Fuse selecionará seus investimentos partindo de uma abordagem fundamentalista, que envolve uma análise dos empreendimentos, somada ao alcance de sua rede, que permite à gestora chegar às melhores oportunidades. O fundo também contará com um grupo de advisors formado por profissionas que já passaram por companhias como Hashdex, VBSO Advogados, Transfero Group, Binance, Softbank, Framework Ventures e 01 Capital.

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