Novo CNPJ alfanumérico gera revisão de sistemas em bancos e fintechs

Surge demanda por especialistas. Imagem: Lucas Bravo, Unsplash.

O CNPJ alfanumérico, novo formato do CNPJ, está em operação desde o fim de julho deste ano e, com a emissão dos primeiros registros pela Receita Federal, bancos, fintechs e empresas de tecnologia já aceleram a revisão de sistemas e processos. A identificação de novas empresas agora combina letras e números. A abertura de contas está entre as operações mais afetadas entre as operações financeiras.

O novo formato exige ajustes em cadastros, integrações e validações. Embora a alteração pareça apenas uma mudança de formato, afeta o ecossistema financeiro e amplia a demanda por modernização tecnológica.

Segundo Rogério Melfi, diretor executivo da Associação Brasileira de Banking as a Service (ABBaaS), boa parte dos custos já foi absorvida pelo mercado. A Receita Federal anunciou a mudança em 2024 e deu às empresas todo o ano de 2025 para adaptar seus sistemas e processos.

“É necessário identificar todos os sistemas, bancos de dados, interfaces e integrações que recebem, validam ou armazenam o CNPJ. Instituições com muitos sistemas legados, pouca documentação e forte dependência de terceiros tendem a enfrentar investimentos maiores”, diz Alexandre Bueno, gerente sênior da Capco no Brasil.

De acordo com Alexandre, a procura deve crescer por empresas especializadas em modernização de sistemas legados, integração de plataformas, revisão de bancos de dados, testes de segurança e IA. Além disso, fornecedores capazes de identificar automaticamente os códigos afetados, atualizar documentações e acelerar os testes devem ganhar espaço. Na Capco, por exemplo, há um framework baseado em IA generativa para apoiar esse processo, reduzir riscos e acelerar a implementação.

Leia a reportagem completa no Finsiders Brasil.

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