Nubank estuda ter criptomoeda própria em 2023, diz jornal

Nubank está animado com criptomoedas. Foto: Nubank.

O Nubank está estudando ter sua própria criptomoeda, que deve estar no ar em 2023, de acordo com informações que o jornal O Estado de S. Paulo obteve de pessoas da área de tecnologia do banco digital. O neobanco não confirmou. No mês passado, anunciou que atingiu 1 milhão de clientes na compra de criptomoedas no Brasil em menos de três semanas após a experiência ficar disponível para sua base de usuários.

No lançamento de sua plataforma de criptomoedas na última segunda-feira (15), líder de ativos digitais do BTG, André Portilho, informou que haverá também stablecoin. E como disse que não abre estratégias do banco, deixou no ar se será uma stablecoin do próprio BTG. “A gente tem um roadmap bem cheio de conteúdo, funcionalidades e de moedas”, disse ele. O executivo afirmou ainda que olha para todas as áreas possibilidades em criptos. A plataforma Mynt opera com cinco criptos.

Fato é que o desenho do real digital, a moeda digital do Banco Central (CBDC), prevê que os bancos terão stablecoins lastreadas nos depósitos em conta corrente. A proporção será uma stablecoin por um real.

Nubank também tem criptomoeda bitcoin no caixa

O Nubank fez parceria com a startup Paxos Trust para viabilizar a negociação dos ativos digitais para o aplicativo mobile do banco digital. Tanto que além de bitcoin e ethereum, oferecer a USDP.

Além de abrir a compra e venda aos clientes, a companhia comprou 1% em bitcoin através do caixa da Nu Holdings, empresa controladora do grupo. Segundo o Nubank, essa alocação de recursos reforça sua convicção no potencial da criptomoeda líder de mercado.O Nubank decidiu começar pelas maiores criptomoedas do mercado, o bitcoin e a ether. Juntas, essas criptomoedas representam 60% do mercado de cripto. Mas outras moedas digitais devem entrar no aplicativo em breve.”

Criptomoedas no radar dos bancos

Há outros bancos se movimentando para entrar em criptos. Recentemente, o Santander informou que vai disponibilizar criptomoedas para os clientes, enquanto o Itaú vai inserir os criptoativos financeiros em sua carteira de serviços e pode incluir criptomoedas.

Esse panorama reforça a intenção das instituições financeiras de abrir um leque de investimentos de maior risco a seus clientes. O crescente interesse do público sobre o tema e o movimento de instituições estrangeiras só reforçam essa posição. Complementando os movimentos de mercado, nesta segunda-feira (15) a Xtage, plataforma da XP, também entrou em operação. PicPay e Mercado Pago também já investem em ações dentro do universo de criptoativos.

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