O bitcoin (BTC) atingiu uma nova máxima histórica nesta quarta-feira (21), alcançando o valor de US$ 109.487,23, de acordo com dados do CoinmarketCap. Nas últimas 24 horas, a criptomoeda acumulou uma valorização de 3,58%, sendo negociada, até o momento da publicação deste texto, a US$ 108.921,10.
Segundo Ney Pimenta, do Bitybank, a disparada do BTC é impulsionada por fatores macroeconômicos, com destaque para a trégua nas tensões comerciais sob a nova gestão Trump. Após um início de ano marcado por políticas tarifárias duras contra produtos chineses e europeus, o cenário começou a mudar nas últimas semanas, favorecendo o apetite por ativos de risco — com o bitcoin liderando esse movimento.
Outro elemento que contribui para o otimismo é o avanço do projeto de lei GENIUS Act, voltado à regulamentação de stablecoins nos Estados Unidos. Embora não trate diretamente do BTC, a proposta é vista como um indicativo do amadurecimento regulatório do setor. Para Pimenta, esse tipo de sinal institucional reforça a legitimidade do mercado e abre espaço para um ambiente mais estável para os ativos digitais.
“Diferente de ciclos anteriores, marcados por eventos internos como halving e adoção institucional, essa nova alta histórica do bitcoin reflete mudanças no cenário macroeconômico. O alívio nas tensões comerciais e o avanço de um ambiente regulatório mais estruturado estão dando um novo grau de legitimidade ao mercado cripto. O BTC está deixando de ser apenas uma inovação tecnológica para se tornar parte do jogo econômico global”, afirmou Pimenta.
O CEO da Coinext, José Artur Ribeiro, aponta que a alta recente também foi impulsionada por dados positivos vindos dos Estados Unidos e do Reino Unido, além do desempenho dos mercados acionários. Segundo ele, o rompimento da consolidação do índice S&P 500 e a aproximação de suas máximas históricas criaram um ambiente mais favorável ao risco, impactando diretamente a cotação do bitcoin, que encerrou a semana anterior na faixa dos US$ 106 mil.
Ribeiro também destaca o papel dos ETFs de bitcoin, que movimentaram mais de US$ 1 bilhão em poucos dias, reforçando a demanda no mercado à vista. Ele observa que o indicador Long/Short Ratio permanece abaixo de 1 desde abril, refletindo um mercado pressionado por posições vendidas, mas com forte presença de compradores.
“Esse cenário técnico é ideal para desencadear liquidações sucessivas, o que alimenta ainda mais o rali de alta”, completou.
Mas será que esse movimento de alta continuará? O que dizem os gráficos?
A análise técnica do gráfico diário (1D) mostra que o BTC rompeu resistências importantes nos últimos dias, com uma sequência de candles positivos e volume em alta. O preço saiu da faixa dos US$ 95 mil no início de maio e, em menos de três semanas, superou os US$ 109 mil.
No gráfico semanal (1W), a criptomoeda também confirma uma tendência de alta de longo prazo, com estrutura bullish iniciada ainda em meados de 2023. O rompimento do topo histórico anterior consolida essa tendência, apontando espaço para novas valorizações.
O índice de força relativa (RSI) no gráfico diário está acima de 74 pontos, o que sinaliza condição de sobrecompra. Apesar disso, ainda não há sinais claros de exaustão do movimento ou divergências que indiquem uma reversão de tendência.
O volume de negociação também mostra consistência, com aumento nos dias de alta, o que reforça a força compradora atual.
Com o rompimento da máxima histórica e o apetite renovado do mercado, o bitcoin pode mirar patamares entre US$ 115 mil e US$ 120 mil nas próximas semanas, desde que o volume continue sustentando o movimento.
Por outro lado, caso haja uma perda de força compradora ou entrada de pressão vendedora mais intensa, é possível que a cripto passe por uma correção técnica, com recuos até as zonas de suporte entre US$ 102 mil e US$ 98 mil.