Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

PwC lidera projeto em blockchain na Espanha para concessão de benefício social

Plataforma em blockchain conecta famílias, comercializadoras, órgãos de governo e de ação social, diz PwC. Foto: Pixabay.

A Fundação PwC liderou um projeto com blockchain na Espanha para facilitar a identificação e cadastro de famílias com dificuldades econômicos no Bônus Social Elétrico. Esse bônus é um desconto na conta de energia. Com isso, espera aumentar as famílias no programa e evitar fraudes no processo. O resultado do projeto piloto, segundo a fundação, foi positivo.

Além da PwC, participaram a comercializadora de energia elétrica Iberdrola, a Cruz Vermelha e a Fábrica Nacional de Moeda y Timbre – Real Casa de la Moneda (FNMT-RCM), aquela da série A Casa de Papel. Além disso, estão no grupo o governo de Bilbao e o Serviço Basco de Empregos (Lanbide).

O desafio que a Espanha enfrenta é que o governo estimou em 1 milhão o número de lares com direito ao bônus. O beneficio existe desde 2009, quando a crise financeira global atingiu o país em cheio. Com a pandemia, a situação de diversas famílias piorou. O desconto na conta de energia chega a 40%.

Porém, parte dos lares vulneráveis está fora do benefício porque desconhecem o processo ou tem dificuldade de segui-lo. Nesse último caso, o motivo é que o processo inclui a apresentação de diversos documentos que vem de diferentes origens.

PwC diz com blockchain se automatizou de geração de dados

Assim, à Cruz Vermelha coube identificar e fazer a ponte com as famílias vulneráveis. A Iberdrola gera processos de pedidos do bônus, já que o desconto vem na sua fatura. A Casa da Moeda, referência em identidade e certificados digitais, fez a habilitação técnica devido à sua infraestrutura. Além de fazer a conexão com a administração pública.

Houve, ainda, a participação de cinco famílias voluntárias e tanto Bilbao, quanto o serviço basco, habilitaram o acesso a dados de cidadãos. Como o teste foi com dados reais, houve participação de uma equipe legal.

Fundación PwC
Participantes do projeto liderado pela PwC. Foto: PwC.

Com blockchain, “se criou uma arquitetura simples para a interconexão dos participantes do processo. Houve a automatização das verificações de documentos e registro de informações sobre as ações de cada usuário. Isso com comprovações e notificações”, disse a Fundação PwC.

Blockchain evita redundância de envio de documentos

De acordo com a PwC, a coleta e registro de documentos das famílias ocorrerem sem problemas, assim como a verificação se eram vulneráveis. “A solução também permitiu a geração automatizada do arquivo XML. As comercializadoras poderiam usar isso diretamente para solicitação do bônus, ou seja, com uma plataforma de integração de informações”.

Dessa forma, o projeto pode evitar a compilação redundante de documentos quando já estão nas empresas. A Casa da Moeda tem papel fundamental ao simplificar o papel das comercializadoras, porque recebem um aviso de verificação de identidade de um consumidor vulnerável e qual desconto aplicar.

Com o papel da Cruz Vermelha de representação, isso realmente eleva o potencial de mais famílias receberem o bônus, diz a PwC. No entanto, nesse papel seria possível incluir outras organizações não governamentais ou mesmo a organismos de ações sociais de governos. Isso caso o projeto entre em implantação. Dar o desconto de forma automática pode ser também uma outra melhoria da plataforma num próximo estágio, diz a Fundação.

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