Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Economia criativa: vem aí blockchain para fãs de artistas e registro de direitos autorais musicais

Lima, investidor nas plataformas, diz que artistas têm ativo de valor. Foto: Stonoex.

Sócios da Stonoex, que desenvolve soluções blockchain para tokenização de ativos, deverão lançar, nas próximas semanas, duas plataformas que usam blockchain e focam na economia criativa. Uma delas, a Fan Token, vai vender experiências com artistas, assim como a outra fará o registro de direitos autorais para música.

Ambas são da primeira startup de tecnologia blockchain voltada à economia criativa, disse ao Blocknews Ricardo Azevedo Lima, CEO da Stonoex. Ele é um dos investidores na empresa, que por sua vez, é um spin off da Stonoex. Os investimentos seguem o padrão de Lima e seus parceiros, portanto, começam com R$ 1 milhão para colocar o projeto em modelo inicial.

Na Fan Tokn, “estamos tokenizando a economia criativa”, completou o investidor. “Já temos alguns grandes nomes envolvidos para o primeiro ciclo de lançamento, ou seja, queremos apoiar essa classe a diversificar sua receita. Eles tiveram dificuldades com a pandemia, mas têm um ativo muito grande, completou.”

Economia criativa para nova renda

De acordo com Lima, a plataforma venderá o que o artista já comercializa offline, tal qual, como discos, shows e participação em propaganda. Portanto, não vamos concorrer com essas receitas e sim, vamos trazer produtos diferenciados, ou seja, criar experiências, mais do que produtos. Por exemplo, um fã poderia comprar tokens para receber um vídeo com uma mensagem de feliz aniversário de seu cantor preferido.

Questionado por que o uso de blockchain na plataforma, Lima respondeu: “esse é nosso mindset”. Isso porque além de investidor na Stonoex, o executivo tem aplicado recursos em outros negócios do mundo cripto e blockchain.

Além disso, Lima e outros investidores são sócios da franquia brasileira da casa de jazz Blue Note, portanto, essa proximidade com artistas ajudou na criação e desenvolvimento do projeto, afirmou.

Registros de direitos musicais

O modelo econômico está sendo fechado, o que inclui definir valor do token e a precificação do que estiver à venda. “Nosso objetivo é dar preço à experiência e não só ao artista”, diz Lima.

Já a plataforma de registro de direitos autorais de música deverá também divulgar as obras junto a intérpretes. “É um serviço adicional, também aproveitando nosso conhecimento da classe artística.”

Em 2020, a Câmara Brasileira do Livro (CBL) lançou uma plataforma blockchain para registro de direitos autorais.

Há outras startups no ecossistema blockchain envolvidas com o mundo da música e suas necessidades. A Smart Right, por exemplo, arrecada, gerencia e distribui royalties.

0 Comentários

Deixe um comentário

XHTML: Você pode usar estas tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>