Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Celo terá tokens de florestas em sua reserva e inicia com MCO2 da Moss

Comunidade quer ter 40% da reserva em ativos naturais. Foto: TNeto, Pixabay.

A comunidade Celo lançou, nesta quarta-feira (6), a  Climate Collective, uma iniciativa que incluir tokens de florestas tropicais e outros ativos de compensação de carbono em sua reserva de lastro das stablecoins Celo Dólar e Celo Euro. A ação começou com a compra de tokens de crédito de carbono da brasileira Moss.Earth.

O plano da Celo é que nos próximos quatro anos, até 40% de sua reserva, sejam de tokens de florestas tropicais e de sequestro de carbono. A Celo tem hoje o equivalente a US$ 850 milhões em reservas. A quantidade quem comprou da Moss equivale a 0,5% das reservas da Celo, ou seja, US$ 4,5 milhões.

“Um lote de floresta tropical do tamanho do Líbano custa US$ 25 milhões na Amazônia. Isso significa que pelo tamanho atual de nossa reserva, 40% dela poderia ser lastreada em cerca de 135 milhões de árvores de grande porte da floresta”, divulgou a Celo Foundation.

Com isso, a comunidade tenta inserir em sua reserva ativos naturais como lastro à plataforma Celo, alinhando isso ao fato de ser negativa em emissão de carbono. A Celo já compra créditos de carbono do Projeto Wren para compensar suas emissões. A iniciativa inclui no lançamento dez empresas. Além da Moss, estão Curve Labs, Kolektivo e Regen Network.

De acordo com a Celo, as cerca de 13 milhões de árvores poderiam sequestrar cerca de 43 megatons de CO2 ao ano. Isso seria 0,43% do objetivo do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). “E se o Celo Dólar e o Celo Euro crescerem a ponto de ficarem do tamanho da USDC, chegaríamos a 16% do objetivo do IPCC”.

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