Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

BNDES Garagem escolhe consórcio acelerador e chamará startups no segundo trimestre

O consórcio AWL, formado pela Artemísia, Wayra Brasil e Liga Ventures será a aceleradora que executará a segunda edição do BNDES Garagem. Nesta edição, o foco será em startups que geram negócios com impacto socioambiental.

A chamada das startups do primeiro de três ciclos deve começar no segundo trimestre. Serão 45 em cada ciclo. Cada um deles deve durar de três a quatro meses. Assim, o programa todo vai durar 30 meses. O primeiro deles deve ser semipresencial.

De acordo com o BNDES, o foco principal do primeiro ciclo são soluções para saúde, educação, sustentabilidade, govtech e cidades sustentáveis.

BNDES Garagem tem dois módulos

Os ciclos têm dois módulos. Um deles é o de tração, para startups no Brasil, que faturam menos de R$ 16 milhões ao ano e que já possuam um produto no mercado. O outro é o de criação, para empreendedores baseados aqui ou no exterior. Eles devem apresentar propostas de negócios para criação ou de melhoria de um produto mínimo viável.

No final de cada ciclo, as startups apresentarão seus projetos a investidores no Demo Day. O BNDES não vai exigir participação acionária nos negócios.

Na primeira edição do BNDES Garagem, em 2018 e 2019, mais de 5 mil startups se inscreveram. No total, 79 participaram e 74 foram até o final do ciclo. Dessas, 44 participaram no módulo de criação e 30 no de aceleração.

Rede BNDES Garagem

A AWL vai participar da seleção das startups com o BNDES. Além disso, vai acompanhar o desenvolvimento dos negócios, com aconselhamento técnico, jurídico e mercadológico. O consórcio vai, também, fazer a ponte com das startups com investidores e potenciais clientes.

Como a procura para as vagas ultrapassa, em muito, o que há disponível, o BNDES criou a Rede BNDES Garagem. O objetivo da rede é promover o empreendedorismo com eventos e conteúdos de educação.

Blockchain na educação: combate a diplomas falsos, inclusão social e conexão com empresas

Quem nunca ouviu falar de pelo menos um caso de diploma universitário falsificado? Para quem não quer usar muito os seus próprios neurônios, sites na internet oferecem esses papéis aos montes, com o timbre de universidades como a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a de Cambridge, na Inglaterra.

Blockchain tem sido usada para tentar combater esse problema de fraudes que, estima-se atinja metade dos diplomas de PhD nos Estados Unidos. O governo brasileiro anunciou nesta semana um sistema de emissão de diploma digital que usa blockchain com esse objetivo.

Mas, na área de educação, está sendo usada também para solucionar questões mais nobres. Isso inclui facilitar o acesso ao histórico escolar por estudantes, universidades e empregadores, como já acontece nos Emirados Árabes Unidos (EAU). E também para aumentar a inclusão de estudantes de baixa renda no mundo acadêmico, como está acontecendo na Universidade do Norte do Texas Dallas (UNTD), conforme mostra artigo desta editora no Future of Money, da Exame.

Em entrevista exclusiva, o presidente da UNTD, Bob Mong, contou como blockchain pode ajudar os estudantes que não têm internet e computador a ingressarem no ensino superior. É algo para países como o Brasil acompanhar de perto. E não é só isso. O próximo passo será usar a tecnologia num aplicativo que vai acompanhar a saúde, inclusive mental, dos alunos. Abaixo, a entrevista na íntegra com Mong;

Uso de blockchain na UNTD

BM: A UNT Dallas atinge principalmente estudantes de área urbana e que são a primeira geração que vai à universidade. Mutiso não têm computadores em casa ou acesso a conexões confiáveis de internet e wifi. Por isso, usamos blockchain para que esses estudantes baixem um aplicativo com seus históricos escolares, currículos e outras informações importantes num aparelho em que eles confiam: o celular deles.

Para isso, fizemos uma parceria com a Greenligh Credentials. Outras instituições de educação parceiras são o Distrito Escolar Independente de Dallas, que tem 154 mil estudantes, a comunidade local do distrito do Dallas College, que tem 85 mil estudantes, e outros distritos escolares. Por meio desse app, os estudantes podem se inscrever faculdades gratuitas de comunidades e faculdades profissionais, e pedir bolsa de estudos. Recebemos centenas de inscrições por esse aplicativo até agora. Em breve, a Greenlight vai inser outras aplicações que ajudam os alunos a contatar agências de serviços sociais, questões de transporte, cuidado infantil e problemas mentais.

O processo

BM: a primeira universidade a buscar o aplicativo. Levou 18 meses para que o Memorando de Entendimento passasse pelo escrutínio da nossa equipe de TI e advogados. Uma vez que tudo foi aprovado, no final de 2019, começamos a apresentar a Greenlight no nosso campus e a trabalhar com distritos escolares e faculdades de comunidades para que se beneficiassem do aplicativo. Esperamos aumentar a taxa de aceitação e uso do app em Dallas-Fort Worth nos próximos 12 meses.

Perto de TI e dos advogados

BM: É um conceito relativamente novo, tivemos que trabalhar bem perto de nosso departamento de TI e dos advogados para nos guiarem nesse sistema. Dessa forma, podíamos fazer com que a UNT Dallas participasse dele. Agora, o trabalho é o de aumentar o uso entre os estudantes da região e ajudá-los a ver que o app facilita o pedido de aceitação na faculdade. Isso é importante porque dos 30 mil alunos que saem do ensino médio no condado de Dallas, quase metade não vai imediatamente para uma instituição de ensino de terceiro graus. Isso pode reduzir o potencial de ganho financeiro durante a vida deles.

App para saúde

BM: Estamos trabalhando com os mesmos parceiros ara lançar um app chamado Vital Signs 6 (Sinais Vitais 6), que vai ajudar a UNT Dallas e outras escolas e faculdades a verificar sinais de saúde dos novos estudantes, inclusive questões mentais. Isso é parte de um esforço para adicionar a verificação de saúde mental e depressão aos cinco outros sinais vitais que os médicos checam numa consulta.

Mais sobre blockchain em educação:

Ministério da Educação anuncia emissão digital de diplomas para evitar fraudes e reduzir custos

Moeda Seeds faz BlockFriday; valores das vendas irão para projetos sociais

Moeda Seeds, primeira fintech brasileira para impacto social e que utiliza blockchain no financiamento de pequenos negócios, está fazendo uma “BlockFriday” até o final deste mês de novembro, com descontos em alguns produtos e frete grátis.

Os valores das vendas desses produtos serão totalmente revertidos para projetos sociais. Entre os itens estão os cafés da 5’OCoffee, do Projeto Semente Café Sustentável (R$ 25 o pacote de 250 gramas). A receita das vendas irá para as cafeicultoras do projeto.

Outro item é a camiseta “Purpose Is The New Power” (R$ 49). A receita irá para o projeto Abraço Campeão, que une artes marciais e educação no Complexo do Alemão (RJ) há mais de 5 anos. E há também as máscaras sustentáveis VidaBR (R$ 9,99), feitas de tecido PET reciclado como algodão orgânico. O valor das vendas irá para a Aldeia Lago da Praia, no Pará.

Para ter o frete grátis, é preciso usar o BLOCKFRIDAY.

A Moeda Seeds foi co-fundada por Taynaah Reis, que há muitos anos se dedica a projetos que unem tecnologia e impacto social. Taynaah faz parte da comissão que discute blockchain na União Internacional de Telecomunicação (ITU, na sigla em inglês). Nesta semana, vai acompanhar “A Economia de Francisco”, evento de três dias em que os palestrantes são, principalmente, jovens empreendedores e economistas de até 35 anos. Haverá alguns palestrantes “sêniores”, como o economista Jeffrey Sachs.

O nome do evento, criado pelo Papa Francisco e que será online, remete a São Francisco e o objetivo é discutir uma economia mais justa, totalmente inclusiva e sustentável. Os painéis serão entre 19 e 21 de novembro e no último dia, sábado, às 19h, o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, será iluminado com as cores do evento: verde, marrom e amarelo.

É lançada a Oyx, criptomoeda de povos indígenas, para resolver problemas básicos nas comunidades

Foi lançada, ontem (11), a criptomoeda Oyx, pelos povos indígenas Surui Paiter e Cintas-Largas. O objetivo é arrecadar recursos para ações como garantia de renda mínima, resgate de suas culturas e outros projetos relacionados a necessidades básicas das tribos, que ficam em Mato Grosso e Rondônia e que somam 4 mil pessoas.

O idealizador da moeda é Elias Oyxabaten Surui, que trabalha no Distrito Sanitário da Saúde Indígena e ajuda a desenvolver projetos na região. “Na nossa aldeia, ninguém é assalariado. Todos têm condições precárias de vida. Pelo governo, a gente não tem direito a nada. Pelo contrário, limitam os nossos povos e a nossa produção. Durante a pandemia, sofremos muito”, afirma.

Com o token, busca-se dar autonomia para o povo suruí-cinta-larga para captação e gestão de seus recursos financeiros, diz o white-paper. E “é uma ideia minha de união. A intenção é trabalhar com os dois povos e mostrar serviço para auxiliar as duas comunidades”, diz Surui.

Foram criadas 100 milhões de Oyx, ao preço de R$ 10 cada, o que somará R$ 1 bilhão se todos forem vendidos. “O dinheiro vai ficando no caixa e sendo usado a partir do momento em que cada projeto tenha sido desenhado e aprovado. Queremos que seja uma arrecadação enorme, mas que seja gradativa, porque temos que resolver questões como saneamento e material para prevenção contra Covid-19. A ideia é resolver primeiro os problemas mais básicos”, disse ao Blocknews Adriana Siliprandi, advogada e administradora, especialista em blockchain e administradora da Oyxabaten, empresa criada para gerenciar o projeto.

Quem compra o token estará fazendo uma contribuição direta, sem intermediários, para a causa das comunidades, que além das ameaças com garimpo ilegal e desmatamento, são afetadas pela falta de apoio para atingirem condições mínimas de vida. Salário ou outro tipo de renda garantida não é algo comum nesses locais, onde a existência se dá muito em função da pesca, agricultura e artesanato.

Foi criada empresa para gerenciar o negócio. Foto: Anápuáka Muniz Tupinamba Anápuáka, Pixabay

O lançamento foi ontem, na Blockchain Connect, às 18 horas. Até 10h desta quinta-feira (12), 80 pessoas tinham se cadastrado para comprar as moedas. Após cadastro no site do projeto, é preciso baixar a carteira Metamask, que armazena tokens da Ethereum.

A Oyxabaten é uma MEI – que vai se tornar Eirele – no nome de Surui, com pessoas que cuidam da área administrativa, marketing e atendimento ao cliente. Surui faz a ponte entre a empresa e os índios e também cuida dos recursos. Segundo Adriana, toda a contabilidade será publicada mensalmente na exchange. A Tokefy é quem faz a tokenização. Adriana é co-fundadora da empresa, com Leandro Mazzetto, que também atua na Oyxabaten.

Num passo seguinte, depois de sanear necessidades básicas das comunidades, a ideia é começar a empreender, por exemplo, para usar o tokens para o pagamento de recursos dessas terras indígenas, dentro do que a legislação permite. Isso eliminaria a extração ilegal de recursos, acreditam os idealizadores do projeto. E protegeria os interesses da União, diz o white paper da Oyx.

A Oxy não se trata, portanto, de investimento financeiro. Está numa categoria de projetos com foco social, para a revitalização ou desenvolvimento econômico de comunidades vulneráveis. O fato de que em blockchain é possível registrar a doação e saber onde foi parar o dinheiro tem sido usado por várias ONGs no mundo para dar mais segurança aos doadores e incentivá-los a colocar recursos em seus projetos.

O projeto começou a se tornar realidade quando o empresário Augusto Marques, que conhecia Adriana e Surui, apresentou os dois. O empresário ajudou a financiar o plano de lançar a Oyx.

Os cintas-largas têm, há muito tempo, discutido com o governo federal sobre maneiras de evitar o garimpo ilegal ao leste de Rondônia . “Queremos tentar dar autonomia aos indígenas para usufruir de todos os recursos naturais em suas terras”, diz Surui.

Guap Friday vai incentivar uso de criptomoeda Guapcoin em comunidade negra

No mesmo dia da tradicional Black Friday, que neste ano acontece no dia 27 de novembro, lojistas da comunidade negra dos Estados Unidos poderão participar do Guap Friday, aceitando as criptomoedas Guapcoin ($GUAP), criadas em 2017.

A cripto foi criada para atender a essa comunidade e a manter o dinheiro dentro dela, com isso, a experiência será uma forma de fazer lojistas negros conhecerem a Guapcoin. Segundo a empresa, a Black Friday envolve, em geral, os grandes lojistas, enquanto o Small Business Saturday busca promover as vendas em comércios locais. Mas é raro um esforço voltado à comunidade negra, que foi uma das que mais tem sofrido com a pandemia do Covid-19.

A plataforma de análise TrustB, vai levantar os dado sobre as compras com a moeda, além de formas de mensurar o impacto da cripto.

Para participar do Guap Friday, os lojistas devem se cadastrar e os compradores devem adquirir moedas Guapcoin, que são vendidas na Probit.com Exchange. A cotação era de 0,00000123 às 0:04 de hoje (26). Os consumidores também poderão ganhar a cripto ajudando a divulgá-la. Uma bolsa peer-to-peer também lançará a moeda em novembro, com compra e venda sem intermediários.

Mercado Bitcoin cria carteira para doação a brigada que combate incêndio no Pantanal

O Mercado Bitcoin criou uma carteira pública para a campanha de financiamento coletivo da Brigada Alto Pantanal Haroldo Palo Jr. (https://brigadaaltopantanal.org.br/). A brigada combate o incêndio que atinge o Pantanal em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

O endereço da carteira pública é 37EKMMNStPx14sFszJZLUy69nAKfn1PvuH e quem tem conta em corretoras de criptomoedas pode doar por meio de transferência. Encerrando o período, o Mercado Bitcoin e a Brigada Alto Pantanal Haroldo Palo Jr. divulgarão o montante arrecadado a ser doado à campanha.  A carteira vai arrecadar bitcoins que serão convertidos em reais.

Em seu site, a brigada diz que suas campanhas de arrecadação têm a meta de “manter duas brigadas equipadas e treinadas por 12 meses e colaborar com custos veterinários dos animais silvestres”.

Doação rastreada

“Contribuir com uma causa tão importante fazendo uso da tecnologia blockchain, uma rede segura e pública aonde qualquer um pode acompanhar e auditar quanto está sendo arrecadado, em tempo real, está totalmente alinhado com o nosso propósito de democratizar o acesso a soluções inovadoras”, comenta Reinaldo Rabelo, CEO do Mercado Bitcoin.

Até o início de setembro, mais de 2.842.000 hectares, ou 18,7% do bioma, foram incendiados.

Segundo Angelo Rabelo, diretor de Relações Institucionais do Instituto Homem Pantaneiro (IHP) e coordenador deste projeto, a ideia de criar a brigada surgiu para apoiar o estado, uma vez que a contratação de brigadistas pelo IBAMA e ICMBio ocorre de forma sazonal, entre julho e dezembro, e não consegue ter homens  suficientes para atuar nas regiões mais remotas e menos habitadas do Pantanal.

Social Good lança app para consumidor receber cripto que não perde valor; isso inclui o Brasil

A japonesa The Social Good Foundation lançou um aplicativo de cashback de criptos, o SocialGood, para ajudar pessoas a acumular ativos fazendo compras. A plataforma foi lançada em 2019 e é a maior desse tipo em numero de usuários, com 90 mil pessoas.

O aplicativo também pode ser usado no Brasil em lojas como Americanas, Submarino, Shoptime e AliExpress, informou a SocialGood ao Blocknews.

Usando o aplicativo (em iOS) para fazer compras em lojas parceiras, o consumidor recebe o criptoativo SocialGood (SG). O grande diferencial em relação a projetos similares é que a fundação garante o valor do ativo no momento em que a pessoa o recebeu, caso a cotação caia, e compra de volta o o SG. Se subir, o consumidor tem uma carteira mais valiosa.

A plataforma foi lançada em março de 2019 por Soichiro Takaoka, que trabalhou no mercado financeiro e passou para o mundo das fintechs. O Social Good tem parceria com mais de 1.800 grandes varejistas, incluindo Amazon, eBay, Nike e Adidas e diz que opera em 161 países.

O aplicativo foi criado, segundo a fundação, para ajudar a resolver um desafio social e a reinventar o capitalismo, ao fazer com que ativos sejam ganhos por consumidores comuns ao e nao pelo acúmulo por meo de salários e ganhos com investimentos.

Chinesa Tencent usa blockchain para rastrear doações em campanha de filantropia

A Tencent, o maior portal de serviços de internet da China e que usa blockchain em diversas iniciativas, vai usar a tecnologia na “99 Giving Day”, sua maior campanha filantrópica anual. O objetivo é rastrear as doações e aumentar a transparência de seus programas de caridade.

Usar blockchain em programas de doação tem sido uma forma de organizadores dessas iniciativas assegurarem que os recursos serão usados conforme o prometido. Isso pode ajudar a atrair mais doadores e também garantir o uso correto e sem desvios dos recursos.

A campanha da Tencent dura 3 dias. E a empresa lançou também uma plataforma de suporte tecnológico para ajudar parceiros em ações sociais a aumentar suas capacidades digitais em seus projetos. A “Public Welfare SaaS Project” libera algumas das tecnologias usadas pela Tencent para parceiros externos por meio de cooperação de código aberto. O objetivo é digitalizar e mover os projetos para a nuvem. Segundo a empresa, 50 organizações aderiram ao projeto.

A Tencent vai colocar 299,99 milhoes de yuans (R$ 253 milhões ) como contrapartida de doações do público e 100 milhões de yuans (R$ 78 milhões) sem definir para onde devem ir. Vai ainda colocar 200 milhões de yuans (R$ 156 milhões) de seu fundo anti-pandemia em organizações que precisam de ajuda para se recuperarem da pandemia.

A China é um dos países que mais utilizam blockchain. O governo quer ser hub da solução e um ícone no uso de tecnologias da quarta revolução industrial.

Startup Mete a Colher, de apoio a mulheres vítimas de violência, ganha competição internacional

A startup “Mete a Colher”, que usa tecnologia para dar apoio a mulheres que sofrem violência doméstica, foi uma das dez escolhidas no programa de incubação da F-LANE, primeira aceleradora da Europa com foco em startups que usam tecnologia para empoderar as mulheres em todo o mundo. Houve 455 inscritas de 84 países. A F-Lane é do Instituto Vodafone.

O Mete a Colher foi lançado há três anos por Renata Albertim, no Recife (PE) e já ganhou prêmios e reconhecimento. A plataforma, chamada de Tina, é comprada por empresas que querem proteger suas funcionárias por meio de ajuda psicológica e social através de um chat em que a mulher atacada não precisa se identificar. Quando necessário, o caso é levado para a polícia ou redes de apoio às mulheres.

O programa começa no próximo dia 7 e dura 5 semanas e termina com o um Demo Day em 5 de novembro. Por conta da pandemia do Covid-19, será online. A mentoria é liderada pelo Yunus Social Business, fundo de investimento social e tem apoio do Impact Hub Berlin, focado em empreendedorismo social, a também alemã Social Entrepreneurship Academy and a WLOUNGE, ecossistema tecnológico.

Uma das outras 10 escolhidas é a Hive Online, uma plataforma distribuída de finanças para comunidades, que usa blockchain para criar um histórico sobre pequenos negócios. Essa base de dados facilita o acesso de mulheres de áreas rurais na África e terem acesso a crédito mais barato e a novos mercados. A empresa tem base na Suécia, Dinamarca e Ruanda.

RecycleGo e DeepDive vão desenvolver solução em blockchain para reciclagem

A RecycleGO, empresa de soluções tecnológicas para reciclagem, e o DeepDive Technology Group, empresas de soluções que incluem blockchain, anunciaram que estão desenvolvendo, juntas, um produto com foco no rastreamento de materiais para facilitar e incentivar a adoção da reciclagem.

O uso de blockchain na otimização da cadeia de suprimentos deve gerar economia de 15% a 20% na primeira fase de um projeto, segundo as empresas. Essa fase identifica todo o caminho que uma garrafa de plástico faz, da produção, à coleta, reciclagem e manufatura para se tornar outra garrafa. O projeto começa com plástico, mas deve ser estendido para outros produtos. A plataforma usada é a Hyperledger Fabric.

Além da redução de custos, essedisso, pode gerar ganho de imagem para as empresas, algo que hoje pesa na definição de muitos investidores sobre onde alocar seus recursos.

A parceria acontece num momento de pressão global de consumidores por negócios mais sustentáveis, o que inclui o descarte correto de plásticos e projetos de economia circular. É um movimento que tem apoio inclusive de grandes investidores e gestores de ativos, como a BlackRock, o maior deles, que dizem que vão colocar recursos em empresas sustentáveis.

De olho nessa pressão, muitas indústrias estão adotando metas ambientais, tanto de reciclagem, quanto de redução ou compensação de emissão de gases de efeito estufa, como a Unilever.

DeepDive Technology Group
DeepDive Technology Group

O potencial do mercado de reciclagem é enorme, já que a estimativa é de sejam produzidas 400 milhões de toneladas de plástico ao ano, número que vai dobrar até 2050 se nada for feito. Desse total, mais de 70% tem descarte incorreto, já que 40% vai para aterros sanitários e 32% ficam jogados no meio ambiente.

O grande obstáculo para o crescimento da reciclagem nas cadeias de suprimentos é a visibilidade de cada produto nesse processo, diz o CEO da RecycleGO. Além disso, os consumidores nem sempre reciclam. “Blockchain pode levar a uma mudança”, completou.

A Basf já adotou blockchain no rastreamento de plásticos em sua cadeia de suprimentos, num projeto de reciclagem que está sendo adotado em outros países do mundo.

A tecnologia vai dar uma prova irrefutável de bom comportamento ambiental da empresa para cada stakeholder na cadeia de suprimentos, disse o CEO da DeepDive, Misha Hanin.