Ativos digitais estarão inseridos no sistema financeiro em até 5 anos, diz executiva do Itaú

Usuário não saberá se usa blockchain, diz banco.

Daqui a cinco anos, a discussão sobre a inclusão de ativos digitais no ecossistema financeiro não existirá mais porque isso será uma realidade consolidada. A previsão é de Larissa Moreira, gerente de produtos de ativos digitais do Itaú Unibanco.

“O verdadeiro desafio hoje é outro: como alinhar esses ativos digitais com os sistemas regulatórios e com as infraestruturas que já existem. Já estamos vendo essa mudança acontecer. As discussões estão menos focadas em experimentação e mais voltadas para como desenvolver e integrar essa nova infraestrutura ao que já temos. Ou seja, o foco não é mais “se” vamos adotar, mas “como” vamos implementar de forma eficiente, segura e compatível com o ambiente regulatório”, afirmou durante a abertura do Merge São Paulo.

Desse modo, apontou que criptomoedas como o bitcoin deixaram de ser vistas apenas como investimento e passaram a ser encaradas como parte essencial da infraestrutura financeira, com potencial de transformar a forma como operamos.

Dinheiro cada vez mais fragmentado

Larissa apontou que a tendência é que o dinheiro se torne cada vez mais fragmentado e que diante dessa realidade, o principal desafio para os bancos é justamente conseguir unificar essa complexidade. “A questão central passa a ser: como simplificar toda essa jornada para os clientes e, ao mesmo tempo, desenvolver uma experiência mais fluida, intuitiva e com menor custo? O objetivo é que o usuário final não precise se preocupar com a tecnologia por trás.”

Nesse contexto, de acordo com a executiva, o grande desafio para as instituições financeiras é conseguir integrar diferentes camadas do ecossistema: múltiplos trilhos de pagamento, diferentes blockchains e diversas redes.

Ninguém precisa saber que há blockchain no processo

Alvaro Rosenblüth, gerente de tesouraria e câmbio do Banco de Crédito da Bolívia, apontou que o país passou por uma crise estrutural bastante severa na qual houve uma escassez de dólares no país e tanto empresas como pessoas passaram a ter limitações no acesso a serviços financeiros básicos. Diante disso, iniciou uma transformação criando uma nova infraestrutura que permitisse aos nossos clientes continuar acessando serviços financeiros globais.

“O que fizemos foi transformar toda essa infraestrutura complexa em algo simples: um produto digital que funciona exatamente como um cartão tradicional de três partes. Ou seja, mantivemos a experiência que eles já conheciam.Na prática, abstraímos toda a complexidade tecnológica. Internamente utilizamos blockchain. Mas isso ficou invisível para o usuário final”, completou.

A reportagem completa está disponível no site do Cointelegraph Brasil.

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