FTX pede para vender LedgerX, FTX no Japão e Europa e a Embed

Novos administradores venderão ativos bons da FTX.

A FTX pediu, nesta quinta-feira (15), à Corte de Falências de Delaware autorização para vender, o mais rápido possível, as subsidiárias do grupo que que têm algum valor. Isso inclui a LedgerX, de derivativos e a FTX Japão e as operações na Europa. Também estão na lista a Embed Financial Technology e a sua subsidiária Embed Clearing. O novo CEO, John Ray III disse há algumas semanas que avaliaria quais negócios poderiam ir à venda para tentar recuperar dinheiro dos clientes.

A compra das empresas aconteceu recentemente e antes do pedido de recuperação judicial operaram de foram, no geral, independente do restante do grupo FTX, segundo os administradores atuais da empresa. Todas mantinham as contas dos clientes segregadas e times de gestão separadas dos outros negócios.

Além disso, a Embed, LedgerX e FTX Europa também mantinham sistemas de TI separados. De acordo com o pedido, “desde o início dos casos do Capítulo 11 (recuperação judicial), cada um desses negócios estão experimentando pressões regulatórias que merecem um processo de venda rápida”.

Há ainda pressões por atritos entre clientes e funcionários. A FTX diz que pode também considerar “transações estratégicas”, além da venda. Os responsáveis pela recuperação da empresa dizem que as vendas podem permitir aos negócios continuarem a operação ou retomarem as operações e maximizar.

A FTX comprou a Embed em setembro passado, portanto pouco antes da falência. A LedgerX é uma exchange de contratos futuros e de opções de moedas digitais e uma câmara de compensação. E tem licença de operação da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês). A FTX comprou a empresa em outubro de 2021.

A FTX Japão é uma exchange com registro no país e tem a subsidiária Quoine Pte, uma exchange de Singapura (FTX Singapura). A empresa tem uma licença de operação em andamento. Já a FTX Europa é uma holding suíça e há vários braços no continente e fora deles, diz o pedido de venda. Um exemplo é a subsidiária nos Emirados Árabes, que também é regulada.

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