Mercado de Criptomoedas por TradingView

SEC passa de 30 para 50 time para cripto e ameaça cibernética

Com a evolução global crescente em torno da adoção de criptomoedas e o consequente aumento de todo tipo de golpes envolvendo o segmento, A SEC (Securities and Exchange Commission, o regulador do mercado de capitais nos EUA) anunciou hoje a alocação de 20 postos adicionais para a recém-nomeada unidade de Criptoativos e de Segurança Cibernética. Antes, a unidade era apenas de segurança cibernética. Assim, o regulador passa a ter 50 profissionais com foco nessas áreas.

“Os EUA têm os maiores mercados de capitais porque os investidores têm fé neles e, à medida que mais investidores acessam os mercados de criptomoedas, é cada vez mais importante dedicar mais recursos para protegê-los”, disse Gary Gensler, presidente da SEC.Entre as 20 posições adicionais na Crypto Assets and Cyber ​​​​Unit estão incluídos supervisores, advogados da equipe investigativa, advogados de julgamento e analistas de fraude na sede da agência em Washington/DC, bem como em vários escritórios regionais.

Unidade criada em 2017

Desde sua criação em 2017, a Cyber Unit ajuizou mais de 80 ações de fiscalização relacionadas a ofertas e plataformas fraudulentas e não registradas de criptoativos. Com isso, conseguiu um alívio monetário de mais de US$ 2 bilhões, segundo informações do próprio órgão regulador.

Além disso, a unidade moveu várias ações contra registrantes da SEC e empresas públicas por não manterem controles adequados de segurança cibernética. Assim como por não divulgarem adequadamente os riscos e incidentes relacionados à cibernética.

Agora, com a expansão da unidade, o objetivo é alavancar a experiência da agência para garantir que os investidores estejam protegidos nos mercados de criptomoedas, com foco na investigação de violações da lei de valores mobiliários. Essas violações devem estar relacionadas a ofertas de ativos criptográficos; trocas de ativos criptográficos; produtos de empréstimo e staking de criptoativos; plataformas de finanças descentralizadas (“DeFi”); tokens não fungíveis (“NFTs”); e stablecoins.

“Os mercados de criptografia explodiram nos últimos anos, com os investidores de varejo sofrendo o peso dos abusos nesse espaço. Enquanto isso, as ameaças cibernéticas continuam a representar riscos existenciais para nossos mercados financeiros e participantes”, disse Gurbir S. Grewal, diretor da Divisão de Execução da SEC. Para ele, o reforço fará com que a unidade esteja na “vanguarda da proteção dos investidores e da garantia de mercados justos e ordenados diante desses desafios críticos.”

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