Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Susep divulga diretrizes do open insurance, que deve promover inovação no setor

Com open insurance e open banking, usuários terão mais controle sobre finanças.

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) publicou, nesta quarta-feira (21) no Diário Oficial da União (DOU) as diretrizes para implementação do Open Insurance. O objetivo é dar ao consumidor do acesso e compartilhamento de seus dados, como acontecerá no open banking, e fomentar a concorrência e a inovação.

O setor é conhecido por ser muito fechado e com produtos apenas de prateleira. Portanto, muitas vezes deixam as necessidades dos consumidores em segundo plano, e com baixa inovação. As insurtechs tentam trazer algo novo, caso da 88i, que vai usar uma série de tecnológicas, inclusive blockchain. Assim como a 88i, outras poderão oferecer serviços mais personalizados para os clientes.

De acordo com a Circular Susep nº 635/2021, o consumidor poderá acessar e compartilhar dados de seguros, previdência e capitalização com outras seguradoras ou terceiros. E o plano é integrar o open insurance com o open banking e assim, criar o open finance. Portanto, isso dará ao consumidor muito mais autonomia e controle de suas finanças, desde os serviços e produtos que usa no banco aos seus seguros.

Open finance pode personalizar seguros

O seguro possui uma característica ímpar na proteção e no amparo financeiro a pessoas em momentos de fragilidade ou em um evento que possa colocá-las em dificuldade financeira. Para cumprir essa finalidade, e preciso que alcance a grande massa da população de forma simples, transparente e, acima de tudo, a preços compatíveis.” Open insurance pode personalizar seguros

A afirmação é da superintendente da Susep, Solange Vieira, que tem trabalhado pela maior inovação no setor, mesmo como muitas instituições descontentes com esse movimento. Segundo estudo da Mapfre, década. O índice de prêmios (o que se paga) e PIB no Brasil era de apenas 3,3% em 2019. A seguradora afirmou que poderia ser muito maior.

Segundo ela, com a maior abertura de dados, a expectativa é também de redução dos preços dos produtos. Assim, surgirão produtos com preços menores e meios de pagamento mais adequados ao consumidor. Essa é a entrega importante e do open insurance, completou.

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