Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

MEC estende para final de 2021 prazo para adoção de diploma digital emitido em blockchain

Diploma digital de graduação será emitido e registrado em blockchain.

O Ministério da Educação (MEC) formalizou a extensão do prazo para as Instituições de Ensino Superior (ISE) adotarem o diploma digital. O diploma usa blockchain. O prazo era 11 de março de 2021. Agora, é 31 de dezembro deste ano, de acordo com a portaria nº 117 do MEC.

A decisão, publicada no Diário Oficial da União ontem (1), altera a portaria nº 554, de março de 2019. Essa, por sua vez, estabeleceu a emissão e o registro digital de diplomas de graduação. A decisão inclui as instituições públicas e privadas.

O MEC e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa estão desenvolvendo o padrão do diploma digital. Assim, em dezembro passado, anunciaram o lançamento do Serviço de Emissão de Diploma Digital e do Portal Validador Nacional. Essa é, segundo eles, a primeira fase do projeto.

O objetivo do MEC é evitar fraudes em diplomas, o que é comum em todo o mundo. Há uma estimativa de que 50% dos diplomas de doutorado nos Estados Unidos são falsos, por exemplo.

A plataforma blockchain vai registrar, autenticar e armazenar os documentos. O serviço foi desenvolvido em 2019 sobre uma plataforma que a RNP criou.

Já a validade jurídica dos diplomas é feita por meio de certificação digital e carimbo de tempo na Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira, o ICP-Brasil.

UFPB e UFRN têm diploma digital

No entanto, apesar da nova portaria, quando lançaram o serviço de emissão e o portal validador, a RNP já falou que até o fim de 2021, todas as IES deveriam gerar os diplomas de graduação no novo formato.

Primeiro, quem vai adotar devem ser as 69 universidades federais e 41 instituições de educação profissional e tecnológica do governo. E depois, as instituições privadas.

Porém, as Universidades Federais da Paraíba (UFPB) e do Rio Grande do Norte (UFRN) já adotaram o diploma digital. 

Apesar de se falar com frequência em blockchain para evitar fraudes em diplomas, seu uso em educação vai muito além disso. A tecnologia está sendo usada, por exemplo, para conectar universidades, escolas e empresas.

Dessa forma, universidades podem, por exemplo, buscar os melhores alunos para convidá-los a estudarem na instituição.

Já as empresas, podem buscar, nas universidades, dados de alunos com as capacidades que procuram para suas vagas de trabalho. Há também quem use blockchain para incentivar a realização de cursos por profissionais e alunos, ou seja, usam tokens para isso.

0 Comentários

Deixe um comentário

XHTML: Você pode usar estas tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>