Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Hub de inovação do BIS vai focar em moedas de BCs e blockchain; Brasil participa com open banking

Programa de trabalho do hub de inovação inclui open banking no Brasil. Imagem: BIS

O Hub de Inovação do Banco de Compensações Internacionais, BIS, também conhecido como o banco central dos bancos centrais, vai se concentrar em 6 áreas, sendo que uma delas é a das moedas digitais de banco centrais ((CBDCs).  Uma outra área é a da nova geração de infraestrutura do mercado financeiro, o que inclui tecnologias de registro distribuído (DLT). O BIS anunciou hoje (22) seu plano de trabalho.

Além disso, o hub vai trabalhar em finanças abertas, que inclui open banking, processo que o Brasil vai começar a implantar em 1 de fevereiro. O Brasil, de acordo com o BIS, é parte desse processo, conforme mostra o documento de anúncio do programa de trabalho. Isso porque o país lidera o grupo de trabalho sobre o tema. O líder do grupo é Aristides Andrade Cavalcante Neto, chefe-adjunto do departamento de TI do Banco Central.

Outra área de estudos do hub é a finanças “verdes”. Também haverá foco em segurança cibernética, suptech e regtech.

Hub faz testes em três países

Os projetos, disse o BIS, incluem a prova de conceito (PoC) de uma plataforma que terá várias CBDCs de atacado. Com isso, o banco quer testar se é possível ter pagamentos internacionais mais rápidos e baratos. Haverá, ainda, um projeto de pesquisa e protótipos para arquiteturas de distrubição de CBDCs no varejo. E por fim, um protótipo de DLT pra distribuição de tíutlos verdes tokenizados para investidores do varejo.

As iniciativas acontecerão nos primeiros três hubs de inovação do BIS. Um deles fica em Hong Kong. O projeto foca na distribuição de CBDC para o varejo por meio de bancos e provedores de pagamentos. A ideia é testar uma CBDC híbrida e uma privada, lastreada em moedas criptogradas estáveis.

No hub da Suíça continuará o projeto Helvetia, feito com o banco central do país, SNB, e o operador de infraestrutura financeira SIX. O foco é ligar a SIX Digital Exchange com uma CBDC de atacado para compensações instantâneas por blockchain.

Em Singapura há testes para pagamentos intgernacionais com o uso de DLT e para a realização dos pagamentos com CBDCs. O teste é com a Tailândia. Mas o país está envolvido também em testes com instituições financieras, como JP Morgan, uma rede compensação e clearing para pagamentos, inicialmente com moedas fiat.

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