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Ex-CEO da BitMEX é condenado por lavagem de dinheiro pela corretora

O ex-CEO da BitMEX CEO, Arthur Hayes, recebeu na última sexta-feira (20) a sentença de dois anos de liberdade condicional, com seis meses de prisão domiciliar e monitoramento de sua localização. As acusações contra a BitMEX e que levaram seus co-fundadores à corte eram a de que a corretora não implementaram ações anti-lavagaem de dinheiro. Isso porque não cumpriram a regra de reportar as transações acima de US$ 10 mil, uma regra de Know Your Cliente (KYC). Teriam, portanto, violado a lei bancária do país. A corretora foi a primeira de cripto a ser acusada com base nessa lei.

Em 2019, a Commodity Futures Trading Commission (CFTC), um dos reguladores dos EUA, e o Departmento de Justiça fizeram uma denúncia de atividades ilegais da corretora. A empresa não tinha registro nos EUA, mas tinha clientes do país. Portanto, violou regras de compliance ao não seguir o KYC do país e deixar a porta aberta para lavagem de dinheiro.

Hayes deixou o cargo de CEO da BitMEX em outubro de 2020. Em abril de 2021 se entregou às autoridades dos EUA no Havaí e foi solto após pagar fiança de US$ 10 milhões. Ele morou por 14 anos em Singapura. Em fevereiro passado, se declarou culpado. Durante o julgamento, em Nova York, se disse “totalmente culpado”.

Além disso, Hayes poderá conversar com os co-fundadores da BitMEX, Samuel Reed e Ben Delo, que também já se declararam culpados. Geralmente, isso não é permitido nesse tipo de caso, mas o juiz Judge Koeltl permitiu. O juiz também se negou a dar uma sentença mais dura, de prisão acima de 6 meses, como pediu a acusação. Um dos argumentos da acusação era de que Hayes deixava claro no site da BitMEX e em seus comentários em canais da internet que a empresa não seguia o KYC dos EUA.

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