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Comitê da Basileia discute normas para exposição de bancos a criptoativos

A exposição de bancos globais a criptoativos será regulada por normas que devem ser concluídas neste ano, informou o Comitê de Supervisão Bancária da Basileia em comunicado sobre encontro ocorrido na semana passada. Riscos relacionados ao clima e outras vulnerabilidades para o sistema bancário global também foram tratados pelo grupo.

Dando continuidade a uma consulta já feita no ano passado, o Comitê decidiu pela emissão de um segundo documento de consulta sobre o tratamento prudencial relativo à exposição dos bancos em criptoativos.

A alta volatilidade vista recentemente no mundo cripto, o colapso do ecossistema Terra (LUNA), aliado a um crescimento exponencial do segmento globalmente, certamente pesaram na avaliação dos integrantes do Comitê da Basileia para continuar dando peso às discussões sobre o tema.

“Desenvolvimentos recentes destacaram ainda mais a importância de ter uma estrutura prudencial mínima global para mitigar os riscos dos criptoativos. Com base no feedback recebido das partes interessadas externas, o Comitê planeja publicar outro documento de consulta no próximo mês, com o objetivo de finalizar o tratamento prudencial até o final deste ano”, indicou o comunicado sobre a reunião.

Riscos relacionados ao clima

Nas próximas semanas, o Comitê da Basileia vai divulgar um conjunto de princípios para a gestão e supervisão eficazes dos riscos financeiros relacionados ao clima. “Uma abordagem baseada em princípios para melhorar a gestão de risco e as práticas de supervisão para mitigar os riscos financeiros relacionados ao clima. Eles são projetados de forma que possam ser adaptados a uma gama diversificada de sistemas bancários de maneira proporcional”, informa o Comitê.

Além disso, o Comitê continua a avaliar os riscos e vulnerabilidades do sistema bancário global, incluindo os decorrentes do conflito na Ucrânia. “Existem, em princípio, vários canais potenciais pelos quais o sistema bancário pode ser afetado pelo conflito em curso. Estes incluem efeitos indiretos, de segunda e terceira rodadas decorrentes do conflito, como desenvolvimentos nos mercados de commodities e exposições a instituições financeiras e não financeiras afetadas pelo conflito. Os riscos decorrentes de uma piora das perspectivas macroeconômicas, aumento da inflação e das taxas de juros em vários mercados e ampla repactuação de ativos também merecem acompanhamento de perto. Nesse contexto, o Comitê observou a importância de bancos e supervisores continuarem a monitorar, avaliar e mitigar de perto esses riscos e vulnerabilidades”, apontou o comunicado do encontro.

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