BC cria nova fase de testes do Drex que deve ir até primeiro semestre de 2025

Fachada do Banco Central.

O Banco Central (BC) decidiu realizar mais uma etapa de testes no piloto do Drex. De acordo com a instituição, as soluções tecnológicas de privacidade testadas até o presente estagio do piloto não apresentaram a maturidade necessária para que se possa garantir o atendimento de todos os requisitos jurídicos sobre privacidade de dados. Assim, na segunda fase isso avança com testes de smart contracts criados e geridos por participantes da plataforma, ou seja, instituições financeira e empresas nativas em blockchain.

Com isso, a data prevista de lançamento do Drex, é cada vez mais uma incógnita. Mas, o BC diz que o projeto está de pé. A primeira era final de 2024 e foi adiada para ao longo de 2025. Isso porque para esses novos testes, as instituições que já participam do piloto terão de apresentar propostas de casos de uso. Nas próximas semanas, o BC vai abrir prazo para isso. Quem conseguir aprovação, começa a fazer os testes a partir de julho.

Só que depois disso, no terceiro trimestre deste ano, o BC vai receber propostas de candidaturas de quem ainda não participa do piloto. E esses vão testar a implementação dos contratos inteligentes até o primeiro semestre de 2025.

“Os participantes poderão criar e gerenciar serviços próprios e novos modelos de negócios, não se limitando mais a serviços criados pelo BC. Nesta nova fase do Piloto Drex, será necessário avaliar diferentes casos de uso, sempre levando em conta os requerimentos de privacidade exigidos pela legislação em vigor”, afirma comunicado do banco.

A questão da privacidade tem sido um dos principais – ou o principal – desafios do piloto. Isso porque o BC escolheu a blockchain Hyperledger Besu, que é pública e com abertura de dados, mesmo que criptografados. Participantes do piloto dizem que é possível resolver o problemas, mas que não é algo simples.

O BC afirmou que serão incluídos no ambiente de testes ativos não regulados pelo BC. Com isso, outros reguladores participarão dos teste, em especial da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A CVM já acompanha o piloto e por regular ativos digitais do mercado de capitais, que deverá conversar com a plataforma Drex, é um ator importante nesse processo de construção da solução.

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