43 empresas de vários países inscrevem 47 projetos testes do real digital no Lift Challenge

Real digital: BC quer usar ferramentas como contratos inteligentes para haver flexibilidade.

O Lift Challenge – Real Digital, iniciativa do Banco Central (BC) e da Federação Nacional dos Servidores do Banco Central (BC) para projetos que testarão casos de uso do real digital, recebeu a inscrição de 47 projetos. Esses são de 43 empresas do Brasil e de outros países, como Suécia, Reino
Unido, Alemanha, Israel e Estados Unidos (EUA).

A previsão é de divulgação dos selecionados no próximo dia 4 e início oficial dos testes da moeda digital do BC (CBDC) brasileira em 28 de março. Os projetos selecionados precisam apresentar casos de uso do real digital a partir de processos tecnológicos e inovadores, segundo as instituições. Empresas de grande porte de TI, de pagamentos e do soluções blockchain mostraram interesse no Lift Challenge, como apurou o Blocknews.

Uma delas é a alemã Giesecke+Devrient (G+D), que desenvolve soluções financeiras e de impressão de dinheiro. Além disso, está participando de várias iniciativas de CBDC pelo mundo, incluindo países da Europa e Ghana e venceu uma competição em Singapura.

O Lift Challenge colocou como regra a inscrição de empresas do setor financeiro. Isso inclui, como bancos, cooperativas e instituições de pagamento, em fintechs e em provedores de soluções de TI.

O interesse no Brasil faz todo sentido, afinal, trata-se de testar a moeda digital de uma das maiores economias do mundo. Além disso, há outros aspectos, como o fato de o sistema financeiro estar avançando na digitalização com o Pix, por exemplo, e o fato de que o BC brasileiro quer conectar o real digital com protocolos de finanças descentralizadas (DeFis). Isso quer dizer que pode ter blockchain no mundo do real digital, fazendo essa versão da moeda ir além de serviços já existentes como o Pix.

Lift Challenge terá testes complexos do real digital

Um outro ponto é que a internet no Brasil não é acessível a todos e nem a todo momento em diversas partes do país. Portanto, isso levanta a discussão da possibilidade de transações também offline, o que não é algo simples e que outros BCs também consideram.

De acordo com Rodrigoh Henriques, coordenador do LIFT Lab, em comunicado das instituições, “o número surpreende positivamente já que os projetos do LIFT Challenge exigem uma complexidade maior tanto do ponto de vista da inovação, quanto da capacidade técnica das empresas participantes.

Para Fabio Araújo, coordenador do LIFT Challenge, o desafio será importante para entender e definir como o real digital pode complementar e contribuir com sistema de pagamentos que já é eficiente com o Pix. “Precisamos estudar o que o real digital pode adicionar à vida das pessoas.
Percebemos que existe um mercado muito criativo para apresentar projetos inovadores.”

Segundo comunicado dos organizadores do Lift Challenge, especialistas das duas instituições vão analisar os projetos para fazerem a seleção. Durante o
processo de seleção, a Federação e o BC podem entrar em contato com os inscritos para aprofundar o entendimento do caso de uso, tecnologias propostas e capacidade de execução do projeto durante os quatro meses de aceleração.

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