Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Por que é um grande erro não se expor à China?

Estamos diante do maior êxodo da história, diz Pedro Freitas.

A China é o seleiro de bilionários e unicórnios, disso ninguém dúvida. Basta olhar para trás e veremos que entre 1981 e 2013, 850 milhões de chineses saíram da pobreza. Estamos diante do maior êxodo econômico da história, ou seja, nunca antes na história da humanidade conseguimos um feito social tão relevante.

Segundo um relatório da International Poverty Reduction Center in China enviado à Organização das Nações Unidas, a China sozinha foi responsável por mais de 75% das conquistas na mitigação da pobreza no planeta. E esse fato se explica no PIB, que entre os anos 80 e os dias atuais, cresceu mais de 50 vezes. A título de comparação, o PIB do Tio Sam (Estados Unidos), cresceu 8 vezes desde os anos 80.

Obviamente, nos anos 80 a China era um país puramente rural, enquanto os EUA já ostentavam a principal posição econômica da história Porém, isso não diminui o avanço chinês, ao contrário. Para o Banco Mundial, por exemplo, a questão já não é mais “será que a China assumirá o papel de maior economia do mundo?”. Mas, “quando será que a China assumirá o papel de maior economia do mundo?”.

Vejamos então alguns dados peculiares sobre o PIB de algumas cidades chinesas, em dólar. Se falarmos de Guangzhou, temos o equivalente ao PIB da Suíça (US$ 524 bilhões) e se falarmos de Nanjing, teremos o equivalente ao PIB da Dinamarca (US$ 272 bilhões). O PIB de Shenzhen equivale ao da da Suécia (US$ 491 bilhões) e o de Suzhou, ao da Áustria (US$ 440 bilhões).

Para terminar, porque não citar Xangai, com seu PIB de US$ 810 bilhões. O mais impressionante é que esse ecossistema de crescimento é forjado em cidades que sozinhas movimentam PIBs equivalentes aos de países desenvolvidos.

As opções para se expor à China

Chegamos então a um ponto importante: como vamos nos expor à economia mais vigorosa da atualidade de forma prática e simples?

Algumas estratégias possíveis são as ADRs (American Depositary Receipts), que seriam os equivalentes aos BDRs (Brazilian Depositary Receipts) dos EUA. Outra maneira é comprar o ETF XINA 11 listado na B3, que segue o índice MSCI China. E fechando, temos a exposição através de BDRs de empresas chinesas na B3, por exemplo, Alibaba (BABA34), Baidu (BIDU34), PetroChina (PTCH34) e Trip.com (CRIP34).

Independentemente da estratégia adotada, uma coisa é certa: ficar de fora da economia que mais cresce na atualidade não parece uma boa estratégia. O mercado chinês tem ainda um potencial de crescimento desconhecido, como dito no inicio desse artigo.

Estamos falando do país que mais produz bilionário e unicórnios, ou seja, se montássemos a seleção das melhores economias do mundo para uma única partida, já teríamos um craque, responsável pelo maior número de gols já registrados na história, seu nome é China.

*Pedro Freitas é professor e engenheiro. Atualmente é analista sênior de tecnologia no Ministério da Economia.

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