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Estudante de direito da UFBA defende monografia no metaverso; esse pode ser primeiro caso

Thamires Figueiredo, a estudante da UFBA que defendeu TCC no metaverso. Foto: Acervo pessoal.

Até onde se sabe, a primeira defesa de monografia do Brasil no metaverso aconteceu na quarta-feira passada (13). Thamires Figueiredo, aluna da graduação em direito da Universidade Federal da Bahia (UFBA), avaliou que se o seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) era sobre “Tutela à Propriedade Intelectual nas Transações de NFTs: Uma Análise Jurídica e Prática”, nada mais alinhado a isso do que ter a banca no metaverso, no caso, o Spacial.

Thamires já foi aprovada no Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) há seis meses. Há cerca de três meses é gerente de produto Pravaler, de financiamento estudantil, onde está há um ano. A plataforma lançou hoje (19) tokens de debêntures com a Vórtx QR Tokenizadora e o Itaú BBA para levantar recursos. A nova advogada não trabalha com blockchain. No entanto, “por trabalhar com tecnologia, queria escrever algo relacionado a isso. E assim fui para NFT e para metaverso”, disse ao Blocknews.

A aprovação com foi nota 10, distinção e indicação para publicação. A nota, afirmou, é importante. Mais ainda é o fato de ter proposto algo novo. “A academia e um espaço para errar”, diz. Assim, se houvesse um desconto pequeno na nota por algum problema no metaverso, Thamires acha que ainda assim valeria a pena. Ao anunciar o feito, Thamires fez questão de lembrar que é mulher e nordestina. Agora, uma checadora está verificando se é mesmo a primeira do Brasil e do mundo.

Para fazer o TCC, Thamires tomou o cuidado de estudar blockchain, NFTs e metaverso e acabou se apaixonando pelo assunto, tanto que gostaria de trabalhar com a tecnologia no futuro. E diz que queria algo que fosse divertido de se escrever, além de um desafio. Além disso, fez testes com amigos na Spacial para ter certeza de que tudo funcionaria na hora da apresentação. “Os testes não deram tão certo, mas no dia foi perfeito”.

Thamires pediu à banca para criar avatars no metaverso

Além disso, pediu à banca que também fizesse entrasse na plataforma um dia antes da apresentação. “Tive a disposição de todos”. Na banca estavam Patricia Peck Pinheiro, especialista em direito digital, assim como Lara Britto e Joao Glicerio de Oliveira Filho, ambos professores da UFBA.

Sugeriu também que criassem seus avatars, como ela mesma fez. No ambiente estão a então aluna, a banca e uma pequena plateia. “Eu estava de terninho, mas disse às pessoas que poderia até colocar cabelo colorido, se quisessem”. Além da banca, recebeu recomendações de profissionais como a advogada Caroline Nunes, fundadora e CEO da InspireIP, que trabalha com NFTs e com propriedade intelectual.

De acordo com Thamires, o metaverso não é algo difícil de lidar, ainda mais porque no seu caso, não houve o uso de óculos de realidade virtual. A dificuldade está na ainda falta de conhecimento sobre o assunto, completa. E para muita gente, o tema ainda é inacessível.

De acordo com o que viu em sua pesquisa, o metaverso já tem riscos comprovados, mas também é cheio de possibilidades. Ao questionar se NFTs são um avanço em relação aos processos atuais como registro de marca, concluiu que um das principais vantagens do uso desses tokens está exatamente no metaverso. “Suponha que uma marca é registrada. Quando entrar no metaverso, como é possível saber que o conteúdo que está lá é dela mesmo? “Com NFTs é possível ‘marcar’ o nome e seus produtos, além de criar benefícios para clientes. Para marcas é maravilhoso no combate à pirataria”, afirma.

Escrevendo sobre esse tema, outros pontos como smart contracts, Web3 e “criações” vinda de inteligência artificial (IA) também surgem no trabalho. Nesse último caso, aborda se a “criação” da IA tem direito a propriedade intelectual. A resposta é não, porque a tecnologia apenas cumpre comandos que alguém colocou ali.

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9 comentários em “Estudante de direito da UFBA defende monografia no metaverso; esse pode ser primeiro caso”

  1. gostaria de entrar em contato com ela para tirar dúvida e também pedir para ler o TCC. Esta coluna poderia enviar o email ? obrigado

  2. Ola eu defendi em 2020!!!! Isso é, 2 anos atras!!!! Minha dissertação sobre producao de cinematic VR, fiz dentro do metaverso, panca examinadora ( usando oculus VR): Banca examinandora: dentro do metaverso! Katia Maciel, Gerson Cunha, Luciano Saramago e Ines Maciel! Defesa de R. Ranzenberger, publico tb dentro do metaverso!!!!!!

  3. Ola eu defendi dentro do metaverso em 2020!!!! Isso é, 2 anos atras!!!! Minha dissertação sobre producao de cinematic VR, fiz dentro do metaverso, banca examinadora (usando oculus VR): Banca examinadora: dentro do metaverso! Katia Maciel, Gerson Cunha, Luciano Saramago e Ines Maciel! Defesa de R. Ranzenberger, publico assistindo tb dentro do metaverso ou em desktop ou com oculus VR!!!!

    1. Boa noite, Ranz, será um prazer saber mais sobre sua defesa! Como dissemos na matéria, foi a primeira até onde soubemos. Tanto que a estudante contratou uma checadora. Obrigada!

  4. A primeira defesa de Dissertação de Mestrado, em universidade federal brasileira, aconteceu de fato, em 2020, na UFRJ, no Programa de Pos-Graduacso em Mídias Criativas – PPGMC – ECO – UFRJ.
    O nome do aluno era Ronaldo Ranzemberger e defendeu Dissertação sobre Realidades Estendidas. Temos registro fotográfico inclusive.

  5. Katia Augusta Maciel

    Não é a primeira defesa em metaverso, pois em 2020, Ronaldo Ranzenberger defendeu sua pesquisa de mestrado no metaverso. Ele fez uma pesquisa sobre Cinematic VR, um guia de produção cinematografica para realidade virtual. A pesquisa foi desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Mídias Criativas da Universidade Federal do Rio de Janeiro e foi orientada por mim. Além disso, em 2021, fizemos a primeira exposição em metaverso de uma Universidade pública brasileira, a exposição METAVERSIDADE toda realizada no metaverso Voexels durante o Festival do Conhecimento da UFRJ.

    1. Katia, sim, já fomos avisados da defesa do Ronaldo. De qualquer forma, observe que a matéria fala em defesa de monografia. E tomamos o cuidado de dizer que até onde se sabe é a primeira – de monografia/TCC- , porque a própria estudante afirmou que contratou uma checadora para verificar se é realmente a primeira. A que você cita é defesa de mestrado, que é, portanto, uma defesa de pós-graduação. Muito obrigada por seu contato. Att. Blocknews.

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