Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Blockchain aumenta em 40% ganhos de minas de ouro em países da Am. Latina e África

A The Neon Project, uma agência de transformação digital, está utilizando blockchain em projetos para ajudar mulheres e crianças imigrantes, acompanhando-as até sua integração, e para aumentar os ganhos de pequenas minas de ouro de países da América Latina e África, ao colocá-las no mercado formal e com menos intermediários. Esse aumento de ganhos é de cerca de 40%.

Entre seus clientes estão o Médico Sem Fronteiras e os projetos estão sendo aplicado em países como Espanha, Bélgica, Estados Unidos, México, Guatemala e Honduras, como reporta o Blockchain Economía.

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reciChain, da Basf no Brasil, é implantado no Canadá para reciclagem de plásticos

Um projeto em blockchain da Basf no Brasil será agora implantado na Basf do Canadá. O reciChain, plataforma em blockchain para reciclagem de resíduos que foi lançado aqui em 2019, será testado na província de British Columbia e se tudo der certo, será expandido para o resto do país.

No Canadá, o reciChain está focado em resíduos plásticos para tentar aumentar o reuso do material nas cadeias de produção.  A coleta e manuseio de plásticos para reciclagem são atividades feitas em boa parte manualmente e ainda pouca gente se dá conta da necessidade de reciclagem.

De acordo com um estudo da Deloitte, que é consultora da Basf no Canadá para esse projeto, os canadenses reciclam menos de 11% das 3,3 milhões de toneladas de plástico descartadas. O objetivo é criar uma economia circular com o reuso.

A plataforma utiliza blockchain com um digital badge (crachá digital) e a tecnologia loop count, que permitem o compartilhamento de informações entre os participantes da rede e melhoram o processo de reciclagem. Devem fazer parte da rede fabricantes, fornecedores, entidades governamentais, varejistas, catadores de lixo e recicladores.

Segundo a Basf, a plataforma permite tokenizar o plástico e por isso gera uma distribuição de valor agregado mais justo ao longo da cadeia para os participantes. Isso beneficia em especial as cooperativas de catadores, no caso do Brasil.

Outra vantagem da plataforma é a emissão de certificados de reciclagem mais seguros pelos recicladores. Isso pode ajudar a gerar mais confiança nos clientes das empresas sobre seus processos industriais. Segundo o presidente da Basf no Canadá, Marcelo Lu, rastreamento é um preocupação das empresas com suas marcas.

É fato que muitas empresas estão se dando conta de que garantir a sustentabilidade de seus negócios e provar isso por blockchain é uma das respostas à crescente pressão de consumidores e reguladores por formas mais sustentáveis de se produzir e descartar produtos.

Acoer cria base de dados do Coronavírus para profissionais de saúde e imprensa

 A Acoer, que desenvolve aplicações em blockchain, vai disponibilizar sua ferramenta de visualização de dados HashLog para que seus clientes das áreas de saúde e jornalistas possam acompanhar a expansão do Coronavírus. A plataforma vai consolidar dados divulgados por diferentes fontes.

A Coronavirus HashLog vai interagir em tempo real com a Hedera Hashgraph, uma rede pública descentralizada fundada e dirigida por um grupo de empresas, dentre elas a brasileira Magalu (Magazine Luiza), IBM, Boeing e a indiana Tata Communications.

Os dados que estarão na plataforma incluem os divulgados pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, em inglês) e da Organização Mundial de Saúde (WHO).

Entre os dados disponíveis estão os casos confirmados, os de morte e cura e as tendências de ciclo da doença.

Os profissionais de saúde, pesquisadores e jornalistas podem pedir acesso à base de dados por meio do email pr@hedera.com.

Iberia lança projeto para empresas compensarem carbono de seus voos com blockchain

A companhia aérea Iberia está apresentado às empresas um projeto para que neutralizem carbono de suas viagens aéreas utilizando blockchain. O projeto será feito com a startup Climate Trade, que oferece uma plataforma nessa tecnologia para compensação de carbono, financiamento de projetos ambientais e investimentos sustentáveis.

O banco BBVA, a empresa de energia Endesa, a loja de departamentos El Corte Inglés e a construtora de navios Navantia serão os primeiros a fazer a compensação, segundo reportou o site espanhol Blocknews Economía, parceiro do Blocknews.

A compensação poderá ser feita apoiando um projeto de reflorestamento no Peru. Com o registro dos créditos em blockchain, evita-se a dupla contabilidade que alguns intermediários de venda de créditos criaram no mercado e fixam-se preços mais justos dos créditos. A Iberia quer ter emissão zero de carbono até 2050.

Dica do final de semana: Eu e o Universo, da Netflix

É para crianças e adolescentes. Então você pode assistir com seus filhos, sobrinhos, filhos dos amigos, sozinho ou sozinha mesmo, porque é divertido. A dica de hoje para o final de semana é a série Eu e o Universo, na Netflix.

A série foi produzida pelo cantor norte-americano de rap Pharrell Williams, mais conhecido como Pharrell, que canta a música Happy, aquela que você certamente já cantou e dançou.

A série é apresentada e protagonizada por adolescentes. Fala de temas diversos como mídias sociais, germes, oceanos, criatividade e… “Supere os pais”.

IBM e Farmer Connect lançam app para rastreamento de café

A IBM e a Farmer Connect, uma organização focada no uso de blockchain para rastreabilidade de produtos agrícolas de pequenos produtores, anunciaram que neste início de ano será lançado o aplicativo móvel “Thank my Farmer” para a indústria do café. A rastreabilidade é testada desde o final de 2019 com alguns participantes da cadeia produtiva.

Com o rastreamento e a facilidade do aplicativo, será possível registrar todo o percurso que o café faz desde o campo até a xícara do consumidor. O próprio consumidor poderá ver de onde vem seu café. A origem do produto é um ponto importante para muitos consumidores na hora de escolher o que vão beber, mas o rastreamento integrado não existe e para complicar, a cadeia do café é longa.

O aplicativo começará a funcionar nos Estados Unidos e Canadá com o café premium da marca 1850, e na Europa com a Beyers 1769, da Beyers Koffie. Depois deve se expandir em outros mercados.

Segundo uma pesquisa divulgada no anúncio do Thank my Farmer, dois terços dos consumidores de 19 a 24 anos preferem café cultivado de forma sustentável e com origem conhecida e responsável. O consumo global é de 500 bilhões de xícaras de café por ano.

O rastreamento do café usa a mesma tecnologia do IBM Food Trust, mas não está inserido nessa rede.

Dinheiro digital pode salvar cavalos de maus tratos

Usar dinheiro solidário digital para salvar cavalos em situação de risco foi uma das soluções propostas no Global Blockchain Challenge, que aconteceu em novembro, na cidade espanhola de Málaga. Cada equipe do desafio deveria indicar uma contribuição para que se atinja um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS), conforme reporta o site espanhol de notícias Blockchain Economía.

A equipe que trabalhou para o ODS15, que trata da proteção, recuperação e promoção do uso sustentável dos ecossistemas, sugeriu o desenvolvimento de uma plataforma de dinheiro solidário, que integraria as doações, ONGs, doadores e oráculos – que fornecem as informações necessárias para execução dos contratos inteligentes em blockchain. Para a prova de conceito (POC), o time usou a Salva un Cavallo, uma ONG que trata cavalos abandonados ou maltratados e busca quem queira adotá-los.

O Challenge aconteceu um dia antes do Convergence – The Global Blockchain Congress, que ocorreu nos dias 12 e 13 de novembro e reuniu especialistas, representantes de governos, empresas e projetos sociais todo o mundo. O Congresso foi patrocinado pela União Europeia e co-patrocinado pela Alastria, associação espanhola de empresas que utilizam blockchain.   

A reportagem completa sobre a POC do Salva un Cavallo está em https://www.blockchaineconomia.es/salva-un-caballo-blockchain/.

Congresso global discutirá o uso da tecnologia blockchain

Começou hoje (11), e vai até a próxima quarta-feira (13) o Convergence – The Global Blockchain Congress, em Málaga (Espanha). O evento vai reunir representantes da comunidade blockchain do mundo todo, incluindo reguladores, decisores de políticas , fornecedores de tecnologia, usuários, ONGs e pesquisadores. Serão cerca de 1,3 mil participantes no que os organizadores esperam que se torne o maior evento global do segmento.

Regulação, padronização, moedas digitais de bancos centrais e uso de criptoativos em projetos sociais são alguns dos temas que serão discutidos.

O Congresso é patrocinado pela Comunidade Européia, que tem um órgão inteiramente dedicado ao assunto – o EU Blockchain Observatory and Forum -, pela Inatba (International Association for Trusted Blockchain Association) e Alastria, instituição espanhola que reúne a comunidade blockchain da Espanha.

Nesta segunda-feira, haverá um desafio entre equipes que terão de apresentar uma solução em blockchain. Cada equipe fará uma solução para um dos 17 Objetivos do Desenvolvimento da ONU. Elas terão 10 horas para isso. Serão equipes multidisciplinares.

Na quarta-feira, um dos painéis discutirá a digitalização e interoperabilidade nos países da América Latina. A diretora de conteúdo da Blocknews, Claudia Mancini, será a mediadora do debate.