Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Bancos dos EUA podem oferecer custódia e outros serviços para criptomoedas, diz regulador

As criptomoedas conseguiram mais uma abertura num dos maiores mercados financeiros do mundo. O Escritório do Controlador da Moeda dos Estados Unidos (OCC, na sigla em inglês) confirmou que os bancos nacionais e as associações federais de poupança (FSAs) podem fazer custódia de criptomoedas para seus clientes.

Isso inclui tanto a guarda de chaves criptográficas únicas associadas às criptomoedas, como outros serviços bancários já permitidos para clientes que cumprem as leis. A ressalva é que gerenciem os riscos e ajam de acordo com a legislação.

A confirmação está numa carta que o OCC divulgou e que responde ao questionamento de uma instituição financeira, cujo nome não foi revelado.

De passinho em passinho, o mundo das criptos vai avançando no setor financeiro dos Estados Unidos. Recentemente, o JP Morgan aceitou as bolsas dessa moedas digitais Coinbase e Gemini como clientes.

Só para dar um outro exemplo, a Securities and Exchange Commission (SEC), a CVM brasileira, aprovou em dezembro passado um fundo de futuros de bitcoin do Grupo de Investimentos Digitais de Nova York (NYDIG).

Alinhados à era digital

“Entendemos que há uma demanda crescente por locais seguros, como bancos, para se manter as chaves criptográficas únicas associadas a criptomoedas em nome de clientes e para prover serviços de custódia relacionados a elas”, disse o OCC. A custódia é feita em carteiras digitais.

Para o OCC, em primeiro lugar, isso se deve ao fato de a chave ser irrecuperável, e se for perdida, pode gerar grandes perdas. Em segundo lugar, os bancos podem oferecer serviços de custódia mais seguros na comparação com outras opções. Além disso, alguns consultores de investimentos podem querer gerenciar criptos em nome de seus clientes e podem querer usar bancos nacionais como custodiantes.

“Serviços de guarda estão entre os mais fundamentais e básicos oferecidos pelos bancos. Os clientes tradicionalmente usavam depósitos especiais e cofres para guardarem uma variedade de objetivos, como documentos valiosos, moedas raras e jóias. Como o setor bancário entrou na era digital, o OCC reconheceu a permissibilidade de atividades eletrônicas de guarda. Especificamente, o OCC concluiu que um banco nacional pode ser um agente depositário de chaves criptografadas de certificados digitais, o que é equivalente à guarda física, porém utiliza tecnologia eletrônica adequada para a natureza digital do bem a ser mantido seguro”, diz o documento.

Além disso, a autoridade concluiu que os bancos podem oferecer a guarda e recuperação, na internet, de documentos e arquivos com dados pessoais ou confidenciais de transações e de negócios. Isso porque são a expressão eletrônica da guarda tradicional feita pelos bancos.

CEO da R3 cria nova empresa em blockchain, desta vez para bond no mercado secundário

O CEO da R3, uma das mais conhecidas provedoras de plataforma blockchain – a Corda -, lançou mais uma empresa que usa a tecnologia. David Rutter anunciou a LedgerEdge, que criará uma plataforma e um ecossistema para transações de bonds (títulos) de empresas no mercado secundário.

A ideia é aumenar a liquidez desse mercado, que hoje é de U$ 59 bilhões ao dia, sendo que apenas um terço disso é feito de forma eletrônica, segundo Rutter.

Esse mercado está crescendo e está maduro para uma evolução, mas as plataformas que existem não atendem esse objetivo, disse o executivo. Seundo ele, a plataforma será criada junto com a indústria de bonds para resolver problemas como locação e liquidez e problemas de propriedade de dados “de uma vez por todas”.

Rutter, além de fundar a R3, já criou a LiquidityEdge, empresa focada em títulos de governo. A empresa foi vendida por US$ 150 milhões par a MarketAxess. A experiência do executivo tem sido em transações do mercado financeiro.

Expansão da economia digital ainda não está refletida em preços de ações, diz AXA

O crescimento no setor de robótica, de carros elétricos e autônomos e de outras novas tecnologias ainda não está refletido no potencial de retorno financeiro que está para acontecer, disse Rafael Tovar, diretor de distribuição offshore dos EUA na AXA, durante painel sobre transformação digital na ExpertXP, na manhã desta terça-feira (14).

A sugestão leva em conta diversos fatores, entre eles a estimativa da Cisco de que haverá 300 bilhões de dispositivos com Internet das Coisas (IoT) em 2030. Quando fez a previsão, em 2018, o número para 2020 era de 50 bilhões.

A AXA Investment Managers tem cerca de US$ 900 bilhões em ativos sob gestão, incluindo fundos de ações com foco em economia digital e robótica. No Brasil, passou a oferecer produtos por meio digital, com a XP Investimentos.

O objetivo é replicar a jornada de compra online, que ganhou muito mais força com o distanciamento social provocado pela Covid-19, disse Tovar. Nas mídias sociais, afirmou, é muito mais efetivo ligar o consumidor a produto por meio de um anúncio, do que num comercial durante um jogo de futebol. O motivo é que nas mídias sociais os anunciantes “sabem tudo de vocês”.

Bancos dizem que vão acelerar parcerias com startups para inovação

A pandemia do Covid-19 deve acelerar a busca dos bancos incumbentes por parceiros como startups, incubadoras e instituições de pesquisa, para responderem aos desafios crescentes de inovação.

A demanda digital criada pelo distanciamento social acabou sendo mais um fator de pressão por inovação, numa lista que já tinha, por exemplo, a entrada em vigor do PIX, em novembro, e do open banking.  

“Com o PIX, o open banking e a pandemia, os clientes serão ainda mais digitais. Por isso, vamos intensificar parcerias com startups”, disse Darlan Costa, superintendente nacional digital da Caixa Econômica Federal (CEF), no painel “O novo relacionamento entre incumbentes, bancos nativos digitais e fintechs” do CIAB 2020.

O CIAB, evento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), está sendo transmitido pelos meios digitais devido ao distanciamento social.

Walkiria Schirrmeister Marchetti, diretora-executiva do Bradesco, disse que uma das ações do banco em parcerias nos últimos tempos foi com o Porto Digital, parque tecnológico em Recife. E isso vai continuar.  

Inovação no puff

Segundo Guilherme Horn, diretor de Estratégia e Inovação do Banco BV, há alguns anos, acreditava-se que inovação vinha de mentes brilhantes fechadas em salas isoladas e que a ideia tinha muito valor, por isso, quem tinha uma, não contava para ninguém. “Isso caiu por terra”, afirmou.

O executivo lembra que pesquisas mostram que a inovação não vem de pessoas normais, que a diversidade é muito importante e que a execução tem mais valor do que a ideia. “A questão é a execução”, completou.

Para ele, num processo de inovação há tem 3 elementos essenciais: diversidade de pessoas, geração de quantidade de ideias para divergir e depois convergir, e fluxo de ideias, “em que o que funciona é a criação desestruturada, aquela conversa na sala com puffs coloridos, nos corredores. A reunião tradicional se torna burocrática e pouco produtiva”.

Inovação por vídeo

O BV tem um laboratório com quase 50 engenheiros gerando inovação, um ambiente desestruturado, segundo Horn. Mas a pandemia afetou a interação, que agora é por vídeo, o que não tem o mesmo resultado.

“Estamos promovendo encontros desestruturados e informais para tentar resgatar isso. Temos feito experiências que têm dado resultados interessantes, mas nada substitui o contato físico”, disse ele.

Com um negócio estruturado em plataforma digital, o Banco Inter registrou um resultado positivo com o distanciamento social. De acordo com Alexandre Riccio, vice-presidente do banco Inter, não basta ser digital.

O banco oferece seis linhas de produtos e serviços, incluindo abertura de conta remotamente e marketplace, o que facilita a atração de clientes. Mas ele diz que ser gratuito, num momento de crise econômica, tem apelo ainda maior

Na starturp QueroQuitar, que permite a renegociação online de dívidas, neste período de pandemia foram fechados 6 novos contratos cm empresas de cobrança. Com isso, passou de 2 milhões para 40 milhões os CPFs para trabalhar, afirmou Marc Lahoud, fundador e CEO da empresa.

A questão é que enquanto essas empresas tinham dificuldade de operar seus call centers, com o distanciamento social, a startup virou a chave para home office em três dias. “Temos 25 pessoas q fazem o trabalho de mil pessoas num call center tradicional”.

Grupo que inclui Ripple e Brave lança ID para pagamentos globais

Um grupo que de mais de 40 empresas e organizações sem fins lucrativos globais, dentre elas a Ripple, a GoPay, a Blockchain.com, a BitPay e a Brave, lançou na semana passada, uma ID de pagamentos para transferência de dinheiro globalmente.

O PayID pode ser usado em qualquer rede de pagamentos e em qualquer moeda. Na entrevista a seguir ao Blocknews, Luiz Antônio Sacco, diretor-geral da Ripple para América Latina, dá detalhes sobre o serviço.

BN: O PayID funciona no Brasil? E só vale para a rede Ripple e outras empresas que lançaram o ID?

LAS: O PayID é um ID universal para pagamentos que funciona em qualquer lugar e foi criado para qualquer empresa ou indivíduo que envie ou receba dinheiro. Ele trabalha com qualquer rede ou sistema de pagamento e não é necessário ser cliente da Ripple para operá-la ou adotá-la. O Ripple é apenas uma das empresas que adotam o PayID.

LAS: Haverá empresas daqui entrando nesse grupo?

LAS: O PayID foi lançado em parceria com mais de 40 empresas e organizações sem fins lucrativos, alcançando mais de 100 milhões de consumidores em todo o mundo, para mudar a maneira como o dinheiro é enviado hoje.Esperamos ver mais empresas adotando PayID aq Como sabemos, o país possui uma atividade dinâmica no setor de serviços financeiros, além de ser um dos mercados mais relevantes, com centenas de fintechs.

BN: De que forma o ID “conversa” ou será parte do PIX e do Open Banking?

LAS: O PayID funciona como uma identidade para facilitar os pagamentos. PIX e Open Banking são infraestruturas. É totalmente possível integrar o PayID a essas infraestruturas, bem como a plataformas de pagamento, bancos e carteiras criptográficas existentes.

BN: O serviço precisa de autorização para operar no Brasil?  

LAS: Não é necessário. É importante destacar que o PayID não é uma rede de pagamentos ou um tipo de acordo de pagamentos, mas uma nova maneira de identificá-los para simplificar seu uso pelos provedores desses serviços. Cada empresa que adota o PayID mantém o controle total do nome de domínio do PayID e das informações do cliente e pode implantar um servidor com confiança, protegendo a privacidade e a segurança do cliente.

BN: Todas as empresas que fazem parte do grupo que lançou o serviço são de criptomoedas ou blockchain?

LAS: Não, o PayID é aberto a qualquer empresa que processe pagamentos e transações financeiras que esteja interessada em adotá-lo e não se limita apenas àquelas que usam a tecnologia blockchain ou criptomoeda. De fato, a Open Payments Coalition, do qual o grupo faz parte, abrange os setores de tecnologia, serviços financeiros e organizações sem fins lucrativos para lançar o PayID. E esperamos tocar em mais setores à medida que ele se torne mais amplamente adotado em todo o mundo.


BN: De que forma o ID torna os pagamentos mais rápidos? E quanto mais rápidos?

LAS: Nos velhos tempos da internet, cada rede de e-mail operava de maneira isolada. Isso trouxe desafios de interoperabilidade, que foram bastante simplificados quando um novo padrão foi implementado, permitindo que os usuários do Gmail enviassem e-mails sem problemas para os usuários Microsoft, por exemplo. A proposta de valor do PayID é a mesma para pagamentos: facilitar a interoperabilidade de diferentes sistemas com a adoção de um ID universal.


BN: Qual é o custo de entrada no grupo e o custo de envio de pagamentos?

LAS: O PayID é um padrão gratuito e aberto que qualquer empresa pode usar sem nenhum custo. Como é de código aberto, qualquer empresa pode implementar a tecnologia a qualquer momento.


BN: Em quais redes fechadas o PayID poderá ser usado?

LAS: Existem centenas de redes e plataformas de pagamento, mas os serviços são isolados. Por exemplo, os usuários do PayPal não podem enviar dinheiro para um cliente PicPay, limitando os pagamentos aos usuários em uma única rede. Para impedir que os pagamentos se tornem mais isolados e fragmentados, o setor precisa de uma rede de pagamentos aberta que funcione para todos. O PayID tem o potencial de conectar centenas de redes de pagamento em todo o mundo, só precisa de mais empresas para adotá-lo.

BN: Esse serviço é similar ao de pagamentos do Whatsapp, ou poderá ser usado nele?

LAS: Não. O serviço de pagamentos do WhatsApp é outro exemplo de rede de pagamentos fechada. Embora tenha uma grande base de usuários, possui um grande alcance. No entanto, os pagamentos são limitados a outros usuários na rede do WhatsApp. O PayID é um novo identificador de pagamentos que pode ser usado ou implementado em qualquer rede, inclusive no WhatsApp.

BN: Essa é a primeira rede aberta de pagamentos do mundo? Ou é um passo para se criar uma?

LAS: Soluções semelhantes já existem, mas não são abrangentes às necessidades de todos os usuários nas redes. Hoje, a maioria dos players atualmente serve como um único espaço para nome que funciona apenas em um produto ou empresa. O PayID preencherá essas lacunas usando os padrões de protocolo aberto existentes, como HTTP e DNS, de uma maneira universal e não proprietária.

Facebook repete falha com Libra e faz BC e Cade suspenderem pagamento por WhatsApp

Numa situação que lembra a do anúncio da moeda Libra, do Facebook, o Banco Central determinou, hoje (23), que Visa e Mastercard suspendam o uso do sistema de pagamentos e transferências via WhatsApp, anunciado na segunda-feira passada (15). O motivo: o serviço precisa de autorização para funcionar.

Na sequência, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) impôs uma medida cautelar para evitar que o Facebook e a Cielo lancem o sistema de pagamentos pelo WhatsApp.

O Cade disse que vai avaliar os impactos do acordo na concorrência do setor, até porque, não havia indícios de que em algum momento as empresas pediriam autorização para operá-lo.

O Facebook, dono do WhatsApp, sofreu revés semelhante quando anunciou a Libra. Após fazer barulho com um novo e disruptivo serviço, teve de dar vários passos para trás para negociar e acalmar os reguladores de Estados Unidos e União Europeia.

Naquele caso, os reguladores dizem o mesmo: é preciso autorização para funcionamento da Libra e é preciso ver o quanto isso pode abalar o sistema tradicional de pagamentos. A Associação Libra, um grupo de empresas do projeto inclusive o Face, diz que não vai operar onde não houver regulação.

Ignorando esse fato, o Face e seus parceiros, Cielo inclusive, seguiram em frente com o plano no Brasil. O país seria o primeiro a ter o serviço do WhatsApp.

Segundo o Cade, “o WhatsApp tem uma base de milhões de usuários no Brasil que pode garantir “um poder de mercado significante”. Além disso, “a Cielo possui elevada participação no mercado nacional de credenciamento de captura de transações”. Replicar esse modelo seria difícil para os concorrentes, disse o Cade.

Tempo de emissão de título por blockchain nos EUA cai de 12 dias para 40 minutos

Uma emissão de títulos lastreados em ativos realizada em apenas 40 minutos, ao invés de 12 dias. Esse foi o ganho de tempo de uma emissão feita numa prova de conceito (PoC) numa rede de registro distribuido (DLT) por cinco das maiores instituições financeiras do mundo.

A informação foi dada ao Blocknews pela Symbiont, cuja rede foi utilizada na operação. Segundo o CEO da empresa, Mark Smith, a expectativa é de uma emissão no final do ano. “Estamos perto de fazer uma mudança fundamental no mercado de capitais”, afirmou.

A operação foi realizada há alguns dias pela Vanguard, uma das maiores empresas de gerenciamento de investimentos dos Estados Unidos, com o Citi, Bank of New York Mellon e State Street, os três maiores bancos custodiantes do planeta, além de um grande emissor dos chamados ABS corporativos, cujo nome não foi revelado.

“O melhor de tudo é que os smart contracts são capazes de detectar instantaneamente dados errados colocados na rede, prevenindo uma situação que causaria dores de cabeça e um vai e vem no back office”, disse ao Blocknews o porta-voz da Symbiont.

Tradicional x blockchain

Essa primeira transação espelhou exatamente a emissão de um bond (do tipo 144a, emitido nos EUA) no mercado tradicional. Mas a próxima será totalment originada na blockchain.

Segundo a Symbiont, a transação foi como a emissão de um título no primeiro quadrimestre, permitindo a todos os principais envolvidos, incluindo emissor, agente de transferência, custodiantes e investidores primários, a executar suas funções tradicionais.

Mas tudo isso foi feito numa fração de tempo em relação ao normal, porque os processos são simplificados por todos os participantes que compartilham a mesma fonte de verdade. Além disso, são automatizados pelos smart contracts (contratos inteligentes) em blockchain, disse a Symbiont.

“Um exemplo disso é que uma vez que o emissor aprova uma alocação para um investidor, o que é parcialmente automatizada pelos contratos inteligentes, o registro de propriedade é instantaneamente refletido na blockchain”, diz a empresa.

Agilidade e menos custos

Isso permite que o agente de transferência saiba quem tem a propriedade a emissão apenas olhando a informação na blockchain. Enquanto isso, o banco, sendo o custodiante na rede, faz a custódia sem precisar interagir com uma central de depósitos de títulos.

O título não é registrado em órgãos de depósito, mas continua cumprindo as normas exigidas pelo regulador. “Portanto, mantém o marco regulatório e ao mesmo tempo traz ganhos significativos de custos, velocidade e eficiência”, diz a Symbiont.

Com o uso da DLT, foi possível automatizar fluxos complexos de aprovação de todos os participantes da emissão. Com o que a Symbiont chama de “única fonte da verdade”, é desnecessário haver confirmações e reconciliações que atrasam os processos.

Além disso, manter os livros oficiais do título e registros na blockchain evita disputas nas transferências de propriedade e abre a porta para a emissão direta de ativos de um emissor para o investidor. Isso evita que o segurador tenha de usar um capital para uma pré-compra do emissor.

A Symbiont e a Vanguard estão trabalhando em blockchain desde dezembro de 2017. No ano passado, entrou em operação o uso da plataforma da Symbiont para o gerenciamento de dados de fundos avaliados em US$ 1,3 trilhões.

Com isso, índices de dados são transferidos de forma instantânea entre os provedores dos índices e o mercado a partir de uma base descentralizada, o que aumenta a transparência e reduz custos. .

Rendimento é o primeiro banco a adotar serviço de nuvem da Ripple

O Rendimento é o primeiro banco a usar RippleNet Cloud, rede de pagamentos baseada na nuvem. Desde 2019, o banco utiliza o serviço de mensageria RippleNet.

Como o banco brasileiro, cerca de 20 instituições financeiras estão usando o serviço de nuvem da empresa de mensageria de transações por blockchain.

Segundo Luiz Antônio Sacco, diretor geral da Ripple na América Latina, ao usar a nuvem da empresa, o Rendimento ganha agilidade nas transações de envios de remessas.

“As instituições que fazem parte da RippleNet Cloud se conectam a um único conjunto de APIs para todas as suas conexões RippleNet, o que facilita a interoperabilidade”, disse o o executivo ao Blocknews.

Segundo a Ripple, entre as instituições que usam a nuvem estão a Pontual/Usend, Azimo e iRemit. No RippleNet, a empresa tem mais de 300 clientes.

China emite primeiras notas promissórias em blockchain

O China Zheshang Bank (CZB) emitiu o primeiro commercial, notas promissórias de título de dívida de curto prazo, usando blockchain. A emissão foi de U$16,93 billion (120 bilhões de yuans) e é um projeto piloto da associação chinesa dos investidores institucionais, a NAFMII.

O título é do tipo que, em geral, tem período de 3 a 9 meses e é usado por empresas pequenas e médias empresas para cobrir suas necessidades financeiras no curto prazo. Socorrer essas empresas tem sido bastante necessário com a crise econômica causada pela pandemia do Covid-19.

No caso do “Lianxin 2020 Lianjie First Phase Asset-backed Commercial Paper,” o título é de 6 meses e poderá ser prorrogado. O título é de nove empresas públicas e privadas de setores como químico e cidades inteligentes. Não foi informado o que será feito com os recursos levantados.

Plataforma financeira

O banco não informou qual plataforma de blockchain está sendo utilizada. O que se sabe é que blockchain é a base para a plataforma de recebíveis financeiros, que tem 4 mil dos clientes pessoa jurídica do banco e que emitirão 100 mil recebíveis.

A China continua sendo um dos países que mais anunciam iniciativas em blockchain. São ações do governo central, das províncias e empresas, o que está em linha com o plano do presidente Xi Jinping de tornar o país uma referência em blockchain no mundo.

Supevisor dos bancos dos EUA abre consulta sobre criptoativos

O Escritório do Controlador da Moeda dos Estados Unidos (OCC) abriu uma consulta pública para saber os bancos do país poderiam operar criptoativos e criptomoedas e se faria sentido usarem a tecnologia de registro distribuida (DLT).

A ideia é criar um ambiente mais aberto ao uso de tecnologias e de inovação, uma das funções do OCC.

Outros pontos perguntados incluem se as regras atuais emperram a inovação e se há atividades digitais ainda não cobertas pelas regras.

O Escritório administra o sistema bancário do país, o que inclui quase 1,2 mil bancos, associações de poupança e agências de bancos estrangeiros responsáveis por cerca de 70% dos negócios bancários do país.