Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

iFood e Evino vão aceitar bitcoin em parceria com Bitfy

O Bitfy, app de uma carteira digital de criptomoedas, fechou parceria com o aplicativo de entregas iFood e o mercado online de vinhos Evino, para pagamento desses serviços com bitcoin.

No iFood, o aplicativo converte criptomoedas em saldos na carteira no serviço de entregas por meio do cartão digital iFood Card. Não há mais detalhes sobre as transações com a Evino.

As parcerias incluem desconto de 4% para usuários do iFood e de 6% para os da Evino.

Digitalks 2020 vai discutir tokens, DeFi, regulação e blockchain em energia limpa

A 11ª edição do Digitalks Expo começa na próxima quarta-feira (26) e vai até a sexta-feira (28), com mais de 100 palestrantes e 12 trilhas de conteúdos. Das 12 trilhas, uma será foca em blockchain e outra em criptoativos. O evento já tem mais de 15 mil inscritos.

Por conta da pandemia do Covid-19, o principal evento sobre economia digital do país também será totalmente online e gratuito. Isso inclui as salas de networking e negócios.

O Blocknews é mídia parceira do evento.

Além de blockchain e criptoativos, algumas das outras trilhas do evento são tecnologia, inovação, transformação digital, gestão e pessoas, marketing digital, negócios e empreendedorismo.

Os debates sobre blockchain incluem temas como energia limpa e uso da tecnologia em processos de transformação digital.

Tokens DeFi e CVM

Entre os temas da trilha sobre criptoativos estão os de ativos digitais como tokens, os DeFi (aplicações para operações financeiras), fundos de criptos e regulação, que terá como palestrante Isac Costa, analista de mercado de capitais da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

As inscrições são feitas no site do evento.

Tanto o uso da tecnologia blockchain, quanto das criptomoedas, tem crescido no Brasil. De acordo com projeções do Gartner Group, até 2025, o mercado de blockchain deverá chegar ao patamar de US$ 176 bilhões, ultrapassando US$ 3,1 trilhões em 2030.


CoinBene é proibida de oferecer contratos para clientes no Brasil

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) determinou a suspensão imediata de oferta de todas as ofertas públicas de valores mobiliários pela CoinBene. Segundo a autarquia, a CoinBene, nome fantasia da CB Brasil Serviços Digitais Ltda. e seu responsável, Chenmin Gao, estão captando clientes “com oferta pública de instrumentos financeiros com características de contratos derivativos”.

A CoinBene não tem autorização para captar clientes no Brasil, pois não faz parte do sistema de distribuição, disse a CVM. Caso não acate a suspensão, a CoinBene será multada em R$ 1 mil ao dia.

Mais sobre a CVM:

Webinar da CVM discutirá sandbox regulatório de outros países

Reino Unido autoriza sua primeira bolsa de tokens de ativos securitizados

Archax, uma bolsa para negociação de tokens, se tornou a primeira bolsa e custódia regulada de ativos digitais securitizados do Reino Unido, que opera, portanto, com blockchain. A Financial Conduct Authority (FCA), o regulador do Reino Unido, autorizou a negociação em mercado secundário de ativos de todo o mundo.

A empresa é formada por executivos que vieram do mercado financeiro tradicional, como seu CEO, Graham Rodford, que tem quase 20 anos no setor. Antes de fundar a Archax, ele trabalhou num fundo de hedge e HSBC e em operações de criptoativos.

A empresa também é a primeira a receber o registro de criptoativos da FCA portanto, está alinhada ao Virtual Asset Service Provider (Fornecedor de Serviços de Ativos Virtuais, VASP em ingles), um registro que faz parte das regras anti-lavagem de dinheiro.

A tokenização de ativos é visto como uma das novas fronteiras do mundo cripto, com potencial para crescer muito nos próximos anos. No Brasil, o Mercado Bitcoin tem negociado tokens de cotas de consórcio e precatórios, por exemplo. Outras possibilidades que a Archax poderá explorar são os ativos securitizados lastreados em dívidas e fundos.

Kira, startup que criou aplicação inédita de DeFi, recebe investimento de private equity e VC

A Kira, que desenvolve softwares para operações financeiras descentralizadas (DeFi), anunciou hoje (19) que há 15 dias concluiu uma rodada de investimento seed com recursos do private equity Ascensive Asset Management e do Alphabit Fund.

Na semana passada, a empresa fechou uma rodada privada de US$ 2,2 milhões liderada pelo BTC12 Capital, com suporte da TRG CapitalNGC Ventures e Origin Capital, para a qual houve excesso de demanda. Os investidores que ficaram na lista de espera foram convidados a participar de próxima rodada, planejada para o último trimestre de 2020.

Todos esses investidores estão apostando num mercado que cresce rapidamente e numa empresa que diz ter uma solução única para escalar as operações de DeFi.

Segundo a site DeFi Pulse, nesta manhã há U$6,32 billion (cerca de 34,8 bilhões) alocados em DeFi. Há apenas 3 meses, o valor era de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,5 bilhões). O lançamento do protocolo Compound e ganhos com farming explicam boa parte desse crescimento.

No entanto, também é preciso considerar que calcular com precisão os valores de DeFi é tarefa árdua e ninguém parece ter achado uma fórmula confiável até hoje. Os valores podem estar muito inflados por conta do tipo de operação que se faz em DeFi, em que uma mesma quantia pode estar alocada em diferentes plataformas ao mesmo tempo. Há quem diga que o valor real é cerca de metade do que o DeFi Pulse diz. Ainda assim, são em torno de US$ 3 bilhões (perto de R$ 16,5 bilhões).

Validar e negociar ao mesmo tempo

O grande diferencial da empresa está no fato de que seu protocolo de intercâmbio interno de (IXP na sigla em inglês) permitirá que sua aplicação DeFi seja a primeira a permitir que os usuário validem e negociem um ativo ao mesmo tempo.

A empresa está criando uma solução realmente descentralizada que permite escalar o acesso ao mercado e isso vai revolucionar o DeFI, disse Roger Lim, sócio-fundador da NGC Ventures.

A Kira afirma que está criando um ecosistema DeFi full stack e deve fazer o primeiro teste da rede blockchain nos próximos 3 meses, disse o CTO da empresa, Mateusz Grzelak.

A Kira Core usa infraestrutura da Tendermint e da Cosmos SDK. A empresa criou uma prova de consenso, chamada de Multi-Bonded Proof of Stake (MBPoS), que permite a geração de receita com a validação de criptoativos e moedas digitais fiat e, ao mesmo tempo, mantém a liquidez através de derivativos. Além disso, permite o uso do ativo digital em diferentes redes ou aplicações DeFis blockchain interconectadas ao mesmo tempo.

Bitcoin tem sua primeira transação extraterrestre feita por meio da estação espacial internacional

SpaceChain, empresa de criptos do Reino Unido que tem a cabeça no espaço – literalmente -, anunciou hoje que conseguiu fazer a primeira transação extraterrestre com bitcoin. A operação aconteceu usando um hardware instalado na Estação Espacial Internacional (ISS), com múltiplas assinaturas, ou seja, usando várias chaves de segurança.

A operação de 0,0099 BTC (hoje cerca de R$ 500,00) foi iniciada no dia 26 de junho por Jeff Garzik, co-fundador e CTO da SpaceChain. O que ele tem na cabeça é construir a primeira rede de satélites de código aberto baseada em blockchain, para viabilizar transações financeiras no espaço.

Para essa primeira transação, houve suporte de uma infraestrutura na Terra. O dado criptografado foi transmitido por meio de uma estação aqui para a ISS, que tem uma chave de segurança para verificar a operação.

Hardware viajou com SpaceX Falcon 9

A empresa britânica tem apoio da Agência Espacial Europeia (ESA). Em dezembro do ano passado, anunciou que estava enviando o hardware para transações no espaço na viagem do foguete SpaceX Falcon 9, que levou suprimentos à estação internacional.

Para quem duvida da transação, o recibo foi divulgado e está disponível no btc.com.

O computador usado foi projetado pela GomSpace, empresa dinamarquesa de sistemas espaciais. A Nanoracks, que desenvolve soluções para estações espaciais, também participou do projeto.

Uso em massa de blockchain

“À medida em que identificarmos mais casos de uso de blockchain em redes de satélite, esperamos estimular o uso em massa da tecnologia”, disse Garzik.

Para o CEO da GomSpace, Niels Buus, a operação feita pela SpaceChain é um incentivo para o uso de sistemas e serviços espaciais de forma comercial.

Empresas da ABCripto criam código de conduta para se diferenciarem para clientes e reguladores

A Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto) lançou, hoje (13), o Código de Autorregulação para o setor de criptomoedas. O objetivo é estabelecer um ambiente com maior compliance, aumentando a segurança jurídica e preenchendo uma lacuna regulatória, segundo o diretor-executivo da ABCripto, Safiri Felix.

Com os 3 documentos do código, que cobre transações de criptos, lavagem de dinheiro e financiamento a terrorismo, as empresas tentam cobrir a falta de determinadas regras e leis, se antecipam a futuras regras e, portanto, se posicionam de forma a chamar a atenção de reguladores e legisladores para que sejam chamadas a participar da discussão de futuras regulamentações. O código é aplicável a empresas que fazem custódia, intermediação e corretagem de criptoativos.

“O código mostra aos reguladores e usuários que sabemos o que estamos fazendo, que sabemos lidar com criptomoedas e organizar um processo que protege os stakeholder. Isso é muito relevante para termos a confiança do regulador e do legisladores quando pensarem em regular o setor. Mostramos que conseguimos nos organizar e falar como ecossistema”. disse Reinaldo Rabelo, CEO do Mercado Bitcoin.

De olho no crescimento do mercado

Além de mostrar que atuam de forma correta e que querem ser ouvidas pelos reguladores, as signatárias dos documentos tentam diminuir a aversão às criptomoedas como investimentos por conta de atividades criminosas. O segmento de criptomoedas sofre com problemas como pirâmides, o que criou muita aversão entre potenciais investidores. No final, pretende-se fazer esse mercado no Brasil.

A AbCripto reúne BitBlue, BitPreço, Foxbit, Mercado Bitcoin, NovaDax e Ripio, que respondem por 80% das transações com criptomoedas no país.

O código foi assinado usando solução blockchain da GrowthTech, desenvolve aplicativos para para o setor imobiliário. Estima-se que o segmento de criptoativos movimente R$ 100 bilhões em 2020 no país.

Plataforma de engajamento de fãs recebe investimento de jogadores da NBA

 A Dapper Labs, uma empresa de engajamento de fãs que usa plataforma blockchain para criar e vender tokens, recebeu um aporte de US$ 12 milhões de um grupo de investidores que inclui os jogadores da NBA Andre Iguodala (Miami Heat), Spencer Dinwiddie e Garrett Temple (od os dois do Brooklyn Nets), JaVale McGee (Los Angeles Lakers), e Aaron Gordon (Orlando Magic).

Segundo a empresa, o dinheiro será usado para ampliar projetos que envolvam fãs da NBA e de outras marcas, como UFC e Warner Music. Sua plataforma, a Flow, pode rodar tokens com animação 3DI.

É nela que roda em teste o seu principal produto, o NBA Top Shot, que já vendeu o equivalente a US$ 1,2 milhão (cerca de R$ 3,6 milhões) em tokens colecionáveis de momentos históricos de jogos da liga.

A plataforma do NBA Top Shot tem mais de 13 mil pessoas na fila de espera hoje para comprar os cartões digitais, que são multimídia e fornecem informações sobre o momento que representam. Nos dois meses de teste, 900 fizeram compras.

Além dos jogadores, investiram na plataforma Coinbase Ventures, Distributed Global, Valor Capital Group, A.Capital, BlockTower Capital, Blockchange Ventures, EONXI Ventures, Reed Company, Greenfield One, North Island Ventures, Republic Labs, L1 Digital AG and Pirata Capital. A Samsung NEXT e a Andreessen Horowitz, da Associação Libra, já eram investidores.

Ministério da Economia vai discutir uso de criptos para lavagem de dinheiro

A Coordenação-Geral de Investigação e Inteligência da Corregedoria do Ministério da Economia vai discutir o uso de criptomoedas para lavagem de dinheiro, num webinário que acontece nesta quinta-feira (5). As inscrições devem ser feitas até 18h desta segunda-feira (3), mas apenas para quem pertence a órgão convidados.

A segunda edição do webinar “Lavagem de Dinheiro via Criptoativos” vai discutir regulação, questões legais de apreensões, investigações e ferramentas para investigações em blockchain e criptomoedas.

Os panelistas incluem procuradores, promotores de justiça e representantes da Polícia Federal e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Ethereum faz 5 anos com lista respeitável de empresas como usuários

Das mãos, ou melhor, da mente de um rapaz de 19 anos, saiu uma das mais conhecidas plataformas blockchain do mundo e que ontem (30) completou 5 anos. Vitalik Buterin, russo-canadense, já era um apaixonado por bitcoin, quando lançou um whitepaper para uma nova solução descentralizada. Isso foi em 2013. Em 2014, ganhou uma bolsa e se dedicou só a isso. E em 2015, com outros parceiros, implantou a Ethereum.

Com suas características que resolvem diversos problemas para as empresas, como os smart contracts (contratos inteligentes), e aceita aplicativos financeiros (decentralized finance, os DeFis), a plataforma ganhou empresas como usuárias, além de usuários da sua cripto Ether.

Segundo um artigo da Consensys, empresas de soluções blockchain de Joseph Lubin, um dos fundadores da Ethereum, a lista de empresas que usam blockchain inclui 32 das que estão na Forbes Blockchain 50, um agregado de quem tem receita de pelo menos U$1 bilhão ao ano ou é avaliada em mais de US$ 1 bilhão.

A lista de usuários tem de tudo, de bancos a empresas do agronegócio. A Depository Trust & Clearing Corporation, que processa transações avaliadas em cerca de US$2 quadrilhões ao ano (algo como a bagatela de R$ 12 quadrilhões) também anunciou que vai testar um protótipo testar um protótipo com Ethereum para gerenciamento de ativos, diz a Consensys.

Numa live para falar do aniversário, Ken Seiff, que investiu na ideia que nem todo mundo acreditava, disse que neste ano a plataforma ganhou uma segunda vida.

O motivo é o boom dos DeFis, que permitem, por exemplo, empréstimos em cirptomoedas. Há um valor equivalente a bilhões de dólares de criptomoedas em produtos financeiros baseados na Ethereum, completou.

A rede também está conseguindo se sair bem na disputa entre sua moeda Ether e Bitcoin. Na semana passada, a Ethereum superou a Bitcoin como plataforma com mais valor de transações por dia. Isso inclui de Ether (ETH) e tokens.

Nada mal para algo que começou desacreditado por muito gente.