Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Hub de inovação em turismo acredita que desafio de startups ajuda a digitalizar o setor

O Wakalua, primeiro hub global de inovação em turismo, escolheu o Brasil para apoiar o 1º Desafio Brasileiro de Inovação em Turismo, que está sendo feito com o ministério do Turismo e que tem um projeto de token do Mercado Bitcoin Digital Assets (MBDA) como um dos finalistas.

A espanhola Globalia, o maior grupo de turismo da Espanha e um dos principais da América Latina, e a Organização Mundial de Turismo (OMT) são fundadores do hub. O Wakalua deu ao Blocknews os detalhes a seguir sobre o desafio e sua escolha do Brasil, por meio de sua assessoria de comunicação.

Como é o desafio

O 1º Desafio Brasileiro de Inovação em Turismo reúne iniciativas com potencial de fazer frente às necessidades de curto prazo do setor no cenário pós-pandemia de Covid-19 ou que aprimorem serviços já existentes no ramo. É feito pelo Wakalua em parceria com o Ministério do Turismo e a Organização Mundial de Turismo (OMT).

O objetivo do Wakalua

Passamos a apostar no Brasil para levar nossos programas de inovação tanto para iniciativas públicas, quanto privadas. A partir da democratização e do fomento à tecnologia que hoje já é desenvolvida pelos players nacionais, o Wakalua pretende auxiliar o Brasil a se converter numa potência digital de turismo. 

Duas competições 

Temos duas competições distintas. O 1º Desafio Brasileiro de Inovação em Turismo é uma iniciativa do Wakalua com o Ministério do Turismo e OMT, feito no Brasil. Em paralelo, o Wakalua promove o UNWTO Tourism Startup Competition, que está em sua terceira edição e segue a mesma proposta, porém em nível global. Mais de 5 mil projetos de todo o mundo foram acolhidos nas duas edições anteriores da competição internacional.

Benefícios para os vencedores

Os 10 finalistas do desafio brasileiro seguem na disputa do prêmio final da competição: uma viagem a Madri, com programa de formação oferecido pelo Wakalua, durante a FITUR 2021, a maior feira de turismo do mundo.  Os 10 melhores projetos brasileiros seguem para as semifinais da terceira edição da UNWTO Tourism Startup Competition. Além disso, asseguram visibilidade nacional e internacional por meio dos canais do Wakalua e do ministério do Turismo e recebem acesso aos programas e conexão com a rede de contatos do Wakalua.

Mercado Bitcoin é finalista em desafio de inovação com token para turismo

Com um projeto de token para incentivar o turismo, a Gear Ventures, controladora do Mercado Bitcoin Digital Assets (MBDA), é uma das dez finalistas do 1º Desafio Brasileiro de Inovação em Turismo, competição realizada pelo ministério do Turismo em parceria com o Wakalua Innovation Hub, pólo global de inovação da espanhola Globalia, e colaboração da Organização Mundial do Turismo (OMT).

Esse é o único projeto das startups finalistas que envolve token e tecnologia blockchain. Um total de 790 projetos de 24 estados e do Distrito Federal se inscreveram. Nesta sexta-feira (25), a Gear Ventures fará seu pitch, a apresentação do token para os jurados.

O projeto, pelas experiências internacionais no setor de turismo e em outras área que usam tokens, pode ir além de um “power point” e tem condições de ser executado. Um exemplo é a cidade chinesa de Xangai, que acabou de lançar um programa para incentivar visitas culturais a um distrito com o uso de vouchers que correm pela blockchain e são distribuídos pela plataforma WeChat.

“Partimos do conceito de que o ministério poderia incentivar o turismo em regiões que mais precisam e com o uso dos tokens, programando onde os recursos poderão ser usados nessa área, como restaurantes, pousadas e hotéis”, disse ao Blocknews Reinaldo Rabelo, CEO do MBDA. A stablecoin (moeda estável) recebeu o nome de MoTur.

A ideia considerou dois pontos: um deles é que o MBDA viu que o ministério tem um grande cadastro de companhias de turismo, portanto pode ajudar na definição do programa. “E tem todas as informações conectadas, por segmento e região”, explicou Rabelo. Quem ganhar o token, terá de gastá-lo no local escolhido.

Outro ponto foi o modelo do auxílio emergencial distribuído pelo governo para amenizar os efeitos da pandemia. Poderia, por exemplo, ter sido feito com tokens, evitando fraudes relacionadas a quem recebe definindo em que tipo de despesas poderia ser gasto.

O smart contract do token pode ter dados como onde usar, prazo e valor. Foto: Cassio DIniz, Pixabay.

Como funciona

O token de turismo seria feito com um smart contract (contrato inteligente) com regras como onde e quem pode receber e pagar o voucher, seu valor e prazo de uso. É possível também programar a devolução do valor, caso não seja usado. No contrato inteligente as regras são as que o emissor ou o patrocinador decidirem. A ideia do MBDA é criar um ecossistema para a moeda digital.

A stablecoin (moeda estável) seria lastreada em reais, portanto, dinheiro que precisa existir. E manteria seu valor (por isso é estável), que poderia ser, por exemplo, de 1 MoTur por 1 real. Os recursos que lastreariam o token poderiam vir de empresas que queiram fazer campanha de suas marcas usando o turismo ou mesmo de governos, não necessariamente do ministério. O usuário ganharia um QR Code para usar na região escolhida.

“Se de fato houver interesse nessa linha, vamos estar bem posicionados”, afirmou o CEO do MBDA. O papel da empresa nesse ecossistema seria o de emitir, distribuir, converter os tokens e poderia também fazer a custódia e fornecer a carteira digital, que são seu negócio.

Ir atrás dos patrocinadores não é o negócio do MBDA, portanto, também não é seu negócio implantar sozinho o MoTur. “Nosso foco é liquidez da exchange. Aqui o projeto está pronto. A gente consegue executar nossa parte em 30 dias”.

A moeda pode ser usada pelos brasileiros e estrangeiros visitando as regiões onde o token seria implantado. Pode ser até um projeto que um patrocinador queira usar em outro país e em outra moeda.

Os finalistas

Além da Gear Ventures, de São Paulo, os finalistas da competição são b2bhotel (PR); Eion Veículos Elétricos (PR); iFriend (RJ); Sentimonitor (RS); Sisterwave (DF); Smart Tour/ Smart Tracking (SC); Tripbike (SP); Vivakey – Techospitality (SP) e Worldpackers (SP).

O vencedor será anunciado no dia 29 de setembro, das 15h às 17h30, durante a Abav Collab, feira virtual da Associação Brasileira de Agências de Viagem. O júri será formado por mais de 20 profissionais do setor e do ecossistema de inovação. Quem ganhar vai ter uma viagem a Madri com programa de formação do Wakalua Innovation Hub, durante a FITUR 2021, a maior feira de turismo do mundo.

Além disso, os 10 finalistas vão para as semifinais da terceira edição da UNWTO Tourism Startup Competition,

Libra contrata diretor-geral e Blockchain Capital se torna novo membro

A Associação Libra, criada pelo Facebook e outras empresas para desenvolver um sistema de pagamentos global que usará sua própria criptomoeda, anunciou nas últimas horas que a Blockchain Capital entrou no projeto e que contratou James Ennett, que foi responsável pelo HSBC na Europa, para o cargo de diretor geral da Libra Networks, braço operacional da associação.

Emmett, o novo executivo, que como o atual CEO da associação, Stuart Levey, vem do HSBC, portanto, do mercado tradicional. Nos últimos meses a organização também anunciou a contratação deSteve Bunnell como Chief Legal Officer (CLO) e Sterling Daines como Chief Compliance Officer (COO). Levey foi anunciado em maio

A Blockchain Capital, empresa de investimentos em negócios e protocolos ligados à tecnologia, incluindo Ripple, Coinbase e Messari, eleva para 27 os membros da associação. Outros membros incluem Uber, Spotify, Temasek – empresa de investimentos de Singapura -, Andreessen Horowitz e Anchorage.

No início, a associação tinha membros de muito peso no sistema de pagamentos global, como Visa, Mastercard, PayPal e eBay. Mas a pressão de reguladores que temiam o impacto da nova moeda e do sistema e se incomodaram por não terem sido consultados sobre o projeto, foram cruciais para que saíssem da instituição.

Quando foi anunciado o projeto Libra, há um ano, a ideia era lançar a moeda neste semestre. Mas a empresa não mais fala desse cronograma.

BTC fecha agosto com valorização em dólar; ETH e LTC tem salto de transações

O bitcoin fechou agosto passado com a primeira valorização em dólar desde 2017. A cotação da criptomoeda subiu 9,4% em relação a julho, enquanto o dólar teve alta de 5,02% e o Ibovespa caiu 3,44% no mesmo período, segundo dados do Mercado Bitcoin passados ao Blocknews.

Dados da plataforma de negociações de criptos mostram ainda que a criptomoeda que mais se valorizou em 12 meses até 31 de agosto foi a ether: 351,35% (considerando a cotação das 18 horas do último dia de agosto), para R$ 2.392,00.

A ether teve bom desempenho também em julho e isso é em boa parte explicado pelo aumento das aplicações financeiras descentralizadas (DeFis), que estão ganhando corpo pelo mundo. Essas operações são basicamente feitas na rede Ethereum.

Depois da ether, as maiores valorizações em 12 meses foram a do bitcoin, com 117,35% e da Litcoin (LTC), com 100,49%. A LTC também teve um dos maiores aumentos de transações em agosto no Mercado Bitcoin: foi um salto de 62% para 108,5 mil operações.

Mas, Bitcoin contina sendo a criptomoeda mais negociada entre os clientes da plataforma, com 40% das transações, ou 296,4 mil. Para Fabrício Tota, diretor de novos negócios da empresa, a moeda de Satoshi Nakamoto ainda pode subir 10% até o final do ano em relação ao preço de 31 de agosto (R$ 63,9 mil) e bater R$ 70 mil em dezembro.

Os 4 tipos de tokens de precatórios negociados pelo Mercado Bitcoin também tiveram valorização no acumulado de 2020. As variações foram de 0,76% (precatório MBPRK1) a 11,49% (do MBPRK2).

Em setembro, o Mercado Bitcoin atingiu 2 milhões de clientes cadastrados, sendo a maior plataforma de negociaões de criptos da América Latina.

O boletim mostrou ainda que o estado de São Paulo continua sendo, de longe, o mercado com mais transações na plataforma, com 32,3% do total em agosto. Pessoas na faixa etária de 25 a 34 anos responderam por 37% das operações, seguidas pelas de 25 a 44 anos, com 31%.

Mais sobre DeFis em:

Custo e falta de regras são gargalos para expansão de produtos financeiros em blockchain

Brasil recebeu do exterior US$ 9 bi em criptos em 12 meses, maior volume da América Latina

O Brasil foi, de longe, o país que mais recebeu remessas exteriores de criptomoedas na América Latina entre julho de 2019 e junho de 2020. Foram cerca de US$ 9 bilhões (R$ 51,3 bilhões) em criptos, sendo pouco mais US$ 5 bilhões (R$ 28,5 bilhões) em bitcoins e US$ 2 bilhões (R$ 11,4 bilhões) em USDT.

A Venezuela e a Argentina vem em seguida com pouco mais de US$ 3 bilhões. Nos dois países, criptos ganharam espaço com a desvalorização das moedas locais.

Os números são do relatório Chainalysis 2020 Geography of Cryptocurrency, que será divulgado na íntegra neste mês. A Chainalysis é uma empresa de análise de dados sobre criptomoedas.

Segundo a empresa, o Brasil responde pela maior parte do volume on-chain da América Latina, mas a Venezuela tem um grande volume de transações P2P (peer to peer), que são um mantra do segmento de criptos de como deve funcionar o mercado.

Os números totais da América Latina mostram que essa é um dos menores mercados de criptomoedas do mundo, perdendo apenas para África e Oriente Médio. E mostram também que uso dessas moedas vai além da especulação vista em outros locais, uma vez que há muitas transações comerciais.

O motivo é a baixa bancarização da população e a necessidade de se fazer e receber transferências internacionais de recursos, sendo cerca de 90% vindo de fora da região, em boa parte de países desenvolvidos onde latino-americanos trabalham.

Baixo crescimento

De acordo com o relatório, o equivalente a US$ 25 bilhões em criptomoedas foram enviados da América Latina e US$ 24 bilhões foram recebidos no período de julho de 2019 a junho de 2020. Os volumes também marcaram um crescimento mensal de 5% a 9%, o segundo menor das regiões analisadas.  

As transferências em criptos se explicam, em boa parte, pela solução que representam em termos de custo e tempo na comparação com o uso de bancos e outras empresas de remessas.

O estudo aponta ainda que a região tem a segunda maior fatia de atividades de transferências de e para atividades criminais com criptomoedas. Responde por 2,4% de todas os recebimentos e de 1,6% dos envios.

Desse total, 61% foram golpes que atingiram a F2TradingCorp, FXTradingCorp e a WishMoney, vítimas, segundo a Chainalysis da maior parte das transferências entre julho e novembro de 2019, auge dos crimes na região. Os números agora estão caindo, segundo a empresa.

África

A África tem o menor mercado de criptomoedas dos mercados que foram analisados, com US$ 8 bilhões recebidos e U$8,1 bilhões enviados.

Zug, terra do Crypto Valley, aceitará bitcoin e ether para pagamento de impostos

A partir de fevereiro de 2021, o cantão suíço de Zug aceitará bitcoin e ether para pagamento de impostos. Zug é uma área com uma série de benefícios fiscais e onde está o Crypto Valley, uma área que promove o desenvolvimento de empresas de moedas criptografadas e de soluções blockchain.

O pagamento dos impostos será por QR code, pode ser feito por empresas e pessoas e apenas no valor integral e até 100 mil francos-suíços (cerca de R$ 583 mil). O piloto do projeto começa em algumas semanas.

Para isso, o cantão fez um acordo com o Bitcoin Suisse, que fará a conversão das moedas para francos suíços. Com isso, o administrador local não corre riscos ligados à volatilidade das moedas, segundo afirmou o diretor financeiro do cantão, Heinz Tännler,

O Bitcoin Suisse, criado em 2013, tem a licença para ser um intermediário financeiro e está aguardando a licença para banco da Suíça e de Liechtenstein. Hoje, entre os serviços que o banco realiza estão custódia, pagamentos em criptos, empréstimos colaterais, tokenização e corretagem.

Lista de fintechs mais promissoras tem 8 startups focadas em criptos

A lista das 250 fintechs mais promissoras do mundo no momento, divulgada pelo CB Insigths, inclui 8 empresas que lidam com criptomoedas ou blockchain. Esta é a terceira lista da empresa de estudos.

Metade delas são dos Estados Unidos (EUA) – BlockFi, Coinbase, SFOX e Symbiont, que tem atuado em produtos do mercado financeiro tradicional. As outras são a Ledger, carteira de criptos (França), MoneyTap, de transferência de dinheiro e co-desenvolvido pela Ripple e pela gigante japonesa do mercado financeiro SBI Holdings (Índia), Binance (Malta) e Blockchain (Reino Unido).

Segundo o estudo The 2020 Fintech 250, a Coinbase, plataforma de negociação de criptos, foi a que mais recebeu recursos de investidores dessa categoria. Foram US$ 539 milhões de Andreessen Horowitz, GIC, IDG Capital, Bank of Tokyo-Mitsubishi UFJ e Tiger Global Management. Foi muito mais do que a segunda colocada, a BlockFi.

Custo e falta de regras são gargalos para expansão de produtos financeiros em blockchain

Estrelas em ascensão no mundo de criptoativos, os instrumentos financeiros descentralizados (DeFi) ainda encontram gargalos de crescimento em questões como custos das operações, falta de regulamentação e, para alguns investidores, percepções ruins criadas por projetos que não entregaram o que prometeram. A expectativa é de que nos próximos 12 meses haja mais discussões sobre regulamentação no mundo e busca por outras plataformas blockchain para esse tipo de transação, além da Ethereum, onde se concentram hoje.

A movimentação dos projetos de DeFi acabaram afetando os valores das transações na Ethereum. Segundo o DeFi Pulse, havia US$ 7,25 bilhões (cerca de R$ 42 bilhões) alocados nesses instrumentos no início da noite de hoje (26), valor que deu um salto enorme nos últimos meses com algumas novidades no mercado.

De acordo com Bernardo Quintão, da MB Digital Assets, o custo da transação depende da complexidade do smart contract. O mais simples pode chegar a US$ 5 e os mais complexos a US$ 50.

Gasta-se US$ 100 para montar um pool de transações e na troca de um ativo por outro o gasto é de 0,3%, quando em exchanges internacionais é de 0,1% ou 0. A concorrência é desleal, disse Carlos Russo, head de investimentos da Transfero Swiss, durante o painel “DeFi: como isso impacta o mercado financeiro” que aconteceu nesta quarta-feira no Digitalks Expo2020.

“O progresso é difícil e muito da evolução vai passar pelos custos das operações, mas talvez tenhamos experiências com outras blockchains”, completou Russo, que acredita num aumento do uso de DeFi no Brasil.

Tecnologia nova cria limite

Para Bernardo Schucman, CEO da Fastblock, a tecnologia ainda é muito nova e isso é um limitador hoje. Isso impede, por exemplo, levar DeFi para o mercado financeiro, completou. A Fastblock é uma das maiores consultorias de mineração em blockchain do mundo e hoje a Marathon Patent, mineradora e listada na Nasdaq, anunciou que assinou carta de intenções para comprar a empresa até setembro.

“Estamos no início desse processo de conhecimento do que a tecnologia é capaz de fazer para DeFi ser escalável e se baixar o custo. Primeiro precisamos massificar. Precisamos fazer o bitcoin dar certo.” Segundo ele, a criptomoeda é a principal prova de conceito (PoC) da tecnologia blockchain. Embora tenha subido de valor como um rojão desde seu lançamento, ainda há discussões se a principal cripto do mercado é sustentável. E até agora, o mercado financeiro tradicional não aderiu a esse ativo.

Entrar no mercado financeiro tradicional é uma das dificuldades que nem bitcoin conseguiu ainda. Foto: Annac, Pixabay

Além de custos, a evolução deve passar por maiores preocupações com protocolos e emissões, porque parte do universo de DeFi é empréstimo, o que envolve análise de crédito, identidade e histórico de compras, por exemplo, disse Quintão. Isso dará mais segurança a quem empresta e pode dar também maior confiança para o investidor, já que muitos caíram em promessas enganosas. “Ainda vamos ver vários golpes, mas vamos ver também experimentos bons nos próximos meses”, completou.

“Com o tempo, vamos sair dos modelos de golpe e serão estruturados modelos descentralizados mais eficientes, que permitam um acesso muito melhor ao sistema financeiro”, disse Evandro Camilo, advogado especializado em blockchain da C2Law.

Mas para Courtnay Guimarães, cientista-chefe da BRQ Digital Solutions e moderador do debate, DeFis são uma bolha.

Intermediários

Embora blockchain tenha sido criada para negociações P2P (indivíduo com indivíduo, sem intermediários), a questão é se isso é possível nos DeFis. Schucman acredita que com o tempo, regras para as operações, como acontece com o bitcoin, vão eliminar a necessidade de intermediários. “Vai ser pago o que está regido no algoritmo”.

“O DeFi pode quebrar barreira entre mercados de crédito, seguros, consórcios e financiamentos. A grande magia do blockchain é trocar valor globalmente e aplicado a DeFi, pode servir a várias coisas interessantes. Mas o que se vê hoje já é interessante para a nossa bolha, como swap. Não acho que um cliente de varejo, leigo, vai usar um swap hoje, isso é uma evolução do mercado e por isso precisa de um intermediário para chegar lá de forma fácil”, afirmou Quintão.

Não conseguimos conseguimos transformar bitcoin em mainstream pela complexidade (para o leigo) e o DeFi tem uma complexidade a mais, disse Guimarães.

Um dos riscos, para Russo, está em intermediários que são responsáveis pelos tokens que financiam a operação e não têm valor intrínsico, deixando para trás o projeto mais tarde sem entregar valor. “É preciso boa governança e princípios sérios”.

Mercado Bitcoin passa a ser em plataforma de investimentos TradeMap

O Mercado Bitcoin (MB) passou a ser listado e oferecerá cotações de criptomoedas na TradeMap, plataforma de investimentos no Brasil e Estados Unidos, incluindo ações, renda fixa e fundos, que tem 350 mil investidores ativos diariamente e mais de 2 milhões cadastrados.

Para acessar as informações de criptomoedas, o usuário deverá sincronizar as duas plataformas e usar o Multibroker, ferramenta para o envio de ordens ao mercado, disse Fabricio Tota, diretor do MB.

O MB está listado também no Valor Pro.

Camex abre consulta sobre obrigatoriedade de tributação de criptoativo

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) do Ministério da Economia está com uma consulta pública aberta até o dia 19 de outubro sobre a obrigatoriedade de prestação de informações sobre operações com criptoativos à Receita Federal.

A consulta foi aberta no último dia 20 de agosto e busca informações para eventuais melhoria regulatórias para promover os investimentos no país. Há 12 setores abordados, entre eles financiamentos, seguros e mercados de capitais, aduaneiro, defesa, TIC. Criptoativos é abordado no tema tributação.

Quem quiser dar sua opinião deve preencher um formulário.