Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Chiliz, plataforma para engajar fãs de esporte, quer times brasileiros

A Chiliz, que promove o engajamento de fãs de esporte usando blockchain, e que já tem acordos com times como Paris Saint-German, Barcelona, Juventus e Independiente (Buenos Aires), tem conversado com clubes brasileiros para adesão à sua plataforma Socios.com, disse ao Blocknews Alexandre Dreyfus, CEO da empresa.

A plataforma blockchain Socios.com é uma ferramenta de marketing usada pelos clubes para engajar os fãs. Com a Chiliz $CHZ, a criptomoeda da plataforma, os fãs podem comprar e vender tokens de times que dão direto a participarem de votações dos seus clubes e outras ações promocionais.

“Estamos trabalhando para adicionar mais clubes e parceiros da América Latina (na plataforma) nos próximos meses, completou Dreyfus. A empresa tem um diretor-geral em Buenos Aires.

Dreyfus não dá detalhes das negociações com o Brasil. Segundo ele, a participação dos brasileiros na plataforma ainda é pequena. “O Brasil é um dos maiores países em termos de base de fãs de futebol. Com a tokenização de times globais, como Barça e PSG), e de times locais, além do UFC, temos muito potencial”, disse Dreyfus.

Nesta quinta-feira (7), a Chiliz anunciou a entrada do UFC na Socios.com, que tem 318 milhões de fãs no mundo, com lutadores também do Brasil.

O mundo blockchain tem visto iniciativas com esportes também. No Brasil, o Mercado Bitcoin vai lançar tokens (frações) de direitos que os clubes de futebol têm sobre jogadores que formaram.

Women in Cybersecurity faz congresso online gratuito com 18 palestras até julho

A Womcy Latam, Women in Cybersecurity Latin America, criada pela brasileira Letícia Gammill, da Cisco, fará um congresso online e gratuito com 18 palestras desta quarta-feira (6) a 1 de julho. O “WOMCY Live Talks – O que os especialistas em cybersegurança não te contaram…” terá 9 webinars com temas que vão do mercado de trabalho, chips implantados no corpo, Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e segurança das crianças.

Na abertura do evento, Letícia, CEO da Womcy e Security Channels Leaders da Cisco, falará sobre “To Trust or Zero Trust, eis a questão…”. Na mesma data, Raul Cândido, Líder Womcy He for She, falará sobre o implante de chips no corpo.

As palestras serão à noite, das 19h45 às 21h30 e poderão ser acompanhadas pelo Webex. A inscrição pode ser feita pelo Eventbrite no link https://bit.ly/3bUo94L.

“Promover a diversidade em cibersegurança é o ponto principal de várias organizações e a nossa prioridade. Precisamos democratizar a cibersegurança e mostrar as líderes do setor que estão fazendo a diferença na América Latina, disse Gammil”. Mas a Womcy é uma instituição também aberta aos homens, que são cerca de 75% da força de trabalho em segurança cibernética, segundo estudo do International Information System Security Certification Consortium (ISC)².

Prêmio

No dia 8 de maio, terminam as inscrições para o prêmio Top Women in Cybersecurity – Latin America 2020, uma iniciativa partiu da WOMCY em parceria com a Women in Security & Resilience Alliance (WISECRA). As vencedoras serão anunciadas em meados de junho .

Confira aqui a agenda completa do Congress:
6/5

Letícia Gammil – CEO e Fundadora da WOMCY – “To Trust or Zero Trust, eis a questão…”

Raul Cândido – Líder WOMCY He for She – “Biohacking – Segurança de implantes”

13/5

Eva Pereira – Líder Brasil de WOMCY Alliances – “Segurança e as crianças em tempo de pandemia”

Ruth Sartorato e Mayara Camilo – WOMCY e Cybersecurity Girls Voluntárias – “Como está sua persona virtual (by CyberSecurity Girls)”

20/5

Denise Menoncello – Líder Brasil do WOMCY Girls – “Família de normas ISO 27000 e sua contribuição para a maturidade de segurança da informação”

Maria Victoria Trecco – Líder Brasil do WOMCY Tech – “Cloud Computing como aliado na adequação à LGPD”

27/5

Tamires Almeida – Líder Brasil do WOMCY Mentoring – “Segurança além de soluções e códigos”

Alessandra Martins – WOMCY e Cybersecurity Girls Voluntária – Security by Design (By CyberSecurity Girls)

3/6

Paula Papis – WOMCY Voluntária e Líder das Cybersecurity Girls “IAM – Identity and acess Management (By CyberSecurity Girls)”

Lizbeth Plaza – VP e Líder de Multi Country Area da WOMCY – “Gestão de Vulnerabilidades”

10/6

Cristiane Dias – Líder Brasil do WOMCY Talks – “Como iniciar na carreira de SI”

Isabella Leal – WOMCY Voluntária e Fundadora do Minas TI – “Desenvolvimento e segurança: Como eles funcionam juntos?”

16/6

Erick Tauil e Raul Cândido – Líderes WOMCY He for She – “CIS Controls – Center for Internet Security”

Divina Vitorino – WOMCY Membro – “Rede segura – Nem tudo é responsabilidade do time de segurança da informação”

24/6

Eliane Rodrigues – Líder Brasil WOMCY Volunteering – “A visão da proteção de dados no cenário atual”

Carol Valencia – WOMCY e Cybersecurity Girls Voluntária – “Vulnerabilidades em aplicações nativas em nuvem (Sponsored By CyberSecurity Girls)”

1/7

Andréa Thomé – WOMCY Líder do Capítulo Brasileiro – “GRC – Governança, Riscos e Compliance potencializando a segurança da informação”

Leonardo Lopes – Líder WOMCY He for She – “Análise de computadores infectados usando IOC (Indicator of Compromise)”

Leiloeiro cria portal Bom Valor, que usará blockchain em pregões

O fundador do portal de leilões Superbid, Ronaldo Sodré Santoro, anunciou a criação da rede de leilões Bom Valor, que vai usar a tecnologia blockchain. Os testes com registro em blockchain têm sido eficazes e a autenticidade das operações e segurança pesaram na decisão do empresário.

A plataforma está sendo montada por uma empresa de tecnologia comprada por Santoro, que não detalhou as características da rede. A empresa informou que haverá diversos leiloeiros na Bom Valor, que usarão a identidade digital ID Bom Valor.

Segundo a empresa disse num comunicado, o mercado de leilões movimenta R$ 70 bilhões ao ano e a expectativa é de movimentar US$ 100 bilhões em cinco anos na Bom Valor. Os leilões incluem mercadorias, imóveis e móveis.

*Correção: A empresa informou que o portal Superbid continuará a operar. O Leiloeiro Ronaldo Sodré Santoro apenas deixou o negócio. No comunicado, a empresa falava que Sodré deixava a Superbid no passado.

Com Covid-19, AirAsia lança plataforma para agendar transporte aéreo de carga

A Teleport, braço de logística da AirAsia, empresa de baixo custo, lançou uma plataforma blockchain para a rede de participantes do embarque de carga aérea. A Freightchain é a primeira desse tipo, segundo a companhia.

Embarcadores de cargas e despachantes poderão reservar e confirmar o transporte, sem uso dos canais de vendas e de emails. Isso vai gerar um processo mais acelerado, segundo a empresa. O sistema abrange os 247 aviões da AirAsia.

O lançamento neste período de incertezas das cadeias de produção é proposital, segundo o Chief Technology Office (CIO) da empresa, Vishal Batra. Soluções ágeis ajudam a conectar demanda e oferta desequilibrada, completou. “Confiabilidade e transparência são mais necessárias do que nunca.”

O primeiro piloto aconteceu com carga farmacêutica entre Bengaluru (Índia) para Ulan Bator (Mongólia) e foi confirmado num prazo 10 vezes mais rápido do que o normal. O itinerário via Kuala Lumpur (Malásia) e Seul (Coréia do Sul) foi confirmado em tempo real para 3 transportadoras distintas através de contrato inteligente (smart contract).

Começará no Brasil uso global de blockchain por ADM, Bunge, Cargill, Glencore, LDC e COFCO

O Brasil é a peça-chave de um dos – ou do maior – projeto global de uso de blockchain no agronegócio. É em Santos e possivelmente em julho que começará o uso da tecnologia para cargas exportadas pela ADM, Bunge, Cargill, Glencore, LDC (Louis Dreyfus) e COFCO (China Oil and Foodstuffs Corporation), maior processadora e trader do país asiático.

O objetivo é injetar eficiência num setor cujo trabalho é baseado na troca de mais de mais de 275 milhões de e-mails por ano, uso de papel e entrega de documentos físicos.

“Nossas empresas têm procurado formas de modernizarem a forma como operamos. A verdade é que trabalhamos numa maneira muito ineficiente. Provavelmente, a agroindústria é uma das mais arcaicas do mundo”, disse, em entrevista exclusiva ao Blocknews, Petya Sechanova, recém-nomeada CEO da Covantis, empresa com sede na Suíça e fundada pelas traders do projeto. Petya se diz apaixonada pelo que blockchain pode trazer de oportunidades.

A executiva búlgara conhece bem esse mundo. Trabalhou por 11 anos na Cargill, em operações de supply chain. No Brasil, Marcos Amorim, presidente do Comitê de Contratos Externos da Anec (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais) é a “face” da Covantis, dando apoio técnico e conversando com o mercado, diz Petya.  

Na entrevista a seguir, Petya detalha como as empresas concorrentes se juntaram num projeto de exige cooperação e ao mesmo tempo, privacidade, como se chegou à conclusão de que blockchain era a melhor solução para o desafio da transformação digital e como será a operação. Amorim explica a parte tecnológica e detalhes do mercado brasileiro.

Fora de moda e ineficiente

Há anos as empresas tentam se digitalizar para melhorar o processo de comércio exterior. Mas vimos que somos muito interconectados, trabalhamos com diferentes vendedores e compradores de cargas no mesmo navio e há a interconexão de fornecedores, como agentes e bancos. A transformação de uma só empresa não vai trazer a transformação que precisamos para o setor.  

Dos emails enviados pelas empresas, 85% são desnecessários. Os carregamentos de grãos e oleaginosas, foco da Covantis, geram mais de 25 mil emails para cada um dos 11 mil carregamentos marítimos feito ao ano, além da enorme quantidade de papel usada. Pelos testes iniciais com blockchain, estima-se que 60% das tarefas sejam automatizadas, que caiam em 80% as trocas de informações erradas e que se reduza em 7 a 10 dias a espera dos navios para embarque e desembarque.

O objetivo é melhorar o processo reduzindo custos de execução e evitando custos e riscos operacionais. Não é objetivo influenciar o preço das commodities.

Queremos habilitar a indústria a adotar tecnologias emergentes como blockchain, inteligência artificial (IA) e internet das coisas (IoT), que poderiam simplificar e dar mais eficiência ao comércio exterior

Porque blockchain

Em janeiro de 2018, começamos a fazer reuniões com responsáveis pela operação de exportação das 6 empresas da Covantis para pensar como poderíamos juntar forças para sermos mais eficientes. Não era o objetivo inicial usar blockchain, mas todos os estudos deixaram claro aspectos que deram suporte à nossa decisão de usar essa tecnologia.

Blockchain é construída da indústria para a indústria. Por isso, também precisamos dos mais altos níveis de proteção de dados, com o registro de cada ação e transação, imutabilidade do que foi registrado, armazenamento seguro e a possiblidade de um registro distribuído, sem a necessidade de um banco de dados central.

Juntos, mas separados

Decidimos pelo Brasil, porque é um dos maiores exportadores de commodities agrícolas do mundo e tem um processo de exportação relativamente complexo, com múltiplos vendedores comercializando com vários compradores, e com outros, e outros, até que o vendedor final garanta o embarque da carga para o destino. E há cargas de diferentes vendedores e compradores dividindo o mesmo navio (o que não é comum em mercados como o dos Estados Unidos).

E quando começamos a conversar com o mercado brasileiro, ouvimos que a ideia era boa e urgente, mas precisávamos garantir que qualquer transação seria visível apenas entre comprador e vendedor, sem ser visto nem mesmo pela Covantis, que gerencia a plataforma. Ficou claro que blockchain oferece muitas vantagens para proteção de dados. 

Sucesso é expandir a plataforma

A plataforma está em construção. A Consensys foi contratada para isso. O desenvolvimento começou em setembro passado e focado no lançamento para soja e milho partindo de Santos, um dos mais relevantes portos do mundo em exportação de commodities. Em 2021, a plataforma deverá cobrir todos os portos brasileiros onde há embarques de milho, soja e óleos vegetais.

Se a plataforma for usada só pelas seis empresas, teremos falhado. Queremos que seja usada por todos os participantes do mercado exportador de commodities agrícolas. Estivemos no Brasil, identificamos quem são os exportadores de soja e milho fundamentais para participar desde o início e estamos conversando com as empresas e pedindo a opinião delas sobre as funcionalidades que a plataforma deve ter.

No lançamento, planejamos teremos a rede de exportadores e importadores e armadores. Estamos falando de empresas que exportaram 90% da carga de soja e milho de Santos em 2019. Na segunda fase, queremos incluir os usuários finais, os compradores (CIF/CIF), e fornecedores de serviços, como inspetores e agentes.

Lançamento em julho 2020

Estamos incluindo esses membros iniciais na plataforma e em maio devem fazer o treinamento. Seria presencial, mas agora planejamos fazer de forma virtual. O lançamento é planejado para o início de julho. Estamos avaliando o impacto do Covid-19, mas a ferramenta é muito intuitiva e amigável.

Fizemos testes nos últimos meses que mostraram não ser necessário gastar muito tempo com o treinamento. Se os usuários estiverem confortáveis em usar a plataforma depois do treinamento em maio, poderemos lançar na data prevista. Mas temos de ser empáticos. Há muito estresse na operação hoje porque ainda usamos papel, documentos são transportados fisicamente, até por avião.

Próximos portos brasileiros

São exportados cerca de 33 milhões de metros cúbicos de milho e grãos de soja por ano em Santos. Imaginamos um aumento gradual dos volumes que passarão pela plataforma conforme aumentar o número de empresas que aderiram a ela. Esperamos que a maioria desses produtos sejam incluídos nela.

Outros dos principais portos do Brasil que vão entrar na plataforma ao longo dos 6 meses seguintes ao lançamento serão Rio Grande, Salvador, Paranaguá, São Francisco do Sul e Santarém. Depois será a vez de outros portos, como São Luiz, Vitória e Santarém. Seria ineficiente usar em um porto e em outro não.

Embarques começarão com cargas de soja e milho.

Blockchain Quorum

A solução da Covantis é baseada na plataforma Quorum, feita com base na Ethereum e desenvolvida pelo banco J.P.Morgan para uso pelas instituições financeiras. Ela garante privacidade, alto desempenho e e uma das tecnologias mais maduras para implementação por empresas. Usamos o algoritmo de consenso IBFT (Tolerância a Falhas Bizantinas de Istambul). Estudos mostram que a plataforma pode superar 2 mil transações por segundo.

O que vamos lançar é muito mais amigável, funcional e com design melhor do que o que o nosso site mostra.

Os nós

Os participantes da rede podem ter um nó dedicado ou um compartilhado (multi-tenancy node), que é compartilhado com segurança. O nó gera custos com infraestrutura, suporte e manutenção. Precisamos encontrar o equilíbrio entre descentralização e aumento da adoção da plataforma. Com o nó compartilhado, fica mais fácil a entrada de usuários na rede, enquanto sacrificamos a descentralização num grau baixo. Isso permite que pessoas, empresas e instituições com menor familiaridade com blockchain tenham os benefícios que a tecnologia oferece e minimizem os custos para entrar na plataforma, permitindo que fiquem sozinhos quando estiverem prontos.

Do Brasil para o mundo

No inicio, o projeto era muito focado nos carregamentos para a China e o uso de IA para adicionar detalhes dos embarques. Mas isso seria muito limitador do ponto de vista da adoção da solução e levaria muito tempo para o desenvolvimento. Então, focamos em funcionalidades mais genéricas, independentemente do destino.  

Mas a intenção é expandir para outros portos de origem de carga. Em 2021, devem ser os portos dos Estados Unidos, pelo seu tamanho como exportador de commodities agrícolas. É um mercado mais simples que o Brasil e a solução será desenvolvida para isso. E depois continuaremos para outros portos, como Argentina e Uruguai.

Investimentos

Não divulgamos os investimentos. Blockchain é nova e imatura, é complexa para construir. Por isso, unimos seis investidores para permitir o investimento, que é muito maior do que que não usar blockchain. Não queremos aumentar custos dos membros e nem estamos fazendo isso para ter lucro. O custo de adesão permite cobrir os gastos de manter a Covantis, mas num nível mínimo.

Governança 

A Covantis tem um board de diretores que representam os 6 sócios e vai administrar a empresa. Nossa indústria é muito regulada e termos associações do setor, como a Anec, no Brasil. A plataforma não vai criar novas regras e padrões, mas facilitar o comércio.

Pandemia 

Situações como a pandemia vão facilitar a digitalização e otimização de processos. Blockchain e tecnologias digitais, em geral, são grandes ferramentas para oferecer maior segurança e proteção de dados, muito mais do que temos hoje, quando a informação é enviada por email, armazenada em computadores de funcionários da área de operação de embarques e enviadas em papel, que com frequência se perdem e geram custos e gasto de tempo.

Alibaba cria plataforma para pequenas e micro empresas explorarem tecnologia

A Ant Financial, fintech antes conhecida como AliPay, do grupo Alibaba, lançou a OpenChain, uma plataforma blockchain para desenvolvedores e pequenas e micro empresas.

A empresa foi a líder no ranking global de patentes de aplicações blockchain nos últimos três anos, segundo a IPRdaily. E é a maior plataforma de blockchain em produtividade na China, ao conseguir processar 1 bilhão de contas de usuários e 1 bilhão de transações por dia.

A OpenChain é um consórcio que vai permitir a esses membros usarem os contratos inteligentes e aplicativos descentralizados da Ant Financial. O objetivo é permitir a essas empresas e desenvolvedores explorar possibilidades com blockchain nos próximos três anos, disse Jin Ge, diretor-geral de plataformas blockchain Platforms da fintech.

Fibree faz webinar sobre blockchain no setor imobiliário

A Fibree, organização que discute o uso de blockchain no setor imobiliário, faz, nesta terça-feira (14), um webinar para o mercado brasileiro.

O evento acontece das 19h00 às 20h30 e vai mostrar projetos implantados e as perspectivas para o mercado.

Rubens Neistein, diretor-executivo do grupo Digitalks e organizador do Fórum BlockMaster, vai intermediar a discussão.

As inscrições podem ser feitas no link https://bit.ly/3ecGWtP

A Fibree foi criada em 2018 na Bélgica e hoje agrega mais de 30 redes regionais.

Nestlé vai rastrear café brasileiro vendido na Suécia

A Nestlé, que usa blockchain desde 2017, vai agora utilizar a tecnologia para rastrear o café da linha Zoégas, vendido na Suécia. Com isso, o consumidor poderá saber por onde o produto passou desde sua origem até a fábrica de torrefação em Helsingborg.

A edição “Summer 2020”, da linha Zoégas, é feita com uma mistura de grãos do Brasil, Ruanda e Colômbia. O café é vendido e grãos ou torrado e moído.

A plataforma usada é a Food Trust, da IBM e da qual a Nestlé é uma das primeiras a participar.

As embalagens do café têm um código QR. Ao acioná-lo, os consumidores vão ver informações sobre os agricultores, época da colheita, dados do embarque nos navios e período de torrefação.

A Nestlé anunciou que está também testando o monitoramento e informação ao público de dados sobre leite e azeite de palma. A empresa já usa blockchain no purê Mousline e o produto infantil Guigoz, na França.

Os grãos de café da linha Zoégas são certificados pela The Rainforest Alliance.

Após teste com carros Tesla, CargoSmart vai expandir experimento

Depois de testar com sucesso o uso de blockchain na liberação de um carregamento da Tesla no porto de Xangai, a CargoSmart, que fornece tecnologia para o gerenciamento de cargas, vai agora fazer o teste em Xiamen e Qingdao, ambos na China, e em Laem Chaban, na Tailândia.

Segundo a empresa, o teste ocorreu com o Shanghai International Port Group (SIPG) e a Cosco Shipping. O objetivo foi reduzir as etapas de checagem de dados dos agentes de navegação e dos destinatários da carga.

Isso possibilita que uma retirada mais rápida. Na ponta final, facilita a entrega na data acordada com o dono da carga e, se for algo que faça parte de uma cadeia de fornecimento, ajuda a evitar atraso no processo industrial

A aplicação vai ser desenvolvida para os membros do consórcio de blockchain Global Shipping Business Network (GSBN), que está em fase de implementação. O grupo é formado por nove armadores e terminais portuários. 

A Tesla está num setor que a cada dia anuncia testes com blockchain para diferentes objetivos. Recentemente, houve anúncios da General Motors, BMW e Mercedes-Benz.

Com Covid-19, WEF recomenda digitalizar cadeias de suprimentos agora

Blockchain é uma das ferramentas que podem ajudar as cadeias de suprimentos a serem mais resilientes em crises como a do Covid-19.

A afirmação é do World Economic Forum, que defende a digitalização dos processos, hoje ainda muito baseados em papel e trânsito de documentos impressos entre escritórios.

As fabricantes de produtos finais, em geral, sabem o que acontece nos seus fornecedores imediatos, mas têm pouca ideia do que acontece antes, nos fornecedores dos fornecedores, ou seja, em todas as etapas da cadeia.

Visão geral

Com uma crise como a da pandemia do coronavírus, muitas empresas estão fechadas e o transporte em todos os modais foi afetado. É nessa hora que a visibilidade da cadeia de fornecimento é fundamental para se planejar o que fazer.

O WEF recomenda 4 ações para uma empresa ter visibilidade em toda a cadeia: uma delas é a digitalização de processos hoje feitos no papel – é bom lembrar que a internet continua funcionando e ninguém precisa sair de casa para entregar algo que esteja digitalizado.

Outra é  garantir que os fornecedores compartilhem os dados necessários e que não vão colocar suas estratégias de negócios em risco – e é aí que entra blockchain.

É comum empresas não quererem usar blockchain com medo de que precisam compartilhar tudo. Não é assim no mundo corporativo, há dois tipos de redes blockchain que garantem compartilhamentos limitados.

Outra recomendação é incentivar os fornecedores a compartilhar dados e para isso pode-se, por exemplo, usar a rede blockchain. Um formato é o de dar financiamentos mais baratos aos fornecedores do que o que eles encontrariam em outras fontes. Para isso, é possível usar dados compartilhados pela rede, como receita esperada.

E o WEF recomenda também que as indústrias adotem agora programas de financiamento na cadeia de suprimentos, para que os fornecedores compartilhem seus dados e todos estejam numa posição mais confortável num futuro choque.

Afinal, é consenso que novos choques virão, inclusive no formato de pandemia. E o pior é que ninguém sabe quando.