Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Blockchain lidera ranking de habilidades procuradas

Pela primeira vez, blockchain apareceu não apenas na lista, mas também no topo da lista das habilidades técnicas (hard skills) que as empresas mais deverão procurar em 2020. O levantamento é do LinkedIn Learning com base em mais de 660 milhões de profissionais e mais de 20 milhões de empregos.

Segundo a empresa, “o pequeno número de profissionais disponíveis com essa habilidade está com alta demanda”. O estudo está em http://bit.ly/2QR0Dxs

Das outras 9 habilidades, muitas estão diretamente ligadas a tecnologia, incluindo cloud computing, em segundo lugar, inteligência artificial (que caiu duas posições, para o quarto lugar), UX design e ciência da computação, em nono lugar.

Quem quiser aprender alguma das 10 habilidades, incluindo blockchain, o LinkedIn Learning fornece os links para cursos nesses temas.

Mas não é só isso que as empresas buscam. Elas querem também quem tenha soft skills, ou seja, habilidades relacionadas a comportamento. As 5 primeiras do ranking são criatividade, persuasão, colaboração, adaptabilidade e inteligência emocional.

É sempre bom lembrar que um bom técnico muitas vezes perde o emprego por suas atitudes na empresa.

Nesta semana, o LinkedIn também noticiou as profissões mais em alta no Brasil. A reportagem está em http://bit.ly/2TqZ5Mf

Empresas de atum do RN usarão blockchain em rastreamento

A partir de março, um grupo de empresas do Rio Grande Norte (RN) que pescam, processam e distribuem atum, deve começar a usar ferramentas em blockchain para dar mais transparência à rastreabilidade do produto, permitir o comércio eletrônico do peixe e gerar recursos para pesquisas com foco na sustentabilidade.*

As ferramentas são a Tracktuna, de rastreamento, o market place Tunalert e a Tuna Intelligence, empresa de soluções tecnológicas e consultoria, que a Companhia Industrial Atuaneira vai lançar, disse ao Blocknews Rodrigo Hazin, executivo da empresa. A companhia arrendou a unidade produtiva de atuns da Norte Pesca, da qual Rodrigo é CEO. O RN é líder nacional na pesca desse peixe.

Essas ferramentas serão usadas pela Aliança do Atlântico para o Atum Sustentável, formada por empresas que já trabalham juntas: Companhia Industrial Atuneira, Mar Aberto, Natal Pesca e Transmar, cada um com participação de 25%. O grupo responde por cerca de 60% das exportações brasileiras de atuns frescos para o mercado premium de sushi e sashimi

A Aliança também vai utilizar a Tunacoin, moeda da Companhia Industrial Atuaneira que terá pré-lançamento em fevereiro (mais detalhes sobre a Tunacoin estão na reportagem do Blocknews em http://bit.ly/36SU975).

Todas essas ações fazem parte do Open Tuna Initiative, inspirado em iniciativas semelhantes no exterior, disse Hazin.

A Tunalert é um investimento de R$ 90 mil da Companhia. Na Tunacoin foram investidos R$ 240 mil. A Tracktuna é um investimento compartilhado com a NBC Bomesp (Bolsa de Bolsa de Moedas Virtuais Empresariais de São Paulo). A Tuna Intelligence será sócia da Bomesp nesse projeto. O investimento é de R$ 350 mil.

Segundo o executivo, o rastreamento já é demandado e feito, mas a blockchain dará mais confiabilidade. “Faremos isso de forma mais organizada e com inviolabilidade de dados. Estamos adicionando o aperfeiçoamento tecnológico e a transparência à nossa pesca, que já é sustentável”. A blockchain usada é a Ethereum.

O rastreamento é feito desde a pesca, com detalhes como característica do barco, localização, tripulação, e segue pelas etapas seguintes. O cliente final poderá ver, por celular, o percurso do peixe que está comendo, já que é gerado um QR Code.

O Tunalert será um comércio eletrônico que poderá simplificar o processo de vendas do atum desde a pesca até a venda final.

Em relação à Tunacoin, parte dos recursos obtidos com a moeda serão usados para viabilizar projetos de sustentabilidade. A ideia é fazer parcerias também com instituições de pesquisa e de preservação de animais que são pegos junto com os peixes, por se aproveitarem das iscas ou serem fisgados por elas.

Diversas ONGs, inclusive internacionais, não indicam o atum brasileiro para consumo por questões de sustentabilidade. Mas no RN, diz Hazin, a preocupação com sustentabilidade já existe, com o uso de equipamentos corretos, por exemplo. Por isso, a Aliança quer se juntar a instituições de pesquisa que vão mostrar de forma científica a qualidade do pescado e de seu manuseio.

Hazin afirma que a Aliança quer estender o conceito da Open Tuna Initiative para outros barcos, clientes e partes da cadeia do atum e de outros pescados, para criar um grupo preocupado com produto de qualidade.

“Podemos trabalhar melhor e ter diferencial maior. É fundamental para nosso futuro”, completou.

*Esta é segunda e última parte da reportagem sobre o lançamento da Tunacoin, Tunatrack, Tunalert e Tuna Intelligence.

Dapps criam soluções que ajudam de ONGs a partidos políticos

Os Aplicativos Descentralizados (Dapps) estão crescendo em número e embora continuem muito concentrados em usos como games, exchange e apostas, surgem novidades em outras áreas, como eleitoral, inclusive aqui ao lado, no Uruguai, industrial e para doações.

Dapps são aplicativos que podem ser para blockchain e são vistos como uma promessa para um uso maior dessa tecnologia, porque podem ter um número sem fim de finalidades. Eles permitem ações descentralizadas, peer to peer (P2P) e, portanto, sem intermediários. O dapp Bitcoin é o primeiro e mais conhecido deles.

O DappReview contabilizou mais de 4.000 dapps em 2019, com 1.955 novos entrando na conta. Os de games são 47% do total, seguidos pelos relacionadas a exchanges (21%). Esses aplicativos movimentaram US$ 23 bilhões e a maior parte usa a rede Ethereum.

O Partido Digital do Uruguai, que como o próprio nome diz, prega o uso de ferramentas digitais para transparência, anunciou que fará eleições internas usando um dapp. Numa primeira fase, “contratos inteligentes e tokens serão usados para a governança interna do partido”, como votação de propostas pelos seus membros, segundo a Aerternity, que está desenvolvendo o projeto.

Outra aplicação, que cai como uma luva para as empresas, é o da Chainyard, que foca na validação de informações sobre fornecedores para que uma empresa decida se quer incluí-lo em sua cadeia de suprimentos. Nisso, consegue aumentar a qualidade da validação e reduzir o temo de aprovação e inclusão na cadeia – no final das contas, pode aumentar sua eficiência de forma mais ágil.

Na área social, doadores se preocupam se as instituições vão usar direito seu dinheiro, e as instituições se preocupam em como provar que fizeram bom uso dele. Confiança é fundamental para manter a entrada de recursos para os projetos sociais. A TRACEDonate permite ao doador acompanhar como sua doação foi usada e vai além, permitindo que o doador decida como o dinheiro deve ser usado – por exemplo, se para construir um laboratório numa escola ou se para pagar novos professores.

Quem quiser saber mais sobre a evolução dos dapps, a 2ª IEEE International Conference on Decentralized Applications and Infrastructures, em abril, vai apresentar diversos casos de uso dos aplicativos. A IEEE é a maior organização de técnicos do mundo e o evento reúne pesquisadores e usuários em Keble College da Universidade de Oxford, na Inglaterra.

O maior uso dos dapps em serviços financeiros – para atividades além de negociações com criptomoedas – podem deslanchar com a regulamentação de produtos e serviços que usam blockchain.

Em outras áreas, o uso pode crescer com o compromisso das instituições com transparência e com a maior confiança no impacto que o compartilhamento de dados causa. E em todos os casos possíveis de uso, dapps ficarão mais populares com o famoso boca a boca: “ouvi falar, usei e gostei”.

Os riscos que se deve avaliar antes de usar a blockchain

Blockchain é capaz de mudar de forma significativa os processos. Por isso, quem decide usar deve checar com precisão o que muda e como muda. A avaliação de risco é fundamental, como na implantação de qualquer outra alteração que se faça num negócio, governo o projeto social. Abaixo, seguem algumas dicas que como fazer essa avaliação.

TI lidera as profissões em ascensão no LinkedIn

Se o que você quer é trabalhar em Tecnologia da Informação (TI), então saiba que é onde estão as maiores movimentações registradas pelo LinkedIn. Com base em dados das informações públicas na rede social, a empresa elencou 15 profissões que lideram o ranking de tendências de profissões em ascensão. A líder do ranking é a de gestor de mídias sociais, seguida por engenheira/o de segurança cibernética.

Das 15 profissões, 9 são em TI, mas se considerar a cadeia toda, são 11 as que se encaixam no setor. Tem muita procura por especialista em inteligências artificial, cientista de dados e programador/a de JavaScript, só para dar alguns exemplos. E com esse cenário, não surpreende que a 14ª posição seja a de recrutador/a especialista em TI.

A procura por gestor de mídias sociais no LinkedIn subiu 122% entre 2015 e 2019. Mas se considerar a cadeia, há 11 profissões.

No mercado financeiro há 2 específicas – investidor/a day trader e consultora/o de investimentos. O estudo com as profissões, os 5 conhecimentos primordiais e os setores que mais buscam essas profissões está em http://bit.ly/2tOEuqL

Multiledgers lançará plataforma em blockchain única no mundo

Nas próximas semanas, a Multiledgers vai anunciar sua plataforma IaaS (Infrastructure as a Service) e BaaS (Blockchain as a Service) para testes pelas empresas. Segundo a startup, essa é a única plataforma no mundo em governança duas funções em blockchain.

A Multiledgers busca soluções e faz a gestão da infraestrutura computacional das empresas. Para isso, conecta fornecedores de infraestrutura global de cloud aos seus clientes. Isso permite buscar as melhores relações custo/benefício.

 Além disso, “tudo é feito em blockchain e com isso os clientes têm uma clara noção do que estão contratando, do investimento feito e das tarefas executadas”, disse ao Blocknews o CEO da empresa, Pedro Souza. Além de redução de custos, há uma flexibilidade operacional maior da infraestrutura de TI das empresas.

A plataforma permite implantar e gerenciar diferentes protocolos, tecnologias e plataformas que integram redes de provedores de nuvens, blockchain e DLT (distributed ledger technology). A empresa, de segurança da informação, pretende atender clientes de diferentes setores.

“Em 2019 tivemos várias POCs (provas de conceito), parcerias e testes. 2020 é o ano da consolidação”, afirmou Henrique Klier, diretor de desenvolvimento de negócios da Multiledgers.

 A empresa tem 15 projetos em andamentos e um deles é com o Banco Maré, fintech do Rio de Janeiro focada num projeto de impacto social. A Multiledgers também foi uma das apoiadoras do Laboratório de Inovações Financeiras e Tecnológicas (Lift), iniciativa do Banco Central e da Federação Nacional das Associações dos Servidores do Banco Central (Fenasbac), que resultou em 17 projetos em inovação que chegaram a finalizar o desenvolvimento de protótipos.

A Multiledgers já se internacionalizou, mudando sua sede para Delaware, nos Estados Unidos.

Começar pequeno em blockchain também gera valor, afirma Stefanini

A Stefanini, empresa referência em soluções digitais, acredita que o desenvolvimento de projetos pequenos de blockchain podem ser um bom começo para deslanchar o uso dessa tecnologia em empresas.  

“Isso fecha buracos, gera bom retorno, não assusta o usuário e nem o expõe ao risco”, afirmou ao Blocknews o vice-presidente executivo global da empresa, Ailtom Nascimento.

Instituições como o Bradesco começaram a assim, testando a tecnologia para transferências entre o Brasil e o Japão e entre o país e suas filiais em Nova York e Ilhas Cayman.

Nascimento espera que em 2020, o país comece a soltar o freio de mão da transformação digital, que foi principalmente afetada pela crise econômica dos últimos anos e, em alguns casos, por receio de usuários do que é novo. Empresas e governos devem considerar blockchain nessa virada, se querem benefícios como aceleração de processos e redução de custos, completou o executivo, afirmou.

No caso de blockchain, tem ainda os casos de quem confunde a tecnologia com criptomoedas como bitcoin e acha que é isso que vai entrar na empresa.

A Stefanini faz a arquitetura e desenvolvimento dos projetos. Tem iniciativas em áreas como trade finance e transferências internacionais de moedas, com ações de backoffice de gestão de documentos, por exemplo, que podem ser digitalizados e validados com hashses. 

“Mas queremos ir além”, afirmou. Um exemplo é que a Stefanini criou um grupo de trabalho com a bolsa de valores brasileira, a B3, para tratar do uso da blockchain e de projetos para o sandbox da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Fora do financeiro, Nascimento também vê potencial da blockchain em cadeias produtivas longas, como a indústria automotiva, conectando fornecedores e as montadoras. Em casos assim, o uso de tokens – espécie de fichinha da quermesse que representa um valor – poderia também ser aplicado para facilitar as transações.

Isso abriria a possibilidade, por exemplo, de se trocar apenas saldos entre agentes da rede – você paga ou recebe o saldo entre o que comprou o que vendeu.

A criação dos tokens é considerada a fase seguinte à da criação das moedas criptografadas e em 2019 foi vista como o próximo grande passo. O uso em projetos de empresas e sociais têm crescido em todos os cantos do mundo. Em casos como o citado por Nascimento, circula entre os membros de uma rede permissionada especifica de blockchain e, portanto, não é especulativa.  

Para o VP da Stefanini, blockchain deveria também ser considerada em planos de desburocratização. Setores altamente regulados poderiam se tornar mais simples e menos custos. “Há setores em que a regulação não permite a inovação.”

É uma opinião semelhante à de Dante Disparte, Vice-Chairman da Associação Libra, que está estruturando o lançamento da stablecoin (lastreada em títulos de governos) do Facebook. Os governos precisam estar atentos para não impedir que inovações sejam barradas por regulações, diz ele. “Regulem a atividade, não a tecnologia”, diz Disparte.  

No exterior, há iniciativas como a de para registros de imóveis, o que torna o processo mais transparente, mais barato e mais rápido.

A Stefanini é considerada uma das 5 empresas mais internacionalizadas do país pela Fundação Dom Cabral (FDC). Está presente em 41 países, incluindo Estados Unidos, Austrália, Singapura, Reino Unido e Espanha. Em 2019, faturou cerca de US$ 3,3 bilhões.

Facebook abre 33 vagas para a Calibra, carteira da Libra

Numa demonstração de que está progredindo na parte técnica de lançamento da stablecoin Libra, o Facebook abriu 33 vagas de emprego para o projeto Calibra, a carteira digital da moeda. As vagas são principalmente técnicas, como as de engenheiro de dados, cientista de dados e para a área de segurança e em algumas o conhecimento de blockchain está logo na descrição da posição. Mas tem também vagas em comunicação e compliance, por exemplo.

Das 33 vagas, 22 são na sede do Facebook em Menlo Park (Califórnia), 1 em Sunnyvale (Califórnia) e outras 7 em Tel-Aviv (Israel), 2 em Dublin (Irlanda) e 1 em Seul (Coréia do Sul).

É um prato cheio para quem quer trabalhar com blockchain e num projeto novo em folha que pode mudar o sistema de pagamentos internacional. A previsão oficial é de que a Libra será lançada ainda neste ano, mas a Associação Libra afirma que só fará o lançamento nos mercados em que a moeda for regulada. E isso pode atrasar os planos.

As vagas estão em http://bit.ly/37KqlJJ

Blocknews faz parceria com Blockchain Economía, site da Espanha

O Blocknews já nasceu com uma parceria de conteúdo com o Blockchain Economía, site espanhol também especializado na cobertura do uso de blockchain em empresas, governos e projetos socias. A Espanha tem diversas iniciativas de uso da tecnologia e se destacado na União Europeia (UE). Tanto que em 2019 foi uma das organizadoras da primeira edição do Convergence – The Global Blockchain Congress, maior evento sobre a tecnologia, que teve como organizadora também a UE.

A fundadora do Blockchain Economía é Susana Blázquez, experiente jornalista de economia e negócios, que fez sua carreira no El País.   

Blocknews e Blockchain Economía vão fazer um intercâmbio de conteúdo, já que ambos compartilham do objetivo de falar de economia digital e blockchain. Queremos contribuir para o desenvolvimento dessa tecnologia, porque ela pode revolucionar diversos processos, trazer mais eficiência, transparência e inclusão social.

Ontem, o Blocknews publicou uma reportagem do Blockchain Economía sobre uma prova de conceito (POC) para o uso de dinheiro solidário digital para dar suporte à ONG Salva un Cavallo (Salve um Cavalo).  De seu lado, o Blockchain Economía noticiou a estreia do Blocknews e as suas principais notícias do dia, como as entrevistas exclusivas com o Vice-chairman e Head de Políticas e Comunicações da Associação Libra, Dante Disparte, e com o diretor de Roberto Medeiros Paula, diretor da área internacional do Bradesco.

Empresas precisam de regras, diz especialista

Iniciativas do governo são necessárias para que a blockchain se desenvolva entre as empresas de um país. A afirmação é do italiano Enrico Camerinelli, que assessora empresas interessadas em usar a tecnologia. “É verdade que a definição inicial de blockchain é a de que não é preciso ter intermediários para realizar operações, uma vez que elas são validadas pelo sistema. Mas são necessárias regulações para se estabelecer as regras, uma vez que estamos falando de transações comerciais e de uso de contratos inteligentes”, afirmou ao Blocknews.

É fato que para um negócio ser sustentável, vale pouco resolver um problema de processo com uma tecnologia nova, por exemplo, e depois ter de prestar contar à justiça ou aos reguladores.

“Nesse sentido, a União Europeia (UE) parece estar indo no caminho certo”, afirma o especialista. Em primeiro lugar, não faz muito sentido ter iniciativas específicas em países, é preciso olhar blockchain por um ângulo internacional, porque a natureza da tecnologia é a de cruzar fronteiras, diz o especialista. Além disso, a falta de regulação deixaria muitas startups e empresas felizes e facilitaria as provas de conceito (POC), mas daí a transformá-las em operacionais, seria uma outra história, completa.

Sobre a UE há ainda um ponto: o bloco está acostumado a criar regras de boa convivência entre seus membros, por isso, a construção das regras para blockchain em empresas na região pode ter mais apoio do que em outros mercados. O interesse do bloco em tentar não ficar para trás na tecnologia está explícito na criação do European Blockchain Observatory and Forum para acelerar o desenvolvimento do ecossistema na região.

Mas assim como em qualquer lugar do mundo, há um obstáculo importante quando se fala em blockchain em empresas na Itália e me touros países europeus em que Camerinelli transita. Muita gente não sabe bem o que é a tecnologia e em quais casos usá-la. “Há ainda muita confusão. Tem quem confunde com Distributed Ledger Technology (DLT, a tecnologia distribuída de livro razão).” E tem quem está fazendo projetos em blockchain, mas pede para não torná-los públicos, porque receia que os menos entendidos achem que a empresa está investindo em criptomoedas, que carregam o estigma de serem algo instável. É por isso que neste momento, educação é fundamental, diz o assessor que também é professor nos cursos da 101 Blockchain, de Israel.

Mas quem adota blockchain, diz ele, se depara com o benefício de pensar fora da caixa, com novos modos de fazer as coisas e de fazer coisas novas com o que a tecnologia pemite além das tradicionais. Há um outro ponto crucial: maior colaboração com seus parceiros de negócios. E o fato de que mesmo adotando a tecnologia, pode-se continuar usando os sistemas tradicionais, há um aumento da sustentabilidade do negócio.

O lado ruim? Muitos protocolos não se falam, o que é comum em novas tecnologias. É preciso também investir em formas de aumentar a eficiência reduzindo o consumo de energia para as provas de conceito. Mas faz uma ressalva em relação à visão habitual sobre esse ponto: “há uma ineficiência no uso de energia, mas não é tão perigosa como se supõe”.