Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Pitang Agile IT adquire 30% da desenvolvedora de blockchain BBChain

A Pitang Agile IT, desenvolvedora de softwares, adquiriu 30% da BBChain, desenvolvedora de soluções baseadas em blockchain. As empresas não informaram o valor da transação.

A previsão é de que a associação faça a receita da BBChain crescer cinco vezes nos próximos três anos. O valor não foi revelado.

Para chegar a esse número, “somamos os pipelines e projetos vigentes das duas empresas e comparamos com os dos nossos concorrentes diretos”, disse Felipe Chobanian, co-fundador e CEO da BBChain, ao Blocknews.

A associação vai fortalecer a oferta de serviços em computação distribuída da Pitang, em especial em blockchain, disse o diretor executivo da empresa em comunicado, Antônio Valença.

A BBChain foi fundada em 2018, em São Paulo. A empresa trabalha com arquitetura e soluções em blockchain, DLT e outras tecnologias, como computação distribuída e inteligência artificial. E é parceira da R3, que fornece a plataforma Corda.

A Pitang foi fundada em 2004, como um spinoff do centro de inovação Cesar, em Recife e tornou-se uma das maiores desenvolvedores de software do Nordeste. Também é parceira da R3.

Contando seus dois escritórios, em São Paulo e Recife, a Pitang tem 350 funcionários. Com a parceria, a BBChain vai contar com 40 profissionais da Pitang.

Brasil é um dos países que mais acreditam em blockchain, diz estudo da Deloitte

O Brasil é um dos países que mais acreditam na escalabilidade de blockchain, junto com Hong Kong, Israel e Emirados Arabes Unidos. Além disso, com os chineses, são os que mais acreditam que as ativos digitais vão substituir as moedas fiduciárias (fiat) em até 10 anos.

Essas são algumas das conclusões do relatório anual da Deloitte sobre blockchain, que a empresa acaba de divulgar. Foram entrevistados 1.488 executivos com algum entendimento sobre blockchain em 14 países. Dos entrevistados, 50 são do Brasil.  E 42% do total estão em cargos de chefia “C”.  

Segundo a pesquisa, 88% dos entrevistados acham que blockchain é escalável e vai atingir o estágio de adoção mais ampla. O Brasil ultrapassou essa média, mas o percentual do país não foi revelado.

Empregos em alta

Um dado positivo sobre emprego e que corrobora outras pesquisas é o de que aumentou de 73% para 82%, de 2019 para 2020, o percentual de empresas que estão contratando ou planejam contratar especialistas em blockchain nos próximos 12 meses.

De acordo com o levantamento, no Brasil, 64% dos entrevistados planejam investir de US$ 1 milhão a US$ 10 milhões em blockchain nos próximos 12 meses. No mundo, a media nessa faixa é de 54%.

Das empresas entrevistadas, 30% tem receita acima de US$ 1 bilhão e 42%, de US$ 100 milhões a menos de US$ 1 bilhão.

Ativos digitais

Em relação às substituição das moedas fiat por ativos digitais, surpreende que o Brasil apareça com o mesmo percentual de resposta da China, com 94%.

Os chineses estão correndo para lançar uma moeda digital de banco central (CBDC) e o país decidiu ser referência em blockchain no mundo. Dois movimentos que não se vê por aqui.

Segundo a Deloitte, os executivos C-level estão investindo mais em blockchain como parte de suas estratégias de inovação. Com isso, estão deixando para trás a visão de que a tecnologia é apenas uma promessa.

Inovação pós-Covid

A pesquisa foi feita entre 6 de fevereiro e 3 de março, portanto nos primeiros meses do impacto do Covid-19 na vida das empresas. A Deloitte diz confiar que a pesquisa reflete o estado atual de blockchain, mas só o futuro dirá se e como a pandemia afetou a adoção de inovações digitais.

Com ou sem vírus, os principais temores que emperram a adoção ou escalada de blockchain nas empresas continuam praticamente os mesmos do ano passado: ter de substituir ou adaptar sistema existentes, a questão da segurança e a sensibilidade de informações competitivas.

Há outros desafios ligados a quem já adotou. Um deles é a questão de governança de consórcios. Muitos falharam porque os participantes não acertaram regras equilibradas para o compartilhamento da rede.

Tecnologia fundamental

O levantamento mostrou ainda que para 55%, blockchain será crucial nas cinco principais estratégias das empresas nos próximos 24 anos, um pouco acima dos 53% de 2019. Em 2018, eram 43%. No entanto, para 14%, será importante, mas não estratégica, o mesmo que no ano passado.

Das empresas entrevistadas, 39% colocou projetos em produção, ante 23% em 2019. E quase metades delas (46%) faturam mais de US$ 1 bilhão.

Para a Deloitte, o crescimento de blockchain será ajudado pela necessidade de prestação de contas a clientes, fornecedores, investidores, reguladores e à sociedade em geral.

Ao mesmo tempo, a variedade geográfica coloca muita complexidade na sua arquitetura, ao ser preciso saber o que vale e onde.

O levantamento conclui também que o mundo ainda está não está pronto para a identidade digital em larga escala, que continua ainda muito na teoria.

Especialistas discutirão soluções blockchain para o setor energético

Blockchain pode acelerar a transformação digital do setor do setor energético, principalmente quando combinada com outras tecnologias como IoT (internet das coisas).

A afirmação é de Nayam Hanashiro, diretor de parcerias na América Latina da R3, um dos palestrantes do painel de hoje (16) do 1º Simpósio O Potencial da Blockchain no Setor Energético, organizado pelo Blocknews e a consultoria Mentors Energy. O link para inscrição é o https://www.sympla.com.br/1o-simposio—o-potencial-da-blockchain-no-setor-energetico__876557

Além de Nayam, participarão do painel Marcela Gonçalves, Chief Development Officer da Multiledgers, Bernardo Madeira, fundador da Interchains, e Paulo Simões, especialista em blockchain da Oracle.

“Com a crise do Covid-19, estamos vivendo a necessidade de criação de novas fontes de renda para a sociedade. Esse pode ser um ponto importante para aprofundar a discussão com base em nova regulação para o mercado de energia, diz Marcela.  

A tecnologia poderá auxiliar tanto na melhor digitalização do mercado atual, quanto auxiliar na criação de nova regulação a partir de novos modelos de negócios, completa.

Para quem está pensando em usar blockchain, Madeira sugere que a empresa se faça algumas perguntas: “para a solar, a pergunta é qual o benefício de um consórcio de blockchain para comercialização de energia no mercado livre?

“Muito se fala da tokenizacao de ativos de registros de carga: qual é a estratégia na criação de uma criptomoeda para esta comercialização? E quais os benefícios, em relação a eficiência operacional, que uma cadeia de suprimentos de ativos integrada (rastreabilidade de ativos como transformadores e cabos) no blockchain oferece?”, completa.

Prêmio inédito será entregue a 50 mulheres de destaque em cibersegurança da AL

A LATAM Women in Cybersecurity (WOMCY) e a Women in Security & Resilience Alliance (WISECRA) vão anunciar, amanhã (17), a lista das 50 premiadas na primeira edição do ‘Top Women in Cybersecurity – Latin America 2020’.

Um painel de dez executivos renomados do setor analisaram as 150 indicações recebidas. As escolhas levaram em conta as contribuições que as premiadas fizeram para a indústria e em prepararem o caminho para as gerações futuras de profissionais do sexo feminino.

As profissionais atuam em diferentes áreas da segurança cibernética, como vendas, engenharia e desenvolvimento técnico.

O evento será online, às 20hs, e as inscrições são feitas pelo link https://lnkd.in/e-ajaEF

Participarão do evento Leticia Gammill, presidente da WOMCY, Bonnie Butlin, coordenadora internacional da WISECRA, e Ignacio Perrone, diretor de pesquisa de TIC da Frost & Sullivan, que falará sobre o status das mulheres na segurança cibernética e as perspectivas do “novo normal”. Alison Treppel, Secretária Executiva do Comitê Interamericano contra o Terrorismo (CICTE), da Organização dos Estados Americanos (OEA), também participará.

Leia mais sobre a Womcy e a premiação em:

WhatsApp lança serviço de pagamento no Brasil que usa Facebook Pay

O WhatsApp lançou hoje (15), no Brasil, o serviço de pagamento e transferência de dinheiro pelo aplicativo. É o primeiro mercado do mundo onde o serviço estará disponível.

Para fazer a transação, é ativado o Facebook Pay, só usado até agora nos Estados Unidos. Para isso, o usuário deve clicar no ícone do clipe que aparece no final da mensagem e ativar o pagamento. O serviço é uma parceria com a Cielo.

Com isso, o Facebook está cada vez mais operando na seara de pagamentos digitais. Com a moeda libra, para a qual usará blockchain, a empresa já busca se tornar um serviço de pagamento global, o que tem gerado diversas críticas de reguladores.

A empresa diz que com esse serviço, está de olho nos pequenos comerciantes que usam o aplicativo como ferramenta de trabalho.

Podem ser usados cartões de débito e crédito do Banco do Brasil, Nubank e Sicredi com bandeiras Visa e Mastercard, segundo noticiou o Valor. Mas outros bancos poderão participar também.

Será permitido o envio de até 1 mil por operação e 20 operações por dia e R$ 5 mil por mês.

Unilever usará blockchain para provar redução de emissão de carbono

A gigante de bens de consumo Unilever anunciou hoje (15) um plano para zerar a emissão líquida de carbono em sua cadeia de produção até 2039 e para ter, até 2023, uma cadeia de fornecimento que não esteja ligada a desmatamento. Para isso, usará tecnologias como blockchain, monitoramento por satélite e rastreamento por geolocalização.

A empresa afirma que para atingir essas metas, precisará haver uma transparência ao longo de sua cadeia de produção que não existe hoje. No futuro, pretende comunicar o nível de carbono dos produtos que vende.

Sua marca de sorvetes Ben & Jerry’s já usa blockchain em crédito de carbono em uma loja.

O plano, segundo a Unilever, tem o objetivo de proteger, regenerar e preservar recursos naturais, de forma a combate a mudança climática.

Um grupo que cresce

A Unilever é mais uma das empresas que está anunciando o uso de blockchain para garantir que seus produtos não são destruidores líquidos da natureza. Essa tendência tem como base a demanda, em especial de novos consumidores, que prezam pela sustentabilidade.

“Precisamos reconhecer que a crise climática não é só uma emergência ambiente. Ela também tem um impacto terrível nas vidas e na subsistência . Temos a responsabilidade de ajudar a enfrentar essa crise como negócio e através de uma direta de nossas marcas”, disse o CEO da empresa, Alan Jope.

O plano inclui outros pontos, como apoio à nova geração de produtores rurais para regenerarem o meio ambiente, a adoção de um Código de Regeneração da Agricultura para os fornecedores e implementação de programas de manejo de água em locais onde há escassez.

Além disso, a empresa vai investir 1 bilhão de euros (cerca de R$ 6 bilhões) num novo Fundo de Clima e Natureza nos próximos 10 anos .

Inscreva-se no 2º painel do Simpósio O Potencial da Blockchain no Setor Energético

Inscreva-se no 2º painel do Simpósio O Potencial da Blockchain no Setor Energético, promovido pelo Blocknews e a consultoria Mentors Energy.

O tema do painel é “Soluções oferecidas pelo Mercado” e vai contar com a participação de Paulo Simões, da Oracle, Nayam Hanashiro, da R3, Marcela Ribeiro, da Multiledgers, e Bernardo Machado, da Interchains.

O link para inscrição é https://bit.ly/3hlrPQ5. O evento é online e gratuito.

O primeiro painel aconteceu no dia 9 de junho com a IBM, CPqD, EY e Fohat discutindo “Cenários do uso de Blockchain no Mundo e no Brasil”.

O simpósio ocorre às terças-feiras, das 14h às 15h.

Carga inteligente e balcão tokenizado. É a blockchain em energia

Negociar e gerenciar transações com mais facilidade e eficiência, vender e até usar roaming para consumo de energia, como se faz com os telefones. Esses são alguns dos usos que blockchain permite e que foram apresentados na abertura do 1º Simpósio O Potencial da Blockchain no Setor Energético”, na terça-feira (9).

Representantes da IBM, CPqD, Fohat e EY discutiram sobre “Cenários do uso da blockchain no mundo e no Brasil” no evento organizado pelo Blocknews e a consultoria Mentors Energy. O segundo painel será na próxima terça-feira (16) sobre o tema “Soluções oferecidas pelo mercado”, com Oracle, R3, Multiledgers e Interchains. O link da inscrição é https://bit.ly/3hlrPQ .

Segundo Alexandre Boschio, gerente sênior de supply chain, logística e manufatura da EY, a evolução no segmento de energia elétrica está influenciando as novas tecnologias. Novas fontes, como solar e eólica, geram perguntas das empresas, como onde devem investir e como usar as novas soluções.

Há novas ideias e a lei 9991/2000 traz a possibilidade para as empresas de distribuição de investirem 1% da receita operacional líquida em projetos. Isso pode subsidiar investimentos iniciais em MVPs (Minimum Viable Product) ou PoC (prova de conceito)”, afirmou o executivo. Segundo a lei , 0,75% da receita deve ser em P&D para ajudar a desenvolver o setor e 0,25% em programas de eficiência energética.

150 projetos no mundo

Segundo Boschi, já foram lançados cerca de 150 projetos de blockchain no setor de energia no mundo e 86% deles estão em PoC ou teste. E há uma aceleração desses números. Ainda não há dados sobre o Brasil, onde também há novos projetos.

Os investimentos estão previstos para atingirem US$ 3,7 bilhões em 2026, sendo 67% concentrados em atividades transacionais de energia. Os recursos em veículos elétricos devem começar a aparecer na conta em 2021.

No Brasil, a EY empresa montou um time apenas para trabalhar com blockchain, que é desenvolvida em 7 laboratórios da empresa no mundo. Há 50 soluções prontas para serem implantadas em diferentes setores.

Em energia, um dos casos em que a EY participou é de rastreabilidade de origem da energia de uma empresa que opera nos Estados Unidos e Europa. Esse segmento certamente vai se desenvolver com a preocupação de pessoas e empresas de garantirem que usam energia renovável.

3 motivos que movem o setor

O que tem gerado essa movimentação do setor em busca das novas tecnologias está relacionado à tendência mundial de digitalização, como da comunicação das redes, de descentralização dos recursos energéticos e de eletrificação para uso de uma energia mais limpa, disse Luiz Ramos, especialista de sistemas de energia do CPqD. A empresa está envolvida em diversos projetos com blockchain no Brasil e também no exterior.

“Teremos um ambiente mais complexo no setor, com um consumidor com carro elétrico, em programas de gestão de demanda, que vai participar de forma mais intensa na distribuição e geração”, exemplificou.

Para Ramos, discussões promovidas pelo governo e reguladores desde 2017 estão caminhando nessa nova organização do setor. As discussões incluem a revisão das regras de geração distribuída e de modernização do setor, para ficar em alguns exemplos.

Para exemplificar esse novo mercado, Ramos mostrou o projeto de marketplace desenvolvido por CPqD, Copel e Aneel. É um modelo transacional em rede blockchain fechada (permissionada), que permite a compra e venda de energia entre consumidores e prosumidores (consumidor que também gera a energia).

Isso é feito com o uso de tokens (ativos digitais, algo como a ficha de quermesse), permite nova remuneração de excedente de produção e mais competição.

Blockchain no lugar certo

Mas, Ramos faz um alerta: é preciso analisar bem antes de se decidir por blockchain. A tecnologia já teve seu momento hype, o que fez com que fosse usado em situações inadequadas.

“Blockchain deve ser a escolha mais adequada quando comparada a outras opções convencionais. Incertezas técnicas e financeiras devem ser tratadas, em conjunto com os aprimoramentos de natureza comercial e regulatória. Há oportunidades para quem está no mercado, como as empresas tradicionais e as entrantes”, completou.

Para Igor Ferreira, CEO da Fohat, empresa de soluções em energia que tem projetos com blockchain no Brasil, Chile, Espanha e Austrália, o uso da tecnologia em energia passou a ser um grande diferencial com o smart contract (contrato inteligente) da rede Ethereum.

Além de criar eficiência, pode gerar também receita, lembrou ele, como no caso da venda de  excedentes prevista no projeto num mercado municipal na Austrália. Nele, o mercado e a comunidade do entorno podem produzir, consumir e vender energia entre si.

A Fohat particpa do desenvolvimento de uma plataforma para a AES para fechamento de contrato de energia. “Nossa ideia é criar um ambiente de balcão tokenizado que usa blockchain para melhorar a segurança na negociação bilateral. Um dos mecanismos é a execução de ordem, comunicação entre as partes e informação a mercado”, disse Ferreira. Quando são negociados, usa-se o smart contract para o fechamento e registro na blockchain na (rede) da Energy Foundation, completou.

Cidades inteligentes

De acordo com Carlos Rischioto, líder técnico de blockchain da IBM, além do uso da tecnologia nas operações tradicionais das empresas, blockchain está ligada a conceitos novos, como o de cidades inteligentes.

A empresa está participando de projetos inovadores em diversas partes do mundo, como o da Tennet, na Holanda, em que uma ilha hoje funciona num novo modelo: o usuário de um carro elétrico, quando chega em casa à noite, no pico do consumo de energia, devolve para a rede o que há de excedente na bateria do seu veículo. Passado o pico, o carro é recarregado.

“Blockchain ajuda a coordenar toda essa operação e a remunerar o dono do carro pela energia devolvida ou, no mínimo, faz a empresa trocar a bateria do carro, já que aumenta o ciclo de recarga, o que reduz sua vida útil”, afirmou.

A Holanda está bastante à frente em energia limpa e blockchain, com vários projetos em vários setores, se destacando muito em energia limpa”, completou.

Pode parecer coisa muito do futuro, mas o executivo afirma que com a Enexis desenvolve o roaming de energia. Um exemplo é uma pessoa que usa o carro da empresa em que trabalha. Ao recarregar a bateria em casa, dispositivos inteligentes saberão que a empresa dona do carro tem um contrato de compra de eletricidade com uma operadora de outra cidade, por exemplo. O carregamento é feito e depois as distribuidoras acertam as contas.

É um mundo novo e não tão distante. “Se prestarmos atenção nos ambientes de energia, geração, transmissão e distribuição, estamos chegando a modelos que podem sugerir a criação de novos projetos”, diz João Carvalho, CEO da Mentors Energy.

O Simpósio acontece entre julho e julho, sempre às terças-feiras, das 14h às 15h.

Após criptos, Louis Vuitton pede registro de blockchain para e-commerce no Brasil

A Louis Vuitton registrou um pedido de patente de blockchain para e-commerce no Brasil, três meses depois de registrar a criação de criptomoedas e serviços financeiros.

Desde 2019 a empresa tem dado passos para usar blockchain em seus negócios. A empresa usa o nome Aura para sua plataforma.

Um dos usos da plataforma seria a de rastreamento de seus produtos, um dos mais falsificados no mercado.

O pedido de registro de e-commerce foi divulgado na Revista da Propriedade Industrial (RPI).

Câmara Brasileira do Livro registra obras e contratos em Ethereum

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) colocou no ar, ontem (10), uma plataforma Ethereum para registro de direitos autorais e de contratos por meio de blockchain.

Para a instituição, essa é uma das maneiras mais fáceis de se proteger a produção intelectual, uma vez que certifica a autoria ou titularidade de uma obra. Registrar uma obra, por exemplo, não é obrigatório, mas garante a autoria para o verdadeiro criador e confirma que a obra já existia naquela data.

No caso de direitos autorais, além de livros, a plataforma permite o registro de obras como músicas, ilustrações,  roteiros, coreografias e fotografias. Também podem ser registrados contratos, como os de edição, cessão de direitos autorais e de prestação de serviços.

“As discussões (sobre o uso de blockchain) começaram há cerca de um ano. Constada a confiabilidade, passamos a discutir as funcionalidades da aplicação. O serviço é prático, seguro e rápido”, disse Fernanda Garcia, gerente executiva da Câmara Brasileira do Livro, ao Blocknews.

Primeiro do tipo

“No fim do ano passado, começamos a conversar com a CBL para desenvolver um serviço rápido, barato e seguro”, disse ao Blocknews Fernando Barruenco, CEO da Bomesp, que desenvolve soluções em blockchain e também é bolsa de moedas virtuais.

Segundo ele, é o primeiro sistema desse tipo no Brasil. “Basta subir no portal um pdf ou MP3 na plataforma, por exemplo”, completa Barruenco.

Segundo Fernanda, o potencial de uso da plataforma para registros é muito grande, mas não foi informada a previsão. O custo de implantação, que não foi revelado, foi acessível, completou.

No site da CBL há a lista do que pode ser registrado.

A câmara decidiu digitalizar serviços da câmara para facilitar os processos para os usuários, fazendo a integração deles numa única plataforma.

Os valores do registro de obras são de R$ 39,90 para associados da CBL e de R$ 69,90 para não associados. Os registros de contratos custarão R$ 49,90 para associados e R$ 99,90 para não associados.