Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Investigação e crimes digitais contra a mulher são temas de webinar nesta semana

A segunda edição do Womcy Talks, evento do Latam Women in Cybersecurity, continua nesta semana com duas trilhas sobre o tema “Crimes digitais, investigação, tecnologia e privacidade”.

Nesta quarta-feira (23), Às 19h30, a promotora de Justiça Gabriela Mansur falará sobre “Violência virtual contra a mulher”.

Às 20h30, Adriano Vallim, professor e especialista em Computação Forense, fará uma apresentação sobre “Produção de provas digitais e apuração de autoria nos casos de violência contra a mulher”.

O evento é online e o valor do ingresso é uma doação livre via Paypal. O link para inscrição é https://bit.ly/2G290mS

A Latam Womcy é uma organização que promove a maior participação das mulheres no área de segurança cibernética, no qual ocupam apenas cerca de 23% das vagas no mundo, percentual ainda menor no Brasil.

Mulheres e homens fazem parte da instituição e promovem, de forma voluntária, cursos, mentoria e eventos.

Pedidos de patente de blockchain nos EUA disparam; Alibaba lidera

A gigante de comércio eletrônico Alibaba fez dez vezes mais pedidos de patentes relacionadas a blockhain nos Estados Unidos (EUA) do que a norte-americana IBM no primeiro semestre de 2020, quando o número total de patentes relacionadas à tecnologia ficou próximo ao de todo o ano de 2019.

Assim como as duas gigantes, os pedidos, em geral, não são de empresas focadas em blockchain, mas de incumbentes de diversos setores. Motivos: empresas focadas em blockchain são são novas e pouco preocupadas com propriedade intelectual.

Mas elas devem ficar atentas, porque as grandes empresas vão usar a tecnologia e fazer de tudo para proteger e monetizar suas inovações, diz o estudo The Current State of Blockchain Patents (O estado atual das patentes de blockchain) da consultoria holandesa em propriedade intelectual KISSPatent, focada em novas tecnologias.

De acordo com a metodologia utilizada pela consultoria, 2020 segue a tendência de aumento de pedidos de patentes vista no ano passado, quando o número foi três vezes maior do que em 2019.

Aplicações para criptomoedas e outros serviços financeiros dominam patentes.

 Segundo a consultoria, não há uma definição do que é patente de blockchain, mas os diferentes estudos costumam dar resultados similares. Apesar dessa falta de padrão, “podemos afirmar com segurança que blockchain está por todos os lados e crescendo rapidamente” disse D’vorah Graeser, fundadora da KISSPatent.

A maioria das aplicações de blockchain referem-se a fintechs (2.036), com metade do total, o que inclui uso, armazenamento e corretagem de criptmoedas e também suporte para outras transações financeiras usando a tecnologia. Em seguida vêm as aplicações de negócios descentralizados (560).

Pelo levantamento da consultoria, os EUA têm 2.112 patentes ligadas a blockchian, de longe o país com o maior número. Ilhas Cayman têm 350, mas isso se explica pelo fato de a subsidiária da Alibaba que tem a propriedade das patentes estar lá. Em seguida vêm Canadá (118), Japão (108), Coréia do Sul (87) e China (77).

CB Insights compra Blockdata pela demanda de informações sobre blockchain

A CB Insights, uma das principais empresas de estudos sobre tecnologia, comprou a Blockdata, que faz estudos sobre o ecossistema blockchain. Segundo a CB Insights, a demanda por informações sobre a tecnologia aumentou muito neste ano.

“Nos últimos oito meses temos visto um aumento significativo de atividades de nossos clientes com blockchain. Passou de algo que era considerado uma possiblidade ou probabilidade para algo que agora é praticado”, afirmou Anand Sanwal, CEO and co-fundador do

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De acordo com um comunicado da CB Insights, a conversa começou com um email sem nenhum contato prévio e tornou-se frequente e virtual em menos de três meses.

A Blockdata é holandesa e com a aquisição, a CB Insigths vai abrir um escritório a cidade. Em julho passado, a empresa comprou os ativos da Dow Jones VentureSource, de dados sobre empresas que receberam investimentos de capital de risco (venture capital) e de private equity. 

“A aquisição pela CB Insights vai nos permitir crescer a equipe em Amsterdã e a desenvolver as próximas ferramentas para ajudar as pessoas a rastrearem o desenvolvimento dessa tecnologia”, disse Jonathan Knegtel, co-fundador da Blockdata. 

BBChain é a única da Am. Latina em lista da Gartner das melhores empresas de blockchain

A brasileira BBChain, especializada em soluções blockchain, é a única empresa da América Latina na lista de 2020 das melhores do setor em todo o mundo elaborada pela Gartner.

A BBChain nasceu no laboratório de inovação da Escola Politécnica (Poli) da Universidade de São Paulo (USP) e tem no currículo projetos como o de registro de duplicatas em blockchain pela B3 e outras três certificadoras.

Estar nessa lista é uma conquista não só para a BBChain, mas “para o cenário brasileiro de blockchain”, disse ao Blocknews o CEO da empresa, Felipe Chobanian. Nessa lista, completou, a Gartner coloca o que há de melhor no mundo, completou.

A BBChain tem 40 desenvolvedores, desenvolve soluções blockchain para diversos setores e fica em São Paulo. Em junho passado foi investida pela Pitang, uma das maiores empresas de tecnologia do Nordeste.

Mais sobre a BBChain em:

BBChain desenvolveu arquitetura que garante privacidade de empresas no registro de duplicatas

Pitang Agile IT adquire 30% da desenvolvedora de blockchain BBChain

Empresa que usa blockchain passa mais confiança a clientes, diz especialista em cybersegurança

Flávia Brito, fundadora e CEO da BIDWEB, empresa de soluções para segurança cibernética, conheceu blockchain e primeiro, achou que não passava de algo para criptomoedas. Foi mais a fundo e descobriu sua utilização para as empresas e sua relação com o mundo da segurança da informação. Na entrevista abaixo, a executiva fala dessa relação, ainda pouco explorada pelos profissionais da área de segurança cibernética e parte de sua fala de amanhã (5) no Cyber Inteligênia, evento do Womem in Cybersecurity (Womcy)

BN: Como você conheceu blockchain e qual sua avaliação sobre a tecnologia?  

FB: Conheci quando cursava Direito Digital no Insper. De início, eu achava que blockchain não aparentava ter muita utilidade que não fosse aplicado a moedas virtuais. Entretanto, com o tempo, através de inúmeras pesquisas e expansão da área, gostei bastante do assunto e comecei a pesquisar e estudar sobre Smart Contracts e vi que poderia utilizar blockchain para agilizar negócios, melhorar  entregas e democratizar o uso da tecnologia. Fui percebendo os vários benefícios que podem ser alcançados com o emprego de tecnologia blockchain,  onde esta, para nossos objetivos, envolve contextos relacionados a área de segurança, tais manutenção segura da integridade de dados e compartilhamento distribuído de ameaças de segurança detectados e ou informados por inúmeras fontes diferentes.

BN: Desde quando trabalha com você trabalhar com Segurança da Informação (SI)? 

FB: Há 20  anos comecei a me interessar por segurança e resolvi fundar a BIDWEB. Desde então respiro, durmo e sonho com cybersecurity  e agora  blockchain,

BN: Como blockchain pode ajudar as empresas em suas estratégias de segurança da informação? Blockchain não serve para tudo, mas como pode ser usada cybersecurity?

FB: Através do emprego da blockchain, empresas podem aperfeiçoar seus procedimentos adotados no tratamento das informações geradas tanto internamente, quanto externamente pela empresa. Sendo assim, diversos tipos de atuação podem ser empregados, como armazenamento de eventos gerados de forma distribuída entre todos os participantes envolvidos na blockchain e manutenção da integridade de backups realizados através do registro do identificador gerado sobre o backup (hash) na blockchain. Tais aperfeiçoamentos podem não só acarretar na redução de custos operacionais, como também na expansão da empresa, devido à agilidade adotada para procedimentos que antes eram considerados trabalhosos. Além disso, novas soluções podem passar a ser fornecidas e negociadas, como também pode existir um melhoramento na reputação da empresa. Com um propósito bem definido, explicado e divulgado abertamente para clientes, empresas que empregam blockchain para garantir assertividade em processos críticos podem passar sensações de conforto e segurança para seus clientes, tanto teoricamente quanto na prática.

BN: O que essa tecnologia muda em relação às tecnologias existentes em segurança cibernética?

FB: Diferentemente de muitas tecnologias empregadas hoje em dia, com o uso correto da blockchain, vários benefícios podem ser alcançados, como a rastreabilidade de todo o processo de produção, onde é possível saber a origem dos produtos, empresas participantes, produtores e inúmeras outras informações que, no geral, são inviáveis de serem centralizadas em um único sistema. Atualmente, existem diversas empresas, startups e aplicações que tem como base o uso de tecnologia blockchain como forma de solucionar problemas complexos. A CertCoin por exemplo, é um projeto que visa o uso de blockchain como forma de eliminar a necessidade de autoridades certificadoras para geração de certificados digitais. Um outro exemplo se dá com a startup Xage Security, que utiliza blockchain para proteger o acesso a dispositivos localizados em domínios tecnológicos de borda. E tem a OriginalMy, que provê diferentes tipos de soluções alcançadas através de diferentes tecnologias blockchain, como por exemplo, autenticação segura de documentos e assinaturas digitais.

BN: Em que estágio de conhecimento as empresas e governos estão sobre o potencial dessa tecnologia em estratégias de segurança?

FB: Ainda não existe um consenso geral das empresas e governos sobre o uso da blockchain como forma de garantir e assegurar uma segurança mais fortalecida. Isso se deve principalmente pelo fato da forte associação que é feita entre criptomoedas e blockchain. Muitas empresas veem o uso de blockchain voltado apenas para questões financeiras, enquanto que em outros casos, devido à falta de conhecimento, diferentes órgãos governamentais e empresas da área de segurança ainda encontram-se céticas sobre o real potencial que a blockchain pode vir a acarretar. Entretanto, é possível perceber que existe uma grande corrida tecnológica envolvendo o desenvolvimento de diferentes casos de uso relacionados a blockchain, bem como existem diversas provas concretas de casos bem sucedidos com a aplicação da tecnologia. Existem diversos meios de contornar todo este ceticismo, onde dentre eles podem-se destacar a divulgação em massa, em formato educacional, sobre os conceitos, tecnologias, aplicações reais e contextos de englobamento do uso da blockchain, bem como explicações sobre possíveis ataques e ou vulnerabilidades que também podem vir junto com a implantação da blockchain. Quanto mais conhecimento pessoas e organizações no geral tiverem, maior será o poder de adoção desta tecnologia.

BN: No caso de SI e Cyber, blockchain é em geral associada a quais tecnologias para potenciar os resultados?

FB: A depender dos objetivos, inúmeras tecnologias podem ser empregadas juntamente com blockchain para alcançar o resultado esperado. Em casos como integridade de documentos, deve existir uma criptografia fortemente empregada juntamente com procedimentos seguros e distribuídos para armazenamento de documentos, onde no geral, são utilizados tecnologias de grandes provedores em nuvem, como a AWS Elastic Block Store e a Google Cloud Storage, para tal finalidade. Outras tecnologias como biométricas e relacionadas a QR-Code também estão sendo utilizadas para geração de dados que posteriormente serão armazenados na blockchain. Eventos como acesso de funcionários autorizados a áreas restritas geram dados de suma importância, como data e identificadores, que devem ser armazenados de forma segura.

BN: Inserir blockchain numa estratégia de segurança da informação e Cyber exige muitas mudanças numa empresa?

FB: Existem diversos pontos a serem analisados neste caso, mas o principal está relacionado ao propósito e a viabilidade de implantação da tecnologia blockchain na empresa. Caso os estudos feitos sobre os benefícios do emprego da blockchain sejam de extrema relevância, as mudanças que podem vir a surgir, mesmo que sejam complexas de início, podem vir a trazer vantagens competitivas consideráveis no futuro. Por estas e outras, o estudo da viabilidade é extremamente importante, pois é nesta fase que são postos na balança todos os benefícios e malefícios, dificuldades e vantagens que venham a surgir com as melhorias a serem aplicadas. Entretanto, caso a implantação da blockchain seja basicamente irrelevante, ou então que não faça muito sentido para a empresa, no quesito solucionar problemas existentes que não são possíveis solucionar com as tecnologias tradicionais existentes, então a empresa deve repensar o uso de blockchain, pois inúmeras alterações poderão ser necessárias para que o real objetivo seja alcançado. Diversas adaptações e novas features podem ser necessárias para implementar blockchain em uma empresa. Dentre elas, desenvolvimento de diversas novas aplicações distribuídas para operar sobre a blockchain e necessidade de profissionais da área, que tenham conhecimento sobre todos os aspectos da tecnologia.

BN: O LinkedIn disse que neste ano, profissionais capacitados em blockchain estariam entre os mais procurados do mercado. No Brasil, é muito difícil achar profissionais capacitados em blockchain e profissionais que saibam usar blockchain em segurança da informação?

IN: Apesar da demanda por profissionais da área de blockchain estar crescendo cada vez mais, diversos atuantes na área não possuem a expertise requisitada por grande parte das empresas. Isto acontece devido à tecnologia ser relativamente nova, complexidade inicial de aprendizado, inúmeras tecnologias blockchain existentes no mercado e consequentemente a especialização torna-se um trabalho um bem centralizado, pois em grande parte é focado nas tecnologias mais abrangentes do mercado como a Ethereum. Existe também o fato de profissionais da área estarem trabalhando por conta própria, em startups, pois o escopo financeiro da blockchain ainda é algo muito forte e rentável atualmente, para quem deseja desenvolver a própria tecnologia, tais como criptomoedas. Como forma de contornar o problema, empresas interessadas em novos profissionais têm comparecido a conferências relacionadas a blockchain, como a blockchain EXPO, têm feito buscas em comunidades blockchain e também contratado profissionais freelancer. Além disso, algumas empresas também vêm desenvolvendo incentivos, tais como hacktoons e investimentos desde a base, de forma a ser um atrativo para que novos membros sintam-se interessados por esta área.

BN: Esse seria, portanto, outro segmento em que profissionais de Cyber, em especial as mulheres, que são menos de 25% da força de trabalho, deveriam olhar como potencial forma de se desenvolver na carreira?

FB: Apesar de blockchain ser uma tecnologia bem promissora, esta é mais uma das tecnologias que recentemente começaram a ser empregadas no contexto de Cyber, sendo que não existe somente blockchain para atuar, mas também diversas outras tecnologias, com diferentes propósitos e características que poderiam ser integradas para trabalhar em conjunto com blockchain, ou até mesmo se tornem mais interessantes e eficazes que a blockchain. Sendo assim, profissionais de SI/Cyber, devem prestar atenção não somente na tecnologia blockchain, mas em áreas que também as deixe encantadas, acredito que qualquer profissional precisa selecionar o caminho que mais se adequa a seu propósito e pensar como usar blockchain como ponte para viabilizar o projeto e assim por diante.

BN: Blockchain e LGDP são antagônicas ou uma apoia a outra?

FB: Essa é uma preocupação comum e levanta muitas dúvidas entre as pessoas. Devemos nos lembrar do princípio do Blockchain, uma vez efetuado o registro de uma informação no bloco, tal registro não só é transparente como se torna imutável. Todavia, imutabilidade não é obstáculo direto ao atendimento às exigências das leis de proteção de dados pessoais. Para tanto, é necessário ter em mente que a blockchain é alicerçada em criptografia como meio de assegurar a intangibilidade das informações. Em outras palavras: inserido determinado dado em um bloco, não só o dado é imutável como ele será criptografado. Por sua vez, o conteúdo dos dados inseridos na blockchain, em sua grande maioria, diz respeito a transações ou a como transações são representadas. Blockchain apresenta um ambiente relativamente seguro para o armazenamento de informações pessoais e, mais, permite o gerenciamento do dado por meio de seu titular. Nesse sentido os dados quando forem anonimizados mediante o uso de criptografia assimétrica, de sorte que a sua autenticidade pode ser aferida mediante o confrontamento de chaves públicas e privadas, indicadas de acordo com a conveniência do titular do dado.

Vale emite primeira carta de crédito por blockchain para exportação de minério de ferro

A Vale realizou, ontem (3), a primeira venda de minério de ferro usando blockchain para emissão de carta de crédito. A empresa usou a plataforma Contour, rede formada por bancos e focada em comércio exterior, que é baseada na solução Corda da R3.

De acordo com a empresa, a venda foi de um carregamento de 176 mil toneladas do Brazilian Blend Fines (BRBF) que partiu do Terminal Marítimo Teluk Rubiah, na Malásia, e teve como destino final a China onde foi entregue para a Nanjing Iron & Steel Group International Trade Co. Ltd..

Enquanto a carta de crédito foi emitida por blockchain, os documentos de navegação e embarque foram enviado por eSS DOCS, uma solução financeira SaaS (Software as a Service) e de tecnologia para cadeia de suprimentos focada em exportação e logística.

“Este é um marco importante rumo à digitalização do processo de vendas ao trazer inovação para as transações que normalmente demandam um grande uso de papel e ao oferecer um nível de serviço mais elevado para os clientes, além de previsibilidade na cadeia de valor do aço”, afirmou a Vale em comunicado..

A transação teve o suporte dos bancos DBS Bank Ltd e Standard Chartered Bank Malaysia Berhad, dois dos bancos que fazem parte da Contour.

Mais sobre a Contour:

HDBank se associa à Contour, rede de bancos para comércio exterior

Citibank adere à Contour, rede de bancos que usam blockchain em comércio exterior

Don Tapscott e fundo alemão de venture capital lançam BRI na Europa

O Blockchain Research Institute (BRI), maior think-tank independente de estudos sobre a tecnologia, e o Blockwall, fundo alemão de capital de risco focado em blockchain, anunciaram hoje o lançamento do Blockchain Research Institute Europe (BRIE).

O BRI foi fundado por Don Tapscott, um dos precursores no estudo e defesa do uso de blockchain por empresas e governos, portanto fora do mundo das criptomoedas. Esse é o terceiro braço do instituto. O segundo é o brasileiro, o Blockchain Research Institute Brasil (BRI Brasil), baseado em São Paulo

Além de pesquisas sobre oportunidades, desafios e implicações da blockchain nos negócios, governos e sociedade da Europa, o BRIE vai realizar eventos e cursos e dar consultoria sobre estratégia de uso da tecnologia. O objetivo é incentivar o uso da solução no continente. O BRIE está chamando as empresas a participarem do projeto.

Lista de fintechs mais promissoras do mundo tem 6 startups brasileiras

Creditas, Ebanx, Gorila Invest – plataforma de controle financeiro, Nubank, QuintoAndar e Xerpade pagamento de salários – são as seis startups brasileiras na lista das 250 fintechs mais promissoras do mundo. O ranking é feito pela CB Insights. São duas empresas a menos do que no ranking anterior, anunciado no final de 2018.

Naquela lista estavam Toro InvestimentosGuiabolsoNubankNeonContaAzulCreditas, QuintoAndar Contabilizei.

Ebanx, Nubank e QuintoAndar também estão entre os 32 unicórnios da lista “The 2020 Fintech 250”. A Creditas é vista como uma fintech que pode chegar a ou superar US$ 1 bilhão (cerca de R$ 6 bilhões) em valor.

A empresa analisou 16 mil startups. A escolha foi feita com base nas informações que as fintechs deram, modelos de negócios, cenário de mercado e pela nota que tiveram no Mosaic, um algoritmo da CB Insights que mede a performance, situação e potencial de crescimento das startups.

Mais da metade estão nos EUA

Das 250 fintechs, praticamente metade, ou 54% delas estão baseadas no Estados Unidos (EUA). Em seguida vem o Reino Unido, com 38 empresas, ou 15% do total. O primeiro país emergente a aparecer na lista em termos de número de fintechs promissoras é a ìndia, com 20 (8%). As 6 fintechs brasileiras representam 2,5%.

O Nubank é o banco digital da lista que mais recebeu investimentos, um valor que outras listas também mencionam. É também a única startup brasileira que aparece entre as mais investidas por categoria.

A Coinbase é a que mais recebeu fundos no segmento de criptoativos.

US$ 49,2 bilhões em investimentos

Desde 2015, as fintechs da lista receberem US$ 49,2 bilhões (cerca de R$ 300 bilhões) em investimentos em 900 rodadas. O Nubank recebeu US$ 1,395 bilhão (cerca de R$ 9,5 bilhões). Em 12 meses, até o final de agosto, as fintechs levantaram US$ 10,3 bilhões (R$ 60 bilhões) em 120 transações.

O Ribbit Capital foi o investidor mais ativo na lista deste ano. Ele é um dos investidores do Nubank.

Calcular custo de blockchain via cloud é empecilho, dizem desenvolvedores de soluções

A tecnologia blockchain esbarra em problemas típicos das soluções emergentes para ser adotada pelas empresas, como a desconfiança gerada falta de conhecimento. Um dos outros fatores que também tem sido um obstáculo, segundo os desenvolvedores de soluções com a tecnologia, é a cobrança do serviço blockchain em nuvem, uma conjugação que faz cada vez mais sentido por questão, por exemplo, de custo.

“As grandes empresas globais ainda não sabem comercializar blockchain via cloud”, disse Eduardo Figueiredo, fundador e CEO da SBR Prime, focada em rastreabilidade e monitoramento no setor agrícola. É possível mensurar um banco de dados, mas a aplicação, não, afirmou.

“O cara vai fumar, deixa aberta a aplicação e é cobrado por dados e pelo minuto da aplicação. Como você vai negociar com o cliente que o taxímetro está ligado a todo o momento? Aqui no Brasil não temos essa cultura”, completou ele durante o 2° Meetup Live BlockmeetMT – Blockchain, IoT e o Agronegócio, organizado no último dia 17 pelo Blockmeet MT e que teve apoio do Blocknews.

Esse cenário, diz ele, dificulta o planejamento de custo e a cobrança do serviço. O que se faz hoje é instalar a solução na máquina, virtualizar e cobrar um custo fixo para ter garantia de viabilização do projeto.

Cobrança

Bernardo Madeira, fundador e CEO da Interchains, afirmou que estão se exercitando os modelos de cobrança por volumetria e aderência nas redes privadas (permissionadas). Pode-se, por exemplo, começar com uma taxa baixa de aderência e à medida que o volume cresce, o cliente investe em infraestrutura e se gera uma taxa de volumetria.

Mas o grande empecilho hoje sobre a visão de custo do projeto com blockchain é o exercício que o próprio cliente precisa fazer para saber quando perde com ineficiência. “As empresas não têm medido o custo operacional de ineficiência. Antes de falar de custo, precisam pensar onde sangra dinheiro na cadeia produtiva e, a partir, daí fazer um exercício de ROI (retorno sobre investimento). Isso é o mais importante para saber qual é o ganho que se tem com a eficiência operacional”, completou.

Figueiredo afirmou que distribui os custos entre os participantes da rede no formato use e pague, sem cobrança de implementação e manutenção. Grãos, por exemplo, é por tonelada. Monitoramento de área é por tamanho. Se os números forem muito altos, é cobrado um percentual sobre o total. “Até os fundos de investimentos procuram modelo de recorrência”, completou.

O 2° Meetup Live BlockmeetMT – Blockchain, IoT e o Agronegócio pode ser assistido na íntegra pelo canal do BlockmeetMT no Linkedin.

Passaporte de saúde, algoritmos de confiança e IA são as tendências, diz Gartner

A pandemia ajudou a aumentar a tendência de uso de algumas tecnologias emergentes, como os passaportes digitais de saúde, mudando o ranking das soluções que, hoje, parece que mudarão a forma como vivemos e trabalhamos nos próximos cinco a dez anos.

De acordo com o Gartner, soluções que identificam quem tem ou teve Covid-19 e se estão autorizadas e estar em determinados ambientes já são usados na Índia e na China e fizeram com que o uso essa tecnologia aumentasse de 5% para 20% do mercado nos dois dos países mais populosos do planeta. É um número sem precedentes para uma solução emergente, afirma a empresa.

Essa é uma das conclusões do Hype Cycle for Emerging Technologies 2020, que indica cinco tendências gerais, que incluem arquiteturas compostas, algoritmos, crescimento além da teoria de Moore, inteligência artificial formativa e “eu digital” (digital me).

As características dessas tendências são:

  • Arquiteturas compostas: com as mudanças rápidas e a descentralização das operações, as empresas precisam mudar para arquiteturas mais ágeis e responsivas. Essa arquitetura é modular e permite às empresas se recomporem quando necessário, como na pandemia. Outras tecnologias dessa tendência incluem, por exemplo, inteligência artificial (AI) e rede 5G privada.
  • Confiança nos algoritmos – a avalanche de dados de consumo, notícias e vídeos falsos e AI tendenciosa levaram as empresas a confiarem menos em dados centrais, como de governos, e mais em algoritmos. O uso de blockchain tem sido usado para autenticar origem de produtos, por exemplo, mas o Garter afirma que embora isso aumente a opções de verificação, se um dado errado for colocado na rede, será sempre considerado verdadeiro. O ideal é desenvolver maneiras de controlar essa etapa de inserção de dados.
  • Além do Vale do Silício – a Lei de Moore fala que o número de transistores num circuito integrado denso dobra a cada dois anos, mas já se vê cada vez mais materiais com capacidade para conseguir tecnologias menores e mais rápidas. Soluções para alterar e armazenar dados no DNA é um exemplo, embora ainda seja algo muito novo e caro.
  • IA Formativa – É um tipo de IA que pode fazer mudanças para dar uma resposta a uma situação, alterando dados de um produto ou vídeo. Serve para o bem e para o mal, ou seja, como criar remédios ou vídeos falsos.
  • Digital me – É o que representa cada um de nós. Pode ser um passaporte de saúde ou uma interface entre cérebro e máquina. Pode ser sua identidade digital para acessar um edifício ou para fazer um exoesqueleto funcionar.