Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

R3 premia grupos que desenvolveram soluções no Innovation Challenge da FIAP

Hanashiro, diretor da R3, diz que alunos deveriam encontrar soluções para finanças, seguros, energia e saúde.

Um plataforma para emissão, escrituração e comercialização de CBIO (Crédito de Descarbonização, cujo uso passará a ser obrigatório a partir de 2021), outra otimização dos processos de doação de órgãos, interligando hospitais parceiros, empresas de logísticas, bancos de doadores e o operador do BNO (Banco Nacional de Órgãos) e uma solução unificadora dos registros dos votos em formato de Livro-Razão e integrada ao órgão regulador. Esses foram os projetos que vencerem em primeiro, segundo e terceiro lugar do desafio proposto pela R3 no Innovation Challenge FIAP 2020.

Para os vencedores, a R3 ofereceu o suporte de sua área de Venture Development, liderada por Ivar Wiersma, para quem quiserem prosseguir com o desenvolvimento das aplicações.

O desafio reúne empresas de diferentes setores a propor desafios reais de negócios para que os alunos a desenvolverem soluções.

O desafio da R3 para os alunos de MBA em Engenharia de Software e Arquitetura de Soluções foi identificar uma oportunidade ou dor do mercado que pudesse ser resolvida com blockchain. O desafio era ainda formatar o modelo de negócio, desenvolver o protótipo da solução e demonstrá-lo.

Mas não era só isso. Era preciso sair do zero em conhecimento da plataforma Corda para, em três meses, entregar um CorDapp (Corda Distributed Application). “Nem todos os grupos conseguiram terminá-lo. Além disso, analisamos o fator inovador do projeto, a aplicabilidade no mercado local e comparamos com as demandas que temos recebido de nossos clientes”, diz o diretor de alianças estratégicas da R3, Nayam Hanashiro.

“Definimos quatro verticais: setor financeiro, seguros, energia e saúde”, completa Hanashiro. Diversas áreas da R3 apoiaram os alunos, que participaram também de uma sessão técnica.

Quem venceu

O primeiro grupo premiado, da plataforma para CBIO, foi formado por Albo Borges Vieira, Guilherme Augusto do Amaral, Marcelo Umberto Ferreira da Silva e Rainer Henrichsen. O segundo lugar, da solução para doação de órgãos, ficou com Jorge Rodrigues, Paulo Troyano e Rodrigo Nakamura de Brito. E Delcio Torres, Thiago Gonçalves, William Arsenio e William Medrades levaram o terceiro lugar com a plataforma para a melhoria nos processos de votação das empresas.

O que as plataformas fazem

O protótipo para CBIO tem um aplicativo que consome APIs de microsserviços e permite solicitar a emissão, a comercialização de créditos e conferir o extrato das transações.

A solução de banco de órgãos interliga hospitais, empresas de logísticas, bancos de doadores e o operador do BNO (Banco Nacional de Órgãos) e pode ser acessada via internet. Com Corda, cada membro participante da plataforma tem seu ledger atualizado a cada transplante realizado, com acesso apenas aos seus contratos.

A plataforma de votação em empresas permite a integração de portais de votação, garantindo a validade e a privacidade dos votos. A solução permite redução de custos e apuração imediata das votações.

“À medida que aumentamos o ecossistema global de startups com base na plataforma Corda, o Brasil continua a brilhar como um importante centro de inovação – estamos muito felizes por ter a oportunidade de trabalhar com organizações como a FIAP e startups no Brasil construindo a próxima geração de empresas”, líder de Venture Development da R3 para a América Latina e Costa Oeste dos Estados Unidos.

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